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Judas Priest​ - "Firepower" (2018)

Epic Records

Mundo Metal [ Lançamento ]



E eis que 4 anos após "Redeemer Of Souls", aqui estou eu novamente escrevendo uma resenha sobre um álbum novo do Judas Priest. Me lembro bem o que aconteceu naquela época e, por isso, é muito gratificante poder analisar "Firepower" com a consciência 100% limpa. Voltando um pouco, às vésperas do lançamento em 2014, a minha ansiedade era muito parecida com a que eu sentia há alguns dias atrás (já em 2018), a grande diferença é que "Redeemer Of Souls", diferente de "Firepower," infelizmente não supriu as minhas expectativas e, apesar de não ser um trabalho de todo ruim, fui coerente com meu sentimento de decepção e fiz severas críticas ao registro. Não é fácil apontar defeitos em um disco gravado por uma banda ao qual você admira desde a adolescência, porém jamais entregaria uma análise que não fizesse jus ao que eu realmente senti quando fiz as audições. Não me arrependo. Para os haters que me xingaram na época, proponho o seguinte, compararem "Redeemer" com o novo trabalho e falhem miseravelmente ao tentar manter as suas argumentações pífias do passado...

Sem mais delongas, vamos ao que interessa!

É bom que se diga logo de início, até por que acredito que este seja o principal fator que garantiu ao Judas Priest um álbum com tamanha qualidade. A escolha de Andy Sneap para fazer a produção de "Firepower" foi mais do que um acerto, foi um tremendo tiro certeiro e direto ao alvo. Há bastante tempo que Andy vem realizando ótimos trabalhos com bandas veteranas de Heavy Metal e o cara parece saber direcionar como ninguém e conseguir extrair aquele gás a mais dos velhinhos (Accept e Saxon que o digam).

Todo o contexto dramático que envolveu a composição do disco parece ter contribuído também para um resultado favorável. Pelo que foi noticiado pelos próprios integrantes, Glenn Tipton precisou se superar a cada dia para conseguir gravar todas as faixas e, querendo ou não, acredito que todos sabiam que este poderia ser o último registro de uma das grandes lendas do Metal mundial. Todo esse esforço jamais poderia ser em vão e o álbum precisava ser digno de toda a grandeza do Priest.


Nós, os reles mortais que apenas aguardávamos ansiosamente e nem sonhávamos com nada disso que acontecia nos bastidores, começamos a ter o vislumbre de que uma grande obra nasceria quando as faixas de abertura do trabalho foram disponibilizadas para audição. Primeiro a impactante "Lightning Strike" e depois a furiosa "Firepower", ambas com uma pegada tão contundente que causou até o estranhamento de alguns incrédulos. A grande verdade é que essas duas músicas foram capazes de realizar um fenômeno interessante, pois até os headbangers que vinham demonstrando descontentamento com os últimos discos do grupo, voltaram as suas atenções para a chegada de "Firepower". 

Se a expectativa já era grande, obviamente ficou maior ainda. O medo de que o álbum decepcionasse era um sentimento que chegava a incomodar, mas os deuses do Metal não permitiriam que tamanha injustiça acontecesse e, justo no disco que, provavelmente, promete ser o último da carreira da banda, seria um pecado que apresentassem algo diferente do que o Judas senso Judas com maestria e toques de brilhantismo.


Toda a comoção gerada às vésperas do lançamento pode ser justificada após a audição, e que audição meus amigos. A sequência inicial é simplesmente arrasadora! 

As já mencionadas "Firepower" e "Lightning Strike" abrem o registro empolgando, mas somente quando se inicia "Evil Never Dies" é que começamos a ter a verdadeira noção do que estaria por vir. Aquele riff classudo calcado no mítico "British Steel" invade os falantes e a nostalgia é imediata, mas além do refrão imponente e dos solos inspirados da dupla Tipton/Faulkner, é Halford quem emociona na segunda metade da faixa. Com uma performance digna dos grandes clássicos 'priestinianos', o Metal God desfere agudos como nos bons tempos e é humanamente impossível terminar este som sem estar gritando: "evil! never dies!".

A próxima é mais uma das que foram previamente disponibilizadas: "Never The Heroes". E para aqueles que não viram nada de excepcional na composição, ela se encaixa perfeitamente na sequência do disco e é dona de um dos refrões mais bonitos do quinteto em muito tempo. Em "Necromancer" temos aquele Heavy Metal direto, reto e sem frescuras, daqueles que empolgam logo na primeira audição. Já em "Children Of The Sun" e "Rising From Ruins", a cadência dita o ritmo e mais uma vez, somos surpreendidos por belíssimas construções e um feeling absurdo.



Passando um pouco da metade da audição, a energética "Flame Thrower" traz um toque de modernidade e lembra a todos que o Judas Priest nunca foi uma banda datada ou limitada a determinada sonoridade. "Spectre" se destaca pelo impecável trabalho de guitarras e, principalmente, pelos solos fabulosos (talvez os melhores do registro). Quando o dedilhado que marca o início de "Traitors Gate" começa, nem o mais otimista dos fãs poderia imaginar a explosão de riffs que viria a seguir. Coisa linda! Aqui temos sem dúvidas, uma das melhores músicas do Judas desde "Painkiller" (Senão a melhor!). Nesta faixa, ainda devo destacar a perfeição que é o trabalho da parte rítmica formada pelo baterista Scott Travis e o baixista Ian Hill, pois ambos contribuem e muito para esse resultado final desconcertante e primoroso.

