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Melhores Álbuns do Mês: Fevereiro (2018)


Se janeiro foi a ressaca do ócio e das gorduras acumuladas em duas semanas de festas com família e depois putaria com amigos, em fevereiro o índice brasileiro de loucuras vai a mais de 9000 na famigerada data onde o álcool toma conta do sangue e plumas, látex, purpurina e vergonha se misturam no corpo. Mas como o Metal caga um balde pra credo, feriados e trios elétricos carregando cantores de qualidade duvidosa e populares suados, tivemos mais um mês de puras delícias e alentos para o headbanger que prefere se desligar do fenômeno da massa e usar o carnaval pra curtir um som. 

Minha namorada já sabe distinguir Pagan de Black, US Power de Power Europeu e não aguenta mais ouvir o novo play do Necrophobic (porque ela não gosta de “voz de demônio”), e vai continuar a aprender se remoendo de raiva com a quantidade de riffs, viradas, leads, gritos e solos que continuam chegando porque o que ela curte mesmo é Shakira e Michael Bublé, mas tem um companheiro doente por Metal. Ao passo que a pilha movediça de promos de 800 bandas aparecem pra análise e vão engolindo corpo e mente, a energia vital do corpo vai se esvaecendo e a vontade de mandar um shift+del na caixa de emails e nunca mais entrar no metalstorm, metal archives ou metal o caralho a quatro pra ver o que de interessante saiu vai aumentando, mas temos um vício e precisamos alimenta-lo, vou fazer o quê? 

Os destaques principais desse mês vão para as bandas que lançaram suas pérolas de forma independente, mandando um belo foda-se pra gravadoras burras que não tem competência de distinguir uma banda boa de um peido. Além disso, é fácil notar a ausência de gigantes do certame como o Therion, que mandou em seu ‘Beloved Antichrist’ um álbum bem legal mas com quase QUATRO PORRAS DE HORAS (aí fode o balaio, Johnssão), o Angra que dividiu o país e criou uma guerra santa entre os fãs e os que cagam pra Bittencourt, Sandy e companhia, e o Royal Hunt, que facilmente poderia ter roubado um lugarzinho na lista com o ótimo ‘Cast In Stone’, mas bateu na trave; claro, isso sem falar em outras jóias como Insulter, Seyminhol, Aenimus, Thaurorod, Harakiri for the Sky e tantas outras. Então chega de falar merda e vamos ao que interessa, porque a pilha só tá aumentando...


Battlesoul - Sunward and Starward 
(Death/Folk/Power)
CDN Records


Essa salada musical maravilhosa é a arma de escolha do Battlesoul, banda Canadense que mostra ao mundo seu terceiro trabalho em ‘Sunward and Starward’. Bela pedida pra fãs de Ensiferum, Blackguard e, em menor escala, Falconer.


Crescent - The Order of Amenti 
(Blackened Death)
Listenable Records


Os escravos das pirâmides estão de volta com seu segundo ataque em ‘The Order of Amenti’. Os Egípcios de Cairo mostram todo seu poder de fogo e sua riquíssima história mais uma vez, lembrando que o Nile pode ser o líder do combo mitologia egípcia/Death Metal, mas quando o trabalho vem de dentro da cultura o negócio fica sério.


Frozen Crown - The Fallen King 
(Power)
Scarlet Records


Power Metal e Itália na mesma frase pode assustar os populares de mente simples para a música, mas aqui a parada é forte e a atitude invejável. Com a virtuosa Talia Bellazecca debulhando nos riffs e solos e a talentosa Giada Etro encantando nos vocais, o Frozen Crown criou em ‘The Fallen King’ um dos melhores plays do ano até agora, e meu álbum favorito de Power Metal em 2018.


Funeratus - Accept the Death 
(Death)
Extreme Sound Records


Fui pego de surpresa quando vi o retorno do Funeratus, que não lançava um full-lenght desde ‘Echoes In Eternity’ (2004). A tempestade de vingança vinda de Mococa, SP, debulha tudo em seu caminho e mostra que Fernando Trepador, André Nálio e Gustavo Reis não perderam nada de sua brutalidade.


