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Resenha: Grave Digger - "Healed by Metal" (2017)

Napalm Records




Eu cresci ouvindo Grave Digger. Por um período de tempo nos anos 1990, tudo que eu fiz foi ouvir esses coveiros loucos, todo o santo dia. Eu queria cantar igual o Chris Boltendahl, fazer riffs motherfuckers como o Uwe Lulis, trocar uma idéia com o Stefan Arnold. Porra, eu queria ser um coveiro! Os anos 1990 foram um tanto sombrios para a cena do True Heavy Metal – com a incepção do Grunge e alguns subgêneros do Metal mudando drasticamente seu som para se encaixarem na grande mídia – e nem todas as bandas bateram o pé e negaram se separar do espírito dos dias dourados, mas aquelas que sobraram foram absolutamente matadoras. Jóias magníficas como ‘The Reaper’ (1993), ‘Heart of Darkness’ (1995), ‘Tunes of War’ (1996), ‘Knights of the Cross’ (1998) e ‘Excalibur’ (1999) foram lapidadas e enriqueceram o gênero, dando uma guinada necessária no True Metal à época. Todos esses plays tem um espaço especial no meu coração (e no seu também, aposto), e todos são considerados e respeitados até hoje. Bom, chega de lamber saco né? 

O Grave Digger sempre conseguiu se manter em pé e definitivamente é uma das bandas que ainda consegue praticar destruição em massa e molhar calcinhas depois de mais de 30 anos de carreira. Dessa vez, pouco menos de três anos após o bom ‘Return of the Reaper’ (2014), Chris, Stefan, Jens Becker, Marcus Kniep e Axel ‘Ironfinger’ Ritt voltam dos mortos mais uma vez para homenagear o próprio estilo que os colocou no topo. ‘Healed by Metal’ e seu nome sugestivo chegam às prateleiras no próximo dia 13 via Napalm Records, e mostram o lado mais direto e rock ‘n’ roll da banda, algo que vimos de uma maneira ou outra no álbum passado, mas agora encobrindo toda a atmosfera. Bom, não poderia ser diferente com esse nome tão original (só que não), não é?


Os tiozinhos apostam alto logo de cara com “Healed by Metal”, uma faixa mid-to-slow e um hino ao Heavy Metal, com muito groove nas melodias e transbordando atitude. Há, porém, um problema com a música que na realidade afeta a maioria dos trabalhos dessa natureza: a letra; a faixa é divertida e ao vivo vai ficar uma beleza, claro, mas não tem quase nada a oferecer no quesito, tornando a experiência extremamente datada e mostrando uma visão super-simplificada de um tema explorado à exaustão como é o próprio Metal. Essa particularidade afeta também a similar “Ten Commandments of Metal”, faixa 6 do play, e deixando sérias dúvidas sobre qual foi a inspiração de Chris e companhia no álbum: de fato uma homenagem e uma carta de amor ao gênero que é seu ganha-pão ou só falta de originalidade e criatividade? Mas não me entenda mal, porque apesar desse (considerável) problema, ambas as faixas são bem decentes. 

Por que eu focaria só nisso, você pergunta? Pois bem. Existem também músicas matadoras e viscerais aqui, como a poderosa “When Night Falls” onde Axel Ritt (eu sei que você odeia ele, mas dá uma chance pro filhote, vai) arregaça tudo com riffs de tirar o fôlego e, na minha opinião, mais liberdade do que nunca pra tocar, a bombástica e divertidíssima “Call for War”, reminiscente dos primeiros dias da banda com riffs diretos e um puta refrão, e a destruidora “The Hangman’s Eye”, que mistura o antigo e o novo Grave Digger numa performance estelar de todos os membros, especialmente de Stefan e Jens na cozinha; essa última, minha favorita do álbum. Um passo atrás dessas vêm a boa “Kill Ritual” com linhas vocais ferozes e melodia excitante (essa cumpre a promessa e te leva a um mundo macabro e maléfico de bruxaria) e “Hallelujah”, faixa grudenta mas simplória na ponte e refrão. Como nem tudo são rosas, existem três faixas medíocres, na minha opinião: “Lawbreaker”, outra canção extremamente atrasada no tempo com quase nada a oferecer, já que cai no cliché “somos fodões” (essa porra até começa com um som de motor de bike…que bonitinho), a também cliché “Free Forever” – que inclusive começa com uma semelhança assustadora com a “Solid Ball of Rock” do Saxon, e se eu não soubesse melhor diria que o Grave Digger copiou na cara dura o riff principal e até aquele efeito “pow pow” (vou fingir que não vi e achar que é só uma coincidência, mas estamos de olho, Chris) – com mais uma vez letras abaixo da média e construção segura demais pra uma banda experiente, e a estranha “Laughing With the Dead”, que carrega uma semelhança grande com outra faixa dos Alemães, “Season of the Witch”. A produção e mixagem são decentes, com uma pegada old-school, e a arte da capa é – como sempre com o Grave Digger – matadora.


‘Healed by Metal’ é lotado de atitude True Metal e mostra o lado direto e mais pesado do Grave Digger, não visto num play dos caras de forma completa desde ‘The Grave Digger’ lá em 2001. Alguns probleminhas aqui e ali poