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D.R.I. - "But Wait... There’s More!" (EP) (2016)


Vinte anos após terem lançado o seu último álbum de estúdio, o excelente “Full Speed Ahead” (1995), os veteranos norte americanos do Hardcore Punk/Crossover Thrash D.R.I. finalmente retornam com um pequeno, porém fabuloso material de inéditas intitulado “But Wait... There’s More!”, um EP matador lançado no dia 10 de junho, através do selo Beer City Records. A capa em si já entrega o jogo e demonstra que o senso de humor debochado da banda continua vivo, trazendo uma ilustração que simula um anúncio publicitário contendo referências a cada uma das faixas presentes no registro.  Ao todo, temos cinco faixas destruidoras, sendo que as três primeiras são composições inéditas que a banda já vem executando ao vivo há algum tempo e as duas últimas são regravações de dois grandes clássicos do grupo.

Os “riffs” portentosos de Spike Cassidy, ao lado da “cozinha” pulsante encabeçada pelo baixista Harald Oimoen e pelo baterista Brandon Karns introduzem “Against Me”, a faixa de abertura dessa EPerfeição. Logo de cara percebemos que os mestres realmente voltaram com tudo. Aqui estão todos os elementos que o fã da banda mais deseja ouvir, executados com genialidade e perfeição. “Anonymity”, a segunda faixa, é igualmente espetacular e conta com um andamento mais veloz e que remete ainda mais aos clássicos álbuns gravados pela banda na década de oitenta. Simplesmente fantástica!


Viciante até dizer chega, “As Seen on TV” entra em cena com seus integrantes pronunciando em alto e bom o som o título da canção. Os andamentos da música seguem a boa e velha cartilha da banda, enchendo o ouvinte de orgulho a cada nota tocada. O final fica reservado para as ótimas regravações das clássicas “Mad Man”, originalmente lançada no espetacular “Dealing With It!” (1985) e “Couch Slouch”, que já possui duas versões gravadas anteriormente, sendo que uma está presente no “debut” “Dirty Rotten LP” (1983) e a outra, no álbum sucessor “Dealing With It”. Sendo assim, essa é a terceira releitura gravada pela banda. Sucintamente, ambas as canções ganharam uma roupagem ligeiramente mais cadenciada e moderna. 

“But Wait... There’s More!” é a prova cabal de que os “Sujos, Podres e Imbecis” estão mais vivos do que nunca. O quarteto arrebenta e concebe um registro que mesmo sendo extremamente curto, não atingindo sequer dez minutos de duração, entrega exatamente o que todo fã da banda espera em um trabalho dos músicos: composições marcantes, poderosas, divertidas e totalmente empolgantes. E que esse trabalho incentive a banda gravar um novo álbum de inéditas! Se isso ocorrer, podemos ter certeza de que teremos um belíssimo petardo!



♫ “Mad man, he'll kick down the door
Mad man, he'll call you a whore
Mad man, he'll brand you a slut
Mad man, he'll kick your butt!” ♫

Integrantes:

Kurt Brecht (Vocal)
Spike Cassidy (Guitarra)
Harald Oimoen (Baixo)
Brandon Karns (Bateria)


Faixas:

01. Against Me  
02. Anonymity  
03. As Seen on TV  
04. Mad Man  
05. Couch Slouch

por David Torres

D.R.I.: retorna com o EP "But Wait... There's More!"


Há 21 anos, os veteranos do Crossover Thrash D.R.I. lançaram o seu último álbum de estúdio, "Full Speed Ahead" e desde então não produziram mais nenhum registro contendo composições inéditas... até agora!

Com lançamento previsto para 10 de junho, "But Wait... There's More!" é um EP contendo cinco faixas. As três primeiras composições são inéditas e vale mencionar que a banda vem executando há algum tempo esses sons em suas apresentações ao vivo. Por sua vez, as duas últimas faixas são regravações de dois clássicos da banda, "Mad Man" e "Couch Slouch". O EP será lançado pelo selo Beer City Records.

Confiram abaixo a capa, o teaser e as faixas do EP:




Faixas:

01. Against Me
02. Anonymity
03. As Seen on TV
04. Mad Man
05. Couch Slouch

D.R.I. - Full Speed Ahead (1995)


Em Alta Velocidade: Os 20 anos de Full Speed Ahead


Pioneiros do estilo insano, divertido e alucinado que atende pelo nome de Crossover Thrash, os norte-americanos malucos do D.R.I. conseguiram agradar gregos e troianos desde o inicio da década de oitenta ao combinarem o Hardcore Punk com o Thrash Metal que crescia cada vez mais naquele período. Autores de registros clássicos como “Dealing With It!” (1985), “Crossover” (1987), “4 of a Kind” (1988) e “Thrash Zone” (1989), a banda comemorou nesse sábado o 20° aniversário de sua sétima e última entrega, “Full Speed Ahead”, um trabalho lançado em 24 de outubro de 1995, através do selo dos próprios músicos, Rotten Records. O que temos nessa bolachinha aqui? Simplesmente pura farra e diversão para os apreciadores da banda!

Os acordes empolgantes de “Problema Addict” não apenas dão início ao disco como praticamente arremessam o ouvinte em um desvairado “Circle Pit”. Os vocais de Kurt Brecht continuam tão bons como nos outros trabalhos, os “riffs” de Spike Cassidy são pesados e infalíveis e a “cozinha” formada pelo finado baixista Chumly Porter e pelo baterista Rob Rampy não fica nada atrás, detonando tudo o que vier pela frente. A diversão está apenas começando e a banda emenda com “I'm the Liar”. A introdução instrumental dessa faixa é simplesmente matadora, assim como o som em si. A composição se inicia lentamente, instigando o ouvinte a acompanhar cada acorde e de repente a música implode e uma hecatombe perfeita para um “Slam Dance”.

Tão vibrante quanto às faixas anteriores, “Under the Overpass” prossegue com o trabalho de forma mais que bem-sucedida. Os integrantes pisam nos freios com “They Don’t Care”, uma faixa que se inicia de forma arrastada e rapidamente descamba em um andamento mais truculento e buliçoso. Esses caras jamais erram a mão! Na sequência, surgem “Drawn and Quartered” e “No End”, outras duas composições repletas de ingredientes que não desapontam os ouvintes por um segundo sequer. Temos aqui uma saraivada de palhetadas sujas e lacerantes, linhas de bateria tresloucadas, um baixo sempre vivo e pulsante e vocais que caem como uma luva.


Jamais perdendo o fôlego, somos presenteados com uma trinca aniquiladora. As excelentes “Wages of Sin” e “Syringes in the Sandbox” possuem “riffs” e refrãos bem grudentos e potentes. Essa segunda, por sinal, recebeu um videoclipe promocional. Por sua vez, temos também a destruidora regravação para “Who Am I?”, faixa presente no álbum de estreia do grupo, “Dirty Rotten EP” (1982). Não há tempo para respirar, acredite! Em seguida, a banda retorna com a divertidíssima “Girl with a Gun”. Os arranjos continuam sendo criativos, viciantes e bem construídos. Não há como ficar indiferente. Aqui nós temos um início bem interessante e cadenciado que rapidamente ruma para um ritmo alucinante e esmagador.

Trazendo um “groove” intenso, “Dead Meat” é a faixa encarregada de continuar o trabalho e faz isso com exímio. Os membros da banda continuam em plena forma, fazendo aquilo que sabem fazer de melhor. Nessa faixa, temos passagens que beiram algo “Stoner” e “Sludge”, o que é no mínimo curioso e intrigante. Novamente ótimas, “Down to the Wire” e “Level 7” brindam os ouvintes com mais uma boa dose de “riffs” eficientes e poderosos, além de um estrondoso desempenho de baixo e bateria. Nessas músicas também temos passagens vocais novamente memoráveis e que viciam com facilidade.

Para encerrar esse vistoso registro, temos mais uma amalucada trilogia, encabeçada pela curtíssima “Broke”, “Sucker” e “Underneath the Surface”. Desnecessário dizer que temos mais uma sequência de músicas assassinas, certo? Vinte anos depois e esse sétimo trabalho de estúdio continua tão implacável como em seu lançamento. “Full Speed Ahead” é um daqueles muitos trabalhos da música pesada que, mesmo não sendo lembrado com a mesma frequência que álbuns considerados clássicos, possui um conteúdo que vale ouro e merece ser conferido muitas e muitas vezes, sem moderação!


Tracklist:

01. Problem Addict 
02. I'm the Liar 
03. Under the Overpass 
04. They Don't Care 
05. Drawn and Quartered 
06. No End 
07. Wages of Sin 
08. Syringes in the Sandbox 
09. Who Am I? 
10. Girl with a Gun 
11. Dead Meat 
12. Down to the Wire 
13. Level 7 
14. Broke 
15. Sucker 
16. Underneath the Surface


Lineup:

Kurt Brecht - Vocal
Spike Cassidy - Guitarra 
Chumly Porter (R.I.P. 2011)  Baixo
Rob Rampy - Bateria 



Escrito por David Torres
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