Hammer of Daemons - Barbarian Assault 
(Thrash)
Independente


Os bárbaros saxões consolidam seu ótimo trabalho iniciado em 2016 – apesar de contar com membros já veteranos na música – em ‘Hellfire (Beyond the Iron Curtain)’ com uma mescla interessante entre o Thrash Metal e elementos mais tradicionais e épicos. Ótimo para aqueles que procuram algo fora da caixinha.


Necrophobic - Mark of the Necrogram 
(Death/Black)
Century Media Records


Destruição, casas pegando fogo, pilhagens, saques, morte, caos. ‘Mark of the Necrogram’ é mais um testamento de que com o Necrophobic não se brinca. Se é louco.


Saxon - Thunderbolt 
(Heavy)
Silver Lining Music


Os vovôs mais avassaladores desse lado de Yorkshire tomaram seu chazinho das 17hs, encaixaram as dentaduras e subiram no pódio pela VIGÉSIMA SEGUNDA vez em ‘Thunderbolt’, prova de que a fonte da juventude eterna existe e esta nas mãos dos Lordes Paul Quinn, Biff Byford, Nigel Glocker, Nibbs Carter e Doug Scarratt. Respeitem os mais velhos, porque eles sabem o que fazem.


Solstice - White Horse Hill 
(Epic Doom)
Independente


Enquanto escrevo sobre o Solstice, lendário e magnífico ato, uma lágrima cai do meu rosto. Foram vinte anos de espera até que White Horse Hill - terceiro full dos Britânicos veteraníssimos e eruditos - saísse do forno, e valeu cada segundo de espera. Muito acima do comum, o álbum eleva o nível de inteligência e performance da própria banda e se torna, através do código mais honroso e épico possível, uma obra atemporal, atmosférica e extremamente poderosa. Meu álbum xodó de 2018 até agora.


Visigoth - Conqueror’s Oath
(Heavy/Power)
Metal Blade Records


Ao tocar de coração e fazer o que eles amam, esses guerreiros de Salt Lake City, EUA, de todas as porras de lugares possíveis pra se fazer Metal, estão redefinindo o gênero para as gerações futuras, mantendo os elementos centrais do que é aclamado no estilo como a visão mais pura da música e adicionando idéias frescas - embora não inteiramente originais - pro caldeirão. Todos ajoelhem-se ao Visigoth, conquistadores do Metal.


Xenoblight - Procreation 
(Technical Thrash/Death)
Independente


Riffs ensurdecedores e porradaria constante misturam o Thrash e o Death da forma mais técnica possível com ‘Procreation’, debut dos Dinamarqueses do Xenoblight. Atitude correta, capa linda e atmosfera mais Metal, impossível.


Menções Honrosas:


Master’s Hammer - Fascinator 
(Black/Experimental)
Jihosound Records


Ocultismo, espíritos, lendas Tchecas e outras maluquices são a marca registrada dos mestres do Black Experimental, liderados pelo titã Franta Štorm, multi-instrumentista e excêntrico nas horas vagas. Amenizando um pouco no Black pra experimentar mais ainda, o Master’s Hammer não exagera na dose de elementos alienígenas, porém, e mostra qualidade impecável em mais uma obra.


Nydvind - Tetramental I: Seas of Oblivion 
(Pagan)
Malpermesita Records


Terceira obra completa dos Franceses Stig, Hingard e Nesh, já rodados na cena, ‘Tetramental I: Seas of Oblivion’ é uma jornada ao profundo sub-consciente e à arte em sua forma mais orgânica e depressiva. Ótima rendição de um estilo tão rico quanto o Pagan Metal.


Sacred Leather - Ultimate Force 
(Heavy/Thrash)
Cruz del Sur Music


O que seria de nós sem uma dose de alta energia e Metalzão sem firulas e frescuras? É pra isso que o Sacred Leather esta aqui: entregar o mais puro aço, pilotar as motos mais velozes e, claro, criar uma capa viril com uma pantera prestes a dar seu bote. Cintos de bala, jaquetas de couro e riffs intermináveis!


Sculptor Void - The Rending Light 
(Thrash)
Independente


Vektor, Voivod e Nocturnus são alguns nomes que vieram à mente enquanto ouvia ‘The Rending Light’, debut dos Thrashers Alemães do Sculptor Void. Tem como ser ruim?


Warshipper - Black Sun 
(Death)
Independente


Banda formada recentemente em Sorocaba, SP, o Warshipper alia temas sci-fi ao Death Metal e entrega uma ótima primeira impressão em ‘Black Sun’. Das linhas vocais rasgadas e agressivas de Renan Roveran à cozinha cirúrgica e prolífica de Rodolfo Nekathor e Roger Costa, os Sorocabanos estão no caminho certo para o respeito e reconhecimento na cena.



Redigido por Bruno Medeiros

Divide​ - "Fornicate Within Fire" ( 2017)

Mundo Metal [ Indica ]


Após o lançamento do full “Messiah Of Mutilation” (2013) e do EP “Lazarus Pit” (2016), a banda de Death Metal “Divide”, oriunda da cidade de Kiel na Alemanha, lança o seu segundo EP intitulado “Fornicate Within Fire” de forma totalmente independente, a exemplo dos dois primeiros registros.

Após problemas com as formações anteriores, o vocalista e guitarrista Daniel Stelling e o baterista Moritz Paulsen decidiram que a partir da turnê de divulgação do EP “Lazarus Pit”, o grupo não mais recrutaria músicos fixos para o baixo e para segunda guitarra, sendo assim, para os shows, gravações e turnês seriam chamados músicos adicionais de acordo com a agenda e a temática de cada novo registro. No caso da gravação do novo EP, o guitarrista Thorben Schulz gravou as guitarras adicionais e as linhas de contra baixo ficaram por conta de Daniel Stelling. 

Musicalmente, o Divide apresenta o mesmo Death Metal brutal que já houvera sido apresentado nos dois registros anteriores, com algumas importantes evoluções: Daniel está com os seus vocais guturais cada vez melhores, mais intensos e com pronucia facilmente compreensível de todas as palavras. 

A faixa “Incendiary”, uma canção rápida e brutalmente pesada,  abre a audição. Nela se pode notar a nítida influência em bandas do Death Metal old school como Morbid Angel, Carcass e Death em  seus primeiros registros. A segunda é a faixa título “ Fornicate Within Fire”, que ao contrário da anterior, é um pouco mais cadenciada, mas não menos pesada. Já na sequência, vem a música utilizada como single pela banda e que é a minha preferida : "Anthropicide”, nela os músicos mostram suas influências em nomes mais recentes do Death Metal como os poloneses do “Behemoth” e do “Vader”.


Antes de comentar sobre a quarta e último composição do registro, vale mencionar outra evolução importante: a performance cada vez mais técnica e sobrehumana do baterista Moritz Paulsen, ele realmente parece uma máquina de tocar bateria, algo impressionante e, na minha singela opinião, Paulsen não fica devendo nada para os mais conceituados bateristas do estilo. 

Voltando a audição, temos “Of Debris On The Grave”, a música que pode sintetizar a sonoridade da banda. Nesta composição nos é apresentado um Death Metal visceral , altamente técnico e com variações rítmicas bem pecualiares. 

Em 2017, mais precisamente em abril,  a banda esteve em turnê pelo Sul e Sudeste do Brasil justamente com a banda brazuca de Thrash Metal Woslom. A excursão dos alemães divulgava o EP “Lazarus Pit” e em 2018, exatamente um ano depois, entre 29/03 e 13/4 , o Divide estará de volta a mesma região para a divulgação desta vez de “Fornicate Within Fire”. Na turnê do ano passado, tive a oportunidade e o prazer de assistí-los em três locais diferentes e posso garantir, trata-se de uma banda impressionante tanto pelo lado musical quanto pelo pessoal. 

Indico a audição aos amantes do Metal extremo, brutal e tecnicamente bem elaborado. 