A parte final de "Firepower" ainda rende algumas boas surpresas, já que "Never Surrender" é um convite imediato a adentrar numa máquina do tempo e descer lá por volta de 1982, onde a banda flertava com o Hard Rock de maneira incrível. Esta canção poderia facilmente estar em "Screaming For Vengeance" ou "Defenders Of The Faith". O encerramento acontece com "Lone Wolf" e "Sea Of Red", na primeira, uma composição mais moderna que poderia entrar facilmente em algum álbum solo de Halford ou até mesmo no aclamado "War Of Words" do Fight, já a segunda, é uma linda balada repleta de sentimento que com certeza arrancará lágrimas dos mais emotivos.


Em suma, temos finalmente um registro digno das grandes obras do Judas Priest e, mais do que isso, um álbum que dificilmente ficará de fora das listas de melhores do ano. "Firepower" não decepciona em hora alguma e sua principal diferença em relação ao trabalho anterior, é que mesmo nas faixas onde não se vê todo aquele brilhantismo costumeiro, ainda assim consegue manter o ouvinte preso a audição. Se na minha análise de "Redeemer Of Souls", eu fui duro com as palavras e ressaltei uma série de detalhes que me impediam de dar uma grande nota ao disco, nesta resenha temos a redenção de uma lenda do Heavy Metal. Me sinto absolutamente satisfeito com o resultado final e totalmente à vontade para finalizar o texto com o mítico chavão: THE PRIEST IS BACK! 

Audição obrigatória!

Nota: 9
*Nota do site The Metal Club: 8.89

Integrantes:

Rob Halford (vocal)
Glenn Tipton (guitarra)
Richie Faulkner (guitarra)
Ian Hill (baixo)
Scott Travis (bateria)

Faixas:

01. Firepower
02. Lightning Strike
03. Evil Never Dies
04. Never The Heroes
05. Necromancer
06. Children of the Sun
07. Guardians
08. Rising From Ruins
09. Flame Thrower
10. Spectre
11. Traitors Gate
12. No Surrender
13. Lone Wolf
14. Sea of Red

 Redigido por Fabio Reis

*A nota do site The Metal Club é sujeita a modificações de acordo com as avaliações dos seus usuários. Acesse, avalie e veja se sua nota bate com a nossa:


Judas Priest - "Stained Class" (1978)

Mundo Metal [ Álbuns Aniversariantes ] 


No sábado passado quarto álbum de estúdio dos britânicos do Judas Priest completou 40 anos de seu lançamento. Gravado entre outubro e novembro de 1977 no Chipping Norton Recording Studios, em Oxfordshire (exceto “Better By You, Better Than Me”, que foi no Utopia Studios, em Londres), “Stained Class” é considerado um dos maiores clássicos da vasta discografia dos “Metal Gods”.

Produzido por Dennis Mackay e pela própria banda, além de James Guthrie que foi o produtor de “Better By You…”, o trabalho mostrou-se uma produção mais limpa e nítida em relação aos trabalhos anteriores do Priest. Além disso, todas aquelas influências do rock progressivo e pitadas de blues oriundas dos álbuns anteriores também desapareceram em “Stained Class”, que marca a transição da banda do Hard Rock para o Heavy Metal propriamente dito, assim, levando mais peso para as suas músicas.

Curiosamente, este é o único disco do Judas Priest que tem composição criada por todos os integrantes da banda. O baixista Ian Hill, por exemplo, foi um dos co-criadores de “Invader”, enquanto o, então, baterista Les Binks contribuiu na autoria de “Beyond The Realms Of Death”. Após este álbum, o processo de criação das músicas sempre predominou entre Rob Halford, K.K. Downing e Glenn Tipton.

Aliás, no disco anterior – “Sin After Sin” (1977) -, o grupo optou em contar com os serviços de Simon Phillips nas gravações. Porém, na turnê, o baterista escolhido foi Les Binks. Os integrantes do Priest ficaram tão impressionados com a performance dele, que pediram para que o músico ficasse. Assim, Binks foi o titular das baquetas nas gravações de “Stained Class”, “Killing Machine/Hell Bent For Leather” (1978) e do ‘live’ “Unleashed In The East”, de 1979.

Liricamente, “Stained Class” é o trabalho que mais traz temas sombrios e violentos do quinteto britânico. Como podem ser visto em temas como “Saints In Hell”, que fala sobre o inferno; “Savage”, que aborda sobre as brutalidades atribuídas a tribos nativas pelo colonialismo; “Heroes End”, que lamenta as inúmeras pessoas feitas em lendas por morte prematura; além da faixa-título que fala sobre o homem sendo corrompido. Além disso, há o famoso cover do Spooky Tooth – “Better By You, Better Than Me” -, que deu uma tremenda “dor de cabeça” na banda.

No verão de 1990, o Judas Priest sofreu um processo de ação civil em que os pais de dois jovens alegaram que os rapazes foram induzidos a cometer suicídio por conta de suposta mensagem subliminar que “Better By You, Better Than Me”. Porém, um deles disparou a arma contra a própria cabeça, mas conseguiu sobreviver mais três anos. A mídia da época usou o episódio para impor um grande sensacionalismo contra o grupo. No entanto, nada ficou provado contra o Judas Priest ou que eles tenham incentivado a prática de suicídio. É provável mesmo que as causas possíveis do suicídio eram que eles sofriam abuso.


O incidente envolvendo os dois sujeitos aconteceu em 23 de dezembro de 1985, quando os jovens James Vance, de 20 anos, e Raymond Belknap, de 18, passaram horas e horas bebendo, fumando e supostamente estariam escutando Judas Priest na cidade de Sparks, Nevada, nos EUA. Depois do “porre”, os dois teriam ido ao parque, que ficava próximo de uma Igreja, munidos de uma espingarda calibre 12 dispostos a tirarem suas próprias vidas. Belknap puxou o gatilho contra o próprio queixo e morreu na hora. Já Vance, após atirar contra si próprio, conseguiu sobreviver com graves lesões faciais, porém, devido às complicações, faleceu três anos depois.

A capa foi feita por Roslav Szaybo, que introduziu o logotipo clássico da banda, substituindo o logo de estilo gótico das versões anteriores.

A revista britânica Metal Hammer, em 2004, classificou “Stained Class” como o mais pesado álbum de Metal de todos os tempos.

Em 2001, o disco foi remasterizado e acrescido de duas faixas bônus. A primeira delas é “Fire Burns Below”, gravado durante as sessões de “Ram It Down”, em 1988, com Dave Holland na bateria. Enquanto a segunda canção é uma versão ao vivo de “Better By You, Better Than Me” gravado em 13 de setembro de 1990 no Foundations Forum, em Los Angeles, Califórnia, com Scott Travis nas baquetas.

Com certeza, se você curte os clássicos do “Metal Gods”, esse é um de seus álbuns favoritos. Obrigatório em qualquer coleção para quem aprecia o bom, velho e clássico Heavy Metal.

Faixas:

1. Exciter (Halford / Tipton)
2. White Heat, Red Hot (Tipton)
3. Better By You, Better Than Me (Wright)
4. Stained Class (Halford / Tipton)
5. Invader (Halford / Tipton / Hill)
6. Saints In Hell (Halford / Downing / Tipton)
7. Savage (Halford / Downing)
8. Beyond The Realms Of Death (Halford / Binks)
9. Heroes End (Tipton)
Faixas bônus:
10. Fire Burns Below (Halford / Tipton)
11. Better By You, Better Than Me (live) (Wright)

Formação: 

Rob Halford: voz
K.K. Downing: guitarras
Glenn Tipton: guitarras
Ian Hill: baixo
Les Binks: bateria

Dave Holland: bateria em “Fire Burns Bellow”
Scott Travis: bateria em “Better By You, Better Than Me”

Redigido por Rodrigo N. Fiuza

Judas Priest: "Tentaremos ir a lugares, musicalmente falando, que nunca estivemos antes"


O Metal God Rob Halford concedeu uma entrevista a Shawn Sixx da rádio WZLX de Boston e uma declaração em específico chamou a atenção dos fãs, confira o que disse Halford sobre o direcionamento do novo disco do Judas Priest:

"Bem, estamos colocando as notas em uma ordem diferente (Risos) É o que vamos encarar, eu venho fazendo isso há mais de 40 anos em minha vida e sei sobre o que é tudo isso. Isso é sobre a tentativa de exibir uma idéia a partir de uma perspectiva diferente, um ângulo diferente que ainda não tenha sido feito antes. E é extremamente desafiador, especialmente quando você é tão detalhista quanto o Judas Priest é. Nós nunca lançamos a mesma coisa. Às vezes nós tivemos sorte, você sabe, 'Living After Midnight', 'Breaking The Law', eu diria que a maior parte do trabalho que fizemos ao longo dos anos tem sido um trabalho de amor, então, chegamos onde estamos agora. Realmente estamos tentando chegar a lugares, musicalmente falando, que nunca estivemos antes"

O Judas Priest está prestes a entrar em estúdio para gravar o seu décimo nono trabalho de estúdio, sucessor do elogiado "Redeemer Of Souls".

Judas Priest: trabalhando talvez em mais de um álbum


O baterista Scott Travis e o baixista Ian Hill participaram recentemente de uma entrevista de rádio elaborada pelo prodígio Miles "The Shoe" Schuman, de apenas 16 anos. Ao serem questionados sobre o que viria após o álbum "Redeemer Of Souls", de 2014, a resposta foi um tanto surpreendente. Confira:

"Estamos definitivamente trabalhando em um novo registro, ou talvez em mais de um registo. Mas vamos ver. Ainda vai levar algum tempo."

Se confirmada esta notícia, não seria a primeira vez que o Priest trabalha em um álbum duplo, em 2008 o grupo apresentou o criticado "Nostradamus", um disco duplo e conceitual que conta a trajetória do médico e astrólogo francês, conhecido pelo suposto dom de prever acontecimentos futuros.

O que será que Halford, Tipton e cia estão tramando desta vez?