Nota: 8,5

Faixas:

1. Incediary
2. Fornicate Within Fire
3. Anthropicide
4. Of Debris On The Grave 

Formação:

Daniel Stelling  (guitarra, vocal e baixo)
Mortiz Paulsen (bateria)

Músico convidado:

Thorben Schulz (guitarra)


Redigido por Cristiano Ruiz

Melhores Álbuns do Mês : Janeiro (2018)


Janeiro é mês de férias, dar uma barrigada na piscina, viajar pra roteiros paradisíacos...MAS O CAPETA NÃO TIRA FÉRIAS, CARALHO! Pra variar um pouco, o ano do Metal começou muito bem, obrigado, com lançamentos de todos os tipos, tamanhos e gostos. Deixei, pra variar, muita coisa fina de fora como a volta à forma do Pestilence com o ótimo ‘Hadeon’, mais um belo (porém um pouco abaixo do normal para a banda) trabalho do Summoning em ‘With Doom We Come’, e porradas maravilhosas de Monolithe, White Wizzard, Ocean of Grief, Sinistro, Bloodshot Dawn, Portal, Dagon, Perpetratör e até dos veteraníssimos do Magnum. Mas como a chinela canta e só temos 15 vagas, essas bandas vão chorar no travesseiro a assistir outras maravilhas tomarem o ranking. Então, sem mais mimimi, aí vão os melhores plays desse começo de ano caralhudo!

PS: Atenção especial para os estilos. Note que esse mês foi completamente dominado pelo Metal extremo, com o Death, Black e a mistura Prog dos dois engolindo sem dó os demais. Antes que você comece a encher meu saco e dizer que isso tem viés parcial, já te digo (e provo, abaixo) que meu critério é tudo, menos pessoal. Mas claro que, no final das contas, isso é um ranking meu e não necessariamente ilustra as escolhas dos outros membros do Mundo Metal, então xingue, esperneie e coloque seus favoritos nos comentários.

Apathy Noir - Black Soil 
(Death/Prog/Doom)
Independente


O Doom, o Prog e principalmente o Death Metal são as armas da dupla Sueca Viktor Jonas e Mattias Wetterhall, que elevam mais ainda o status de cult do Apathy Noir com ‘Black Soil’, seu quarto álbum de estúdio. Gravado durante o curso de mais de um ano completamente na raça, o play destoa tanto das centenas de bandecas de quinta que têm gravadoras gigantes por trás que dá até raiva da cena. Profundamente íntimo e inspirado.



Arkona - Khram
(Pagan/Folk)
Napalm Records


Bandassa veterana liderada pela belíssima Masha "Scream" Arkhipova, conseguem o que é praticamente impossível nos dias de hoje quando falamos de uma banda com mais de 15 anos de carreira: lançar seu melhor trabalho. Não acredita? Baixe, compre, pirateie ou sei lá o que diabos você faz pra ouvir música, mas confira por sí só e seja surpreendido.


Corrosion of Conformity - No Cross No Crown
(Sludge)
Nuclear Blast


Não gosto de Corrosion of Conformity nem de Sludge. Nem a pau. Então imagine você o quão bom é esse álbum pra eu ter colocado entre os dez primeiros do mês em detrimento a outros que fazem muito mais minha cabeça. Mas como a parada aqui é ser imparcial, é merecidíssimo o lugar nos holofotes pra esses monstros do Sludge/Crossover mundial, que doutrinam mais uma vez em ‘No Cross No Crown’.


Hamferð - Támsins likam 
(Doom/Death)
Metal Blade Records


Um dos álbuns mais emocionantes, complexos, cativantes e atmosféricos que ouvi no último ano, no mínimo. As histórias, o enlace, o instrumental e a execução de ‘Támsins likam’ são a prova de que o Hamferð vai ter vida longa na cena do Metal. E de todos os lugares do mundo, é das Ilhas Faroé que saiu essa maravilha, o que torna a aura ainda mais impressionante.



Hooded Menace - Ossuarium Silhouettes Unhallowed
(Death/Doom)
Season of Mist


Desgraça, morte, horror e o oculto dão as caras mais uma vez na nova pepita de ouro dos Finlandeses mais viris desse lado do lago Saimaa. Com mais de 10 anos de carreira e em seu quinto álbum, o Hooded Menace enfia suas garras no topo da cena e se solidifica como uma das bandas mais confiáveis do Death/Doom em ‘Ossuarium Silhouettes Unhallowed’.


Lione/Conti - Lione/Conti 
(Power)
Frontiers Records


Fabio Lione e Alessandro Conti poderiam fácil fácil se odiar, criar rixas ou até mesmo sair na porrada, já que dividem a atenção de Luca Turilli e fazem um som quase idêntico em suas bandas, mas os caras resolveram cagar pra todas essas criancices e criar um play pra fazer todos os fãs de Rhapsody, Vision Divine e DGM gozarem na calça. Projeto maravilhoso e execução maravilhosa só poderiam resultar nessa delícia maravilhosa.


Mammoth Grinder - Cosmic Crypt
(Death/Hardcore)
Relapse Records


Mais uma vez, uma banda que não gosto entra no top 10 dos álbuns do mês; e mais uma vez, a parada é tão destruidora que eu não poderia deixar de colocar. Unindo o poder extremo e agressividade do Death com a crueza e rebeldia do Hardcore, os Texanos do Mammoth Grinder mostram a que vieram com ‘Cosmic Crypt’, álbum tão bom quanto seu nome indica. Imperdível para os fãs desse gênero híbrido.


Orphaned Land - Unsung Prophets & Dead Messiahs 
(Folk/Prog)
Century Media Records


O Orphaned Land se tornou um fenômeno por aliar o extremamente atraente som Folk do Oriente Médio com um Death Metal inspirado em seu começo de carreira, e a partir daí foi só ladeira acima. ‘Unsung Prophets & Dead Messiahs’ traça um paralelo entre a realidade contemporânea e o Mito da Caverna de Platão, e o resultado é esse: um dos mais bonitos, pessoais e sofridos álbuns de 2018 até agora. Uma das poucas bandas hoje em dia que conseguem ilustrar em música suas lutas, conquistas e derrotas da vida real.


Seasons of the Wolf - Last Act of Defiance
(Heavy)
Iron Shield Records


Uma das mais viris e respeitáveis bandas do Heavy/Prog estadunidense voltou com força total depois de uma enxurrada de percalços e azares pelo caminho. Onze anos depois do matador ‘Once in a Blue Moon’, o Seasons of the Wolf volta – mais fraco, naturalmente – com ‘Last Act of Defiance’, continuando com a composição e produção analógicas e com ainda muita lenha pra queimar. Já em “Solar Flare” é fácil perceber que a porrada é certeira, e quando o fim do álbum chegar com a faixa-título você com certeza vai botar de novo pra rolar. Belo retorno.


Tribulation - Down Below 
(Prog Death/Black)


Inventivos, inspirados e macabros, os Suecos do Tribulation fazem estrago completo em ‘Down Below’, consolidação da fase mais progressiva e menos crua do grupo. Das maravilhosas “The Lament”, “Subterranea” e “Lacrimosa” ao clímax em “Here Be Dragons”, o play é uma verdadeira orgia para os fãs do Metal extremo, mas bem trabalhado.


Menções Honrosas:

Human Serpent - For I, The Misanthropist
(Black)
Ogmios Underground


Niilismo, morte, ódio ao cristianismo e sim, muita misantropia inundam a mente do Human Serpent e isso transparece no instumental e composições de forma linda. I e X se unem ao macabro pra nos presentear com ‘For I, Misantropist’, trabalho digno de figurar ao lado de bandas como Mgla, Satanic Warmaster e Rotting Christ como essencial do estilo.



In Vain - Currents 
(Prog Death/Black)
Indie Recordings


Cinco anos depois do lendário ‘Ænigma’, o In Vain tinha a difícil tarefa de manter a qualidade do álbum de 2013. Isso infelizmente não aconteceu, mas os caras são tão bons que, mesmo caindo de produção, conseguiram pelo menos um lugarzinho nas menções honrosas do mês. ‘Currents’, mais em contato com emoções, sentimentos e filosofia, é perfeito pra fãs de Ne Obliviscaris, In Mourning e Borknagar.