Mais detalhes em breve.

Playlist: as 10 melhores versões para clássicos do Judas Priest



Muitos detestam covers, outros adoram, os motivos para reações tão diferentes são os mais variados possíveis. Quem não gosta geralmente é adepto da teoria de que são raras as ocasiões em que uma versão fica tão boa quanto a original, já os que gostam, são os headbangers que possuem a mente mais aberta e para estes, ouvir novas adaptações para os clássicos de suas bandas favoritas, não significa substituir as originais, mas sim ganhar uma maneira diferente e atualizada de escutar uma música já conhecida.

Ambas as opiniões são válidas, mas se existe uma verdade a respeito desse tema, é que em meio a diversos tributos pífios e caça niqueis, versões ruins e clássicos "assassinados", muitas bandas conseguiram apresentar adaptações muito boas para canções pra lá de manjadas.

Neste artigo apresentaremos uma playlist com 10 versões de clássicos do Judas Priest. Nascida em 1969, a banda passou por praticamente todas as metamorfoses que o Rock e o Metal sofreram ao longo das décadas e desde sempre, lançando álbuns importantes e emblemáticos.

O número de clássicos que o grande Priest já nos apresentou é incontável e muitos nomes, além de influenciados pela musicalidade de Halford e companhia, prestaram belos tributos ao grupo gravando versões classudas de velhos hinos da banda.

Confira a nossa lista!

10 - Nevermore - Love Bites

Quando muda-se toda a estrutura de uma música clássica e o resultado é algo bem modernoso e diferente da obra original, os fãs geralmente não aprovam e o cover acaba caindo no esquecimento, porém em raríssimas ocasiões a nova versão agrada e consegue despertar a atenção. A "Love Bites" gravada pelo Nevermore consegue captar todo o sentimento da letra original e transformar a canção existente em algo totalmente novo.


9 - Iced Earth - Screaming For Vengeance 

Uma das maiores performances de Rob Halford merecia uma banda que contasse com um grande vocalista, um cara como Mathew Barlow, capaz atingir as notas mais altas com perfeição e desse a agressividade necessária a canção. Grande clássico em uma versão pesada, empolgante e cheia de energia.


8 - Slayer - Dissident Agressor

A prova de como o Judas Priest influenciou bandas de diversos estilos está aqui. O Slayer, uma das bandas mais viscerais do Thrash, em seu quarto álbum de estúdio, o ótimo "South Of Heaven" (1988), apresentou esta ótima versão para "Dissident Agressor", originalmente gravada no disco "Sin After Sin" (1977). A faixa ganhou uma roupagem mais pesada e agradou tanto fãs de Judas Priest, quanto os fãs de Slayer.


7 - Rage - Jawbreaker

Talvez a melhor escolha que o Rage poderia ter feito, afinal "Jawbreaker", canção presente no disco "Defenders Of The Faith" (1984), tem a cara do power trio liderado por Peavy Wagner e a versão apresentada pelo grupo é um dos covers mais energéticos já gravados.   


6 - Blind Guardian - Beyond The Realms Of Death

"Beyond The Realms Of Death" é uma das maiores baladas que o Heavy Metal já concebeu, uma composição épica, cheia de solos memoráveis e desempenhos acima da média dos integrantes do Priest. Para gravá-la, uma banda acostumada a conceber canções épicas, o Blind Guardian, o resultado é a perfeição total.


5 - Mercyful Fate - The Ripper

O Mercyful Fate sempre se destacou por seu instrumental impecável e os vocais de King Dimond se encaixaram como uma luva nesta música. "The Ripper" apareceu originalmente no clássico "Sad Wings Of Destiny" (1976) e logo se tornou um clássico do Judas Priest, nesta versão impecável, o Mercyful Fate a tocou com excelência e foi extremamente fiel a versão original.



4 - Helloween - The Hellion/Electric Eye

O Helloween é uma daquelas bandas que já gravou inúmeras versões de canções de diversas bandas, possuem até mesmo um álbum apenas de covers, o bom "Metal Jukebox" (1999), porém "The Hellion/Electric Eye" talvez seja a melhor de todas elas. Os vocais de Andi Deris combinaram muito com a faixa e o outro destaque são as guitarras de Michael Weikath e Roland Grapow, simplesmente perfeitas.


3 - Saxon - You've Got Another Thing Coming

Uma lenda do Heavy Metal tocando uma canção de outra lenda do Heavy Metal. Poderia dar errado? Não! E não deu mesmo, ouça e tire as suas conclusões.


2 - Death - Painkiller

"Painkiller" é uma das mais emblemáticas composições da banda e antes desta versão, seria inimaginável ouvir um canção repleta de agudos e um ritmo 100% Heavy Metal sendo executada por uma banda extrema. Só que a genialidade de Chuck Schuldiner tornou isso possível e o Death não apenas tocou "Painkiller", mas tocou com maestria, sem descaracterizar a faixa e ainda dando uma roupagem mais visceral e agressiva a canção. Que me desculpem os nossos compatriotas do Angra, que também a gravaram, mas a versão do Death é imbatível. 


1 - Gamma Ray - Victim Of Changes

Bem, se tem Kai Hansen, tem qualidade. Uma das melhores músicas do Priest de todos os tempos realmente merecia uma versão assombrosa como esta, impecável, fiel, bem tocada e que deixa a impressão de ter sido composta para que o Gamma Ray a gravasse. 


por Fabio Reis

A trinca perfeita do Judas Priest


Algumas bandas, mesmo com longas carreiras e uma grande quantidade de álbuns lançados, não conseguem atingir a chamada perfeição em nenhum de seus lançamentos. Este fato não as desmerece e nem torna suas discografias menos interessantes, mas sem dúvidas, quem não gostaria de ter associado a sua trajetória, um daqueles discos acima de qualquer crítica, excepcionais da primeira à última faixa e sempre mencionados por todos os headbangers como clássicos absolutos?

Muitos nomes consagradas conseguiram apresentar obras de arte ao menos uma vez, mas grupos como o judas Priest, fogem de qualquer padrão e ao longo dos anos alcançaram momentos mágicos como este mais de uma vez e possuem em sua discografia, alguns discos que podem ser chamados de obras primas.

Citarei aqui três pérolas que o grande Priest nos brindou e que considero simplesmente acima do bem e do mal: "British Steel" (1980), "Defenders Of The Faith" (1984) e "Painkiller" (1990).  Obviamente, três trabalhos que dispensam apresentações, possuidores de musicalidades ímpares, à frente de seu tempo e repletos de clássicos e performances arrebatadoras por parte dos integrantes.


Muitas das canções imortais do grupo estão em "British Steel", lançado em 1980, o registro é de uma qualidade absurda e também praticamente um sinônimo do termo Heavy Metal. O álbum foi lançado quando a NWOBHM (New Wave Of British Heavy Metal) estava em franca ascensão e acabou associando o Judas ao movimento, mesmo a banda tendo sido formada muitos anos antes. Aproveitou-se do acontecido e moldando sua musicalidade aos padrões do que vinha sendo lançado na época, o grande Judas abocanhou uma parcela significativa dos fãs e entusiastas da NWOBHM com este lançamento.

Musicalmente, o que temos é praticamente uma coletânea de hinos do Heavy Metal, composições do porte de "Rapid Fire", "Metal Gods", "Grinder", "Breaking The Law", "United" e "Living After Midnight", são desfiladas uma após a outra e o resultado não poderia ser outro, é um dos mais premiados registros do Priest e também, o primeiro grande sucesso da banda, um dos trabalhos de maior repercussão na época. Simplesmente obrigatório!



Em "Defenders Of The Faith", a sonoridade do grupo era outra, com algumas faixas extremamente velozes e outras repletas de ritmos pegajosos, horas flertando com o Speed Metal e em outros momentos, com o Hard Rock, o Priest como sempre, se transmutava mais uma vez.

Músicas como "Jawbreaker", "The Sentinel", "Love Bites", "Some Heads Are Gonna Roll", "Rock Hard Ride Free" e "Freewheel Burning", são do mais alto bom gosto e expressam toda a classe da banda. Com uma precisão cirúrgica, as composições exibem duelos estonteantes dos guitarristas K. K. Downing e Glenn Tipton, uma das maiores duplas de todos os tempos e apresenta Halford em seu ápice, cantando como nunca, com performances fabulosas e alcançando timbres e notas invejadas por grande parte dos vocalistas de Metal da época.



Antes do aclamado "Painkiller", a banda vinha de uma sequência que desagradou grande parte dos fãs, "Turbo" foi um dos mais criticados lançamentos do grupo e "Ram It Down", apesar de soar melhor e sem os famigerados sintetizadores, acabou não emplacando grandes clássicos. O que uma banda de renome como o Priest faz quando a situação não está boa? Simples, lança um dos maiores discos de todos os tempos!

"Painkiller" deixou todos de queixos caídos e para muitos, é considerado a obra máxima do Judas. Canções como "Hell Patrol", "Night Crawler", "Metal Meltdown", "A Touch Of Evil" e a faixa título "Painkiller", representam uma verdadeira destruição sonora que não deixa pedra sobre pedra. Com toda certeza é um dos discos mais frenéticos e emblemáticos de toda a história, praticamente reinventando a sonoridade do grupo e dando novas definições sobre como um álbum de Heavy Metal deveria soar.

Ah! Ia quase me esquecendo: performance brilhante de Rob Halford, solos e riffs matadores de K.K. Downing e Glenn Tipton. parte rítmica precisa e sólida de Ian Hill e  Scott Travis. Perfeição!



É claro que álbuns como "Sad Wings Of Destiny", "Sin After Sin", "Screaming For Vengeance" e "Stained Class", poderiam estar tranquilamente nesta trinca, porém como em tudo relacionado a música, as análises são simplesmente uma questão de gosto e tratando-se de Judas Priest, temos um grande leque de álbuns sensacionais para avaliar...

por Fabio Reis

Judas Priest - "Sad Wings Of Destiny" (1976)



Para entender o conceito por trás de "Sad Wings Of Destiny", precisamos voltar dois anos no tempo, mais precisamente em 1974, na gravação do primeiro álbum da banda, o sem sal e apenas mediano "Rocka Rolla". Na época, Rodger Bain, produtor conhecido por ter feito a produção de nada menos que os três primeiros discos do Black Sabbath, foi contratado para trabalhar no registro de estréia do Judas Priest. 