Mike Lepond’s Silent Assassins - Pawn and Prophecy 
(Heavy/Power)
Frontiers Records


Alan Tecchio nos gritos e a trinca de Mikes no instrumental. Mike Lepond (baixo, Symphony X, Heathen’s Rage e milhares de outras), Metal Mike Chlasciak (guitarra, Halford, ex-Testament) e Michael Romeo (guitarra, teclado, bateria, Symphony X) explodem os alto-falantes e atacam direto na jugular com o segundo álbum de estúdio do projeto paralelo de Lepond, ‘Pawn and Prophecy’. E sim, você leu direito: o gordinho sósia do Malmsteen, além de fritar a guitarra como sempre e mandar bala no tecladão da massa, também toca bateria nessa porra! Haja energia!


Shining – X – Varg Utan Flock 
(Black)
Season of Mist


Verdadeira força da natureza, o Shining vem angariando legiões de fãs desde 1996. Seu mais novo trabalho é a epítome de todas as fases da banda, do Black mais cru e pútrido ao som mais trabalhado e orgânico. Visceral!


Watain - Trident Wolf Eclipse 
(Black)
Century Media Records


Trevas, caos e Lúcifer sempre foram os assuntos mais abordados pelo grande Watain, banda que sempre prezou pela imagem e atmosfera sombrias. Em ‘Trident Wolf Eclipse’ a fórmula continua a mesma, e os Suecos destroem de novo tudo em seu caminho com riffs avassaladores, vocal demoníaco e poder puro.



Redigido por Bruno Medeiros

Melhores Álbuns do Mês: Dezembro 2017


“Bruno, você é atrasado pra caralho, hein?” FODA-SE meu irmão! Dezembrão é época de encher a barriga de uva-passa e cair deitado na sarjeta com aquele espumante barato de atacadão que cheira a vômito, então não tive tempo de escrever essa porra antes. 
Quem achou que o último mês do ano passado foi morto tá mais perdido que puta em convento, então confere aí abaixo o que tivemos de melhor no apagar das luzes de 2017!
PS: Como já de praxe, os álbuns seguem ordem alfabética, e não de melhor para pior.


Ancient Empire – The Tower 
(Heavy/US Power)
Stormspell Records


Papai do céu, que espera foi essa! Joe Liszt, o filho da puta mais amado pelos headbangers, fez o favor de segurar as prensagens de ‘The Tower’ até o último minuto, e por isso não conseguimos a versão em CD dessa maravilha até agora, então nem vazar essa merda vazou, até o final do ano – motivo pelo qual o Mundo Metal não o colocou em nenhuma lista de melhores, porque com certeza teríamos feito diferente se tivéssemos escutado essa bagaça antes. Sofrimentos à parte, a espera valeu à pena nesse que é o MELHOR álbum do Ancient Empire até hoje: mais épico, mais riffs, mais magia e o fechamento de uma história pra lá de legal. Imperdível!


Crom – When Northmen Die 
(Power/Viking)
Pure Legend Records


Quarto álbum de estúdio do inteligentíssimo Walter “Crom” Grosse (ex-Sindecade, ex-Dark Fortress), ‘When Northmen Die’ segue a linha de seus antecessores com batalhas épicas e melancolia, dessa vez com um toque mais proeminente nas baladas e com as emoções à flor da pele. Inegável, porém, é a qualidade do álbum, que entrou em nossa lista de Power com bastante merecimento.


Deinonychus - Ode to Acts of Murder, 
Dystopia and Suicide 
(Doom/Black)
My Kingdom Music


Com mais de 25 anos de carreira e uma discografia destruidora, o Deinonychus não fez feio e retornou dez anos depois do fraco ‘Warfare Machines’ (2007) com uma obra de respeito. Acredite, o nome do álbum ilustra bem o som da parada, então prepare-se pra momentos de depressão e fúria!


Eldamar – A Dark Forgotten Past 
(Atmospheric Black/Ambient)
Northern Silence Productions


Mathias Hemmingby apareceu ao mundo em 2015 como um furacão, e em menos de três anos já conseguiu deixar os fãs de Atmospheric Black boquiabertos com sua rendição única e emocional do estilo. ‘A Dark Forgotten Past’ é o segundo álbum de estúdio da one-man band e mostra Mathias mais em contato com a natureza e seus sentimentos, mesmo que para mim a obra seja inferior a seu antecessor. É, de qualquer forma, um ode ao Black Metal em sua forma mais poética.