O que era pra ser um fator positivo, acabou desvirtuando todo o direcionamento da banda, já que o senhor Bain, resolveu exercer uma influência muito além do que deveria e simplesmente limou algumas das principais composições do disco. "Victim Of Changes", "The Ripper", "Genocide" e "Tyrant" foram descartadas por usarem temáticas "muito pesadas" e "Rocka Rolla" acabou naufragando. 

Depois da recepção quase nula, fica decidido que não trabalhariam mais com Rodger Bain e mesmo com um álbum que não condizia com a real sonoridade da banda, conseguem tocar ao lado de nomes influentes como Budgie, Thin Lizzy e Slade. Em 1975, participam do Reading Festival e após uma apresentação impecável, conseguem finalmente a liberação pra gravar seu segundo trabalho.

Desta vez, decidem não aceitar imposições de produtor algum e entram em estúdio para registrar composições que mostrassem a verdadeira faceta do grupo. O primeiro consenso é que todas as faixas que foram retiradas do primeiro álbum, fossem gravadas e desta forma, "Sad Wings Of Destiny" é lançado oficialmente no dia 23 de Março de 1976.

Por ironia do destino, as músicas rejeitadas em "Rocka Rolla", se tornam clássicos da banda e são justamente as mais importantes do disco. Apesar de não se tornar um sucesso estrondoso de vendas, é nessa época que o Judas Priest começa a fazer um trabalho importantíssimo, não apenas para a banda, mas para todo o Metal inglês: apostar e investir no mercado norte americano.


Se na Inglaterra, eram apenas mais um nome entre tantos outros, nos Estados Unidos, o grupo conquistou rapidamente seu espaço e conseguiu destaque perante a um fiel e consumidor público. Tal feito fez com que o Priest fosse o primeiro grupo ligado ao Heavy Metal, a desbravar o mercado estadunidense, abrindo precedente para que diversas outras bandas fizessem o mesmo alguns anos mais tarde. 

Musicalmente, "Sad Wings Of Destiny" traz características inéditas para a música pesada. Até o momento, praticamente todas as bandas que possuíam dois guitarristas, se utilizavam do esquema guitarra base e guitarra solo, já com o Judas não era bem assim. Tanto K. K. Downing como Glenn Tipton eram guitarristas solo e os dois se alternavam como tal. Em alguns momentos, executavam solos dobrados e com isso, além da enorme surpresa que causaram aos ouvintes, também influenciaram praticamente todas as bandas que vieram posteriormente. 

Além das já mencionadas "Victim Of Changes", "The Ripper", "Genocide" e "Tyrant", o trabalho ainda apresenta outros momentos de destaque. "Deceiver" é uma típica composição da banda e apesar de sua curta duração, é extremamente contagiante. Outra que não poderia deixar de mencionar, é a poderosa faixa de encerramento, "Island Of Domination", com ótimas linhas vocais, além de riffs e solos matadores.

Pode se afirmar que este segundo trabalho, funciona como uma espécie de reboot para a banda e aqui, as principais características do Priest são definidas. Com o passar dos anos, o disco se tornou um clássico absoluto e possui canções que até hoje são obrigatórias em apresentações ao vivo. Um trabalho de extrema importância para o Heavy Metal e que deve ser escutado com toda a atenção e pompa que ele merece.

Após "Sad Wings Of Destiny", a banda se transforma em uma das principais promessas de sua época e os anos posteriores vão apenas aumentando a popularidade do grupo. Com a chegada dos próximos álbuns, o Priest se tornaria enfim, uma banda bem sucedida comercialmente e daria os primeiros passos para se  transformar no gigante de hoje.

Obrigatório!




Integrantes:

Rob Halford (Vocais)
K.K. Downing (Guitarra)
Glenn Tipton (Guitarra) 
Ian Hill (Baixo)
Alan Moore (Bateria)

Faixas:

01. Victim of Changes
02. The Ripper
03. Dreamer Deceiver
04. Deceiver
05. Prelude
06. Tyrant
07. Genocide
08. Epitaph
09. Island of Domination


por Fabio Reis

Judas Priest - British Steel (1980)



Quebrando a Lei: Os 35 anos de British Steel


Lançado em 14 de abril de 1980, através da gravadora CBS, “British Steel”, o sexto álbum da carreira da lenda viva do Heavy Metal britânico Judas Priest, completa hoje o seu 35° aniversário. É realmente impressionante como tanto tempo já se passou desde o seu lançamento há muitas décadas atrás e a obra continua intacta e nem um pouco envelhecida. O que temos aqui é uma banda extremamente inspirada e repleta de uma energia intensa. Não é a toa que grande parte das composições de “British Steel” se tornariam clássicos obrigatórios não apenas da banda, mas de todo o Heavy Metal.

A capa é muito marcante e escancara ao ouvinte exatamente o que ela irá encontrar no conteúdo do disco, uma legítima avalanche do mais puro, simples e direto Heavy Metal tradicional. O álbum já se inicia com um hino grandioso, “Breaking the Law”. Essa composição já nasceu um clássico. Seus “riffs”, letra e refrão são poderosíssimos e graças ao excelente desempenho de toda a banda, a música ficou imortalizada como um grande clássico do Metal. Esse som chegou a ganhar um videoclipe promocional bastante popular.