Feared – Svart 
(Death/Thrash)
Independente


Nunca gostei de Feared. A mistura Death/Thrash com elementos modernos, porém, é inegavelmente atraente e abre leque pra experimentações e instrumental fodidos, e com ‘Svart’, oitavo álbum dos Suecos, o tradicional Death tomou mais corpo e inundou os riffs e batidas do trabalho, resultando em uma destruição sonora de tirar o chapéu.


Grai – Ashes
(Pagan/Folk)
Noizgate Records


Meu queridinho do mês e, sem sombra de dúvidas, um dos melhores álbuns que ouvi em 2017, ‘Ashes’ marca dez anos de carreira desses maravilhosos bebedores de Vodka. Aliando o lado Folk com o melhor da música extrema, o Grai lançou aqui seu mais interessante e profundo trabalho até hoje, e se não fossem as limitações de estilo, com toda a certeza essa pepita de ouro teria encabeçado uma de minhas listas de final de ano. Obrigatório para fãs desse gênero lindo.


Hamka – Multiversal 
(Power)
Fighter Records


Fãs de Dark Moor e Fairyland, a cavalaria chegou! Épico, grandioso e opulento, ‘Multiversal’ é o segundo play dos Franceses do Hamka e oblitera quaisquer críticas a respeito do Power Metal. De forma refrescante e profissional, os caras (e a mina, já que a magnífica Elisa C. Martín é a capitã aqui) entregam um destemido play de Power com pitadas de elementos Folk do Oriente Médio e muita melodia pra provar mais uma vez que o estilo não morreu, e nem vai.


Midnight – Sweet Death and Ecstasy 
(Black/Speed)
Hells Headbangers Records


Jamie, Jameson Walters, James, ou simplesmente Athenar. Esse louco de pedra caralhudo é hoje o faz-tudo do Midnight, bandassa viril que manda um Black/Speed só pra quem troca pneu sem macaco. ‘Sweet Death and Ecstasy’ é mais êxtase do que morte, mas tem passagens extremamente agressivas e mais rápidas que aquela punheta que você tocava quando era adolescente. Se é louco!


Monads – IVIIV 
(Funeral Doom)
Aesthetic Death


Um dos estilos que costuma torcer narizes por aí, o Funeral Doom é vasto, rico e extremamente profundo assim que você começa a o entender. E quem entende da parada são os Belgas do Monads, que lançaram seu debut e provaram que mesmo os jovens têm seus demônios internos e lutas sentimentais, num álbum cheio de passagens emblemáticas do oculto e das profundezas da mente humana.


Nortt – Endeligt 
(Black/Doom)
Avantgarde Music


No antepenúltimo fucking dia do ano esse arrombado do caralho de nome engraçado me lança uma obra dessas, mêu! Segundo o próprio, o Nortt tem como estilo o “Pure Depressive Black Funeral Doom Metal”, e o cara banca a nomenclatura de forma magistral com composições visceralmente íntimas e depressivas. ‘Endelight’, quarto play de estúdio do Dinamarquês, entrega exatamente isso, e muito mais.


Menções Honrosas:

Defecto – Nemesis 
(Prog)
Black Lodge Records


Passagens intricadas, vocal grudento, composições instrumentais acima da média...e de quebra ainda rola um pouco de Power no meio! O Defecto vem trilhando o caminho árduo do Metal desde 2010, e seu segundo álbum de estúdio, ‘Nemesis’, é o testemunho de que os caras vieram pra ficar. É Prog Dinamarquês pô, precisa dizer mais?


Evilfeast – Elegies of the Stellar Wind 
(Atmospheric Black)
Eisenwald Tonschmiede


“Porra, Atmospheric Black de novo?” De novo sim, seu bosta, e se reclamar coloco três! O Evilfeast já vem destruindo mentes desde 1998 e, em contraste com o Eldamar, entra em contato com o Black Metal cru mais profundamente. GrimSpirit (também do Ravenmoon Sanctuary) usa de suas preferências épicas e góticas pra dar roupagem atemporal a seu som, e ‘Elegies of the Stellar Wind’, com toda certeza, coroa uma carreira feita somente de pontos altos.


Hooded Priest – The Hour Be None 
(Doom)
I Hate


O macabro e o assombroso se aliam ao peso e atração inerentes ao Doom no segundo álbum de estúdio dos Holandeses mais horripilantes de Asten (ok, a cidade é menor que um bairro pequeno de São Paulo, mas mesmo assim são horripilantes). Gosta de Age of Taurus, Candlemass, King Heavy...BLACK SABBATH? Então ouve aí, tá esperando o que?


Minas Morgul – Kult 
(Pagan Black)
Trollzorn Records


A banda Alemã de nome mais tr00 e foda desse lado do muro (Senhor dos Anéis, porra!) retorna em grande estilo com seus contos de paganismo e morte em ‘Kult’, sexto álbum do sexteto de Frankfurt. Sólidos e confiáveis, não há deslizes aqui; ouça!


Stormhold – Salvation 
(Heavy/Power)
Pure Steel Publishing


Não podemos ficar NUNCA sem uma boa dose de Metal descerebrado, despretensioso e alegre, certo? Então se liga no segundo play dos Suecos do Stronghold, que junta influências de Iron Maiden, Primal Fear e muito mais em ‘Nemesis’, aquele álbum perfeito pra você ouvir no carro ou na academia.



Redigido por Bruno Medeiros


Melhores Álbuns de 2017

Categoria: Metal BR (Álbuns Nacionais)



E 2017 mais uma vez foi um ano impecável se analisarmos os lançamentos nacionais. Muitos desses discos estiveram nos rankings por estilos brigando pau a pau com os medalhões internacionais e agora figuram em um top 10 BR. 

Sem maiores delongas, os melhores álbuns nacionais de 2017 são:


10º - Selvageria - Ataque Selvagem

Origem: São Paulo
Gravadora: Mutilation
Formação:
Danilo Toloza - bateria
César Capi - guitarra
Gustavo Eid - vocal
Tomás Toloza - baixo








9º - Vandroya - Beyond The Human Mind

Origem: Bariri
Gravadora: Inner Wound Recordings
Formação:
Daísa Munhoz - vocal
Sergio Pusep - guitarra
Giovanni Perlati - baixo
Otávio Nuñez - bateria









8º - Skinlepsy - Dissolved

Origem: São Paulo
Gravadora: Shinigami Records
Formação:
André Gubber - guitarra e vocal
Leonardo Melgaço - guitarra
Evandro Jr. - bateria










7º - Fire Strike - Slaves Of Fate

Origem: São Paulo
Gravadora: Shinigami Records
Formação:
Helywild - guitarra
Aline - vocal
Edivan Diamond - baixo
Henrique Schuindt - guitarra
Alan Caçador - bateria









6º - Dark Avenger - The Beloved Bones: Hell

Origem: Brasilia
Gravadora: Independente
Formação:
Gustavo Magalhães - Baixo
Hugo Santiago - guitarra
Mário Linhares (R.I.P. 2017) - vocal
Glauber Oliveira - Guitarra e teclado










5 - Nervochaos - Nyctophilia


Origem: São Paulo, Brasil
Gravadora: Greyhaze Records Formação:
Eduardo Lane - bateria
Thiago Anduscias - baixo
Cherry - guitarra
Lauro Nightrealm - guitarra e vocal








4º - Heritage - Ominous Ritus

Origem: São Paulo
Gravadora: Kill Again Records
Formação:
Drugz - baixo
Hugor - bateria
Rhodz - guitarra
Ricky - vocal e guitarra









3º - Torture Squad - Far Beyond Existence

Origem: São Paulo
Gravadora: Secret Service Records
Formação:
Castor - baixo
Amílcar Christófaro - bateria
Rene Simionato - guitarra
Mayara "Undead" Puertas - vocal








2º - Chaos Synopsis - Gods Of Chaos

Origem: São José dos Campos
Gravadora: Black Legion Productions
Formação:
Jairo Vaz - baixo e vocal
Friggi MadBeats - bateria
Luiz Ferrari - guitarra
Diego Sanctus - guitarra








1º - Sepultura - Machine Messiah

Origem: Belo Horizonte
Gravadora: Nuclear Blast
Formação:
Paulo Jr. - baixo
Andreas Kisser - guitarra
Derrick Green - vocal
Eloy Casagrande - bateria










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