Sem perder o pique, logo em seguida temos “Rapid Fire”, um Speed/Heavy que não deixa nenhum ouvinte de Metal indiferente. Aqui temos uma levada empolgante de bateria, “riffs” e solos espetaculares e vocais fantásticos. Uma grande faixa e uma das melhores composições do álbum. Outro hino vem a seguir. “Metal Gods” já possui um título que diz tudo sobre a música em si. Rob Halford e Cia. detonam, entregando ainda mais palhetadas precisas e diretas, solos bem encaixados e com muito “feeling”, além de uma levada empolgante que jamais deixa o ouvinte entediado. 

A genial e cadenciada “Grinder” dá continuidade ao trabalho e novamente não desaponta por um segundo sequer, entregando mais um grandioso desempenho do quinteto. Mais “riffs” fantásticos, mais passagens memoráveis e mais um refrão grudento. A quinta faixa é a cativante “United”, uma música mais lenta e sem o mesmo peso das faixas anteriores, entretanto extremamente poderosa e com um refrão repleto do mais profundo “feeling”. Um clássico!

A bateria de Dave Holland dá início ao hino pegajoso “Living After Midnight”. Creio que não tenha muito que falar sobre esse clássico também. Seu “riff” principal entra na cabeça do ouvinte e a partir daí não sai mais. O mesmo pode ser dito sobre o refrão, duro como uma rocha e incrivelmente cativante. Assim como “Breaking the Law”, a banda produziu um videoclipe para “Living After Midnight”, o que, sem sombra de dúvidas, ajudou ainda mais a perpetuar a composição como um clássico inesquecível.


A seguir, temos a soberba “You Don't Have to Be Old to Be Wise”. Pessoalmente, é uma das minhas favoritas do álbum e novamente traz todos os bons elementos que um álbum de Heavy Metal deve ter. Excelentes linhas de guitarra, uma “cozinha” de baixo e bateria em perfeita sincronia e vocais extraordinários. Uma grande música! O final dessa grande obra fica reservado para mais dois grandes sons, “The Rage”, que se inicia de forma vagarosa e alguns segundos depois, ganha um peso fenomenal e contagiante e “Steeler”, que encerra esse sexto trabalho de estúdio de forma precisa com um Metal tradicional executado de forma exímia e para nenhum “Headbanger” botar defeito. Anos mais tarde, o álbum foi relançado e sua versão remasterizada inclui ainda mais duas faixas, “Red, White & Blue”, uma ótima composição repleta de passagens marcantes e uma versão ao vivo para “Grinder”.

"British Steel" é um daqueles muitos álbuns que escutamos que mais se parece com uma coletânea "Best Of" do que apenas um álbum, visto que seu belo conteúdo é preenchido essencialmente por grandes clássicos e hinos da carreira dos britânicos. Esse álbum ajudou a impulsionar ainda mais a carreira do Judas Priest, colocando a banda definitivamente entre as grandes bandas de Metal da época. As músicas “Breaking the Law” e “Living After Midnight” rapidamente se tornaram hinos de fácil assimilação e a banda foi premiada com o disco de ouro pela RIAA (Recording Industry Association of America, a “Associação da Indústria de Gravação da América”) em 1982 e com o disco de platina em 1989.

Quando falamos em álbuns muito influentes dentro do Heavy Metal, “British Steel” certamente sempre será mencionado por muitos adoradores da música pesada, quer seja pela sua quantidade absurda de clássicos em um único trabalho, pela qualidade e criatividade na elaboração dessas composições ou pela “performance” entusiástica dos músicos da banda nesse trabalho de estúdio. Ele certamente é uma obra eterna e que merece longas e repetidas audições.


Tracklist:
01. Breaking the Law 
02. Rapid Fire
03. Metal Gods 
04. Grinder 
05. United 
06. Living After Midnight 
07. You Don't Have to Be Old to Be Wise 
08. The Rage 
09. Steeler

Lineup:
Rob Halford (Vocal)
Ian Hill (Baixo)
Glenn Tipton (Guitarra)
K. K. Downing (Guitarra)
Dave Holland (Bateria)


Escrito por David Torres

Judas Priest - Screaming For Vengeance (1982)


Muitos estão falando no momento, do novo álbum de estúdio dos mestres do Heavy Metal britânico Judas Priest, o intitulado “Redeemerof Souls”, lançado no dia 11 de julho através da gravadora Sony Entertainment. Honestamente, achei o disco apenas mais um registro na carreira do grupo e creio que não acrescente nada de muito relevante na discografia da banda, sendo apenas um trabalho mediano se comparado a tantos grandes álbuns que já realizaram e funciona apenas para cumprir tabela. Entretanto não é sobre o último álbum do Judas Priest que vou falar agora, mas sim de um dos maiores e mais importantes trabalhos da banda, o sensacional “Screaming for Vengeance”, o oitavo disco de estúdio dessa verdadeira lenda do Metal, lançado em 14 de julho do longínquo ano de 1982, através do selo da Columbia Records. Hoje, esse grande petardo do Heavy Metal completa o seu aniversário de 32 anos e uma comemoração como essa não poderia passar em branco, não é mesmo?!


Apresentando uma arte de capa chamativa e bem interessante, o disco abre com as guitarras hipnóticas da bela introdução “The Hellion” que logo abrem caminho para um dos maiores “singles” e clássicos de toda a carreira da banda, a fenomenal “Electric Eye”, que nos brinda com riffs certeiros e grandiosos solos de guitarra da dupla de guitarristas K. K. Downing e Glenn Tipton, um deslumbrante trabalho de “cozinha” de baixo e bateria dos músicos Ian Hill e Dave Holland, além dos vocais sempre excepcionais do eterno “Metal God” Rob Halford. Costumo dizer que é praticamente impossível ouvir essa faixa sem a sua introdução que registra a abertura do álbum. Ambas as faixas se combinam e formam praticamente uma única e fantástica música. A bateria de Dave Holland conduz ao início da empolgante terceira faixa, “Riding on the Wind”. Uma enxurrada de riffs, solos e vocais esmagadores ecoam pelos autofalantes e atingem os ouvintes em cheio.


“Bloodstone” vem logo após e já possui um andamento mais cadenciado, mas não deixa o disco enfriar e nos presenteia novamente com uma boa dose do mais tradicional Heavy Metal, repleta de riffs e arranjos brilhantes. A faixa seguinte é também um dos “singles” do álbum, “(TakeThese) Chains”, uma faixa mais melódica e que abre de forma bem lenta e vai ganhando peso e velocidade com o passar dos minutos. Mais uma vez temos um desempenho sempre competente de Rob Halford e Cia. que jamais desapontam. As guitarras de Tipton e Downing abrem a sexta faixa, “Pain and Pleasure”. Mais uma vez possuindo um ritmo contido e moderado, recebemos mais uma boa dose de bons riffs, vocais impecáveis, belos solos de guitarra e um eficiente trabalho de baixo e bateria. Após algumas faixas cadenciadas, a voz potente de Halford rasga os autofalantes e introduz ao ouvinte a fabulosa e veloz faixa-título, “Screaming for Vengeance”, um legítimo Speed Metal composto de riffs brilhantemente afiados, solos impressionantes e repletos de “feeling”, “cozinha” de bateria e baixo altamente vigorosa e soberba, além de vocais incrivelmente agudos e poderosos. Uma das melhores faixas do álbum, sem dúvida!


Eis que é a vez de outro dos maiores clássicos do Judas Priest dar as caras. “You've Got Another Thing Comin'” é uma empolgante e cadenciada faixa repleta de riffs e solos caprichadíssimos, levada empolgante, refrão poderoso e um vocal primoroso que somente a banda pode proporcionar. Esse clássico é também um dos “singles” e possui um videoclipe gravado no IbizaSoundStudios, na Espanha e mixado em BeejayRecordingStudios e BayshoreRecordingStudios, na Flórida. Dedilhados suaves abrem a bela “Fever”, canção que novamente mostra um grandioso trabalho de cada música, possuindo um extraordinário trabalho instrumental e vocal, brindando os ouvinte mais uma vez com riffs e solos cintilantes, rico desempenho de baixo e bateria e um surpreendente vocal de Rob Halford, que alterna o seu tom sempre de forma competente e proporcionando momentos realmente cativantes a todos. O disco encerra com a igualmente sensacional “Devil'sChild”. Aqui nós temos mais uma dose maciça de riffs e solos esplêndidos, “cozinha” incorrigível de baixo e bateria e vocais fenomenais do início ao fim. Em suma, a banda executa novamente um estupendo trabalho que apenas surpreende ainda mais os ouvintes e encerra esse grande álbum de estúdio majestosamente.


“Screaming for Vengeance” foi relançado em 2001 e 2012 e incluía faixas bônus, como a até então inédita “Prisoner of Your Eyes”, gravada durante as sessões do álbum “Turbo”, de 1985, além de versões ao vivo de outras músicas do álbum. É curioso saber também que havia uma faixa intitulada “Fight for Your Life” que foi escrita e gravada originalmente para esse álbum, porém, não integra a versão final do disco. Essa faixa sofreu alterações e foi rebatizada como “Rock Hard Ride Free” e faz parte do igualmente clássico e fenomental “Defendersofthe Faith”, registro de estúdio lançado dois anos depois. A versão original seria usada como faixa bônus da reedição do álbum “Killing Machine”, em 2001. Sucintamente, “Screaming for Vengeance” é não apenas um dos grandes êxitos da carreira do Judas Priest, como também é um dos trabalhos mais geniais já lançados no Heavy Metal mundial. Uma obra prima atemporal e cuja importância é indescritível e inegável.


Tracklist:

01. The Hellion
02. Electric Eye
03. Ridingonthe Wind
04. Bloodstone
05. (TakeThese) Chains
06. PainandPleasure
07. Screaming for Vengeance
08. You'veGotAnotherThingComin'
09. Fever
10. Devil'sChild

Lineup:

Rob Halford (Vocal)
K. K. Downing (Guitarra)
Glenn Tipton (Guitarra)
Ian Hill (Baixo)
Dave Holland (Bateria)


Escrito por David Torres Dos Santos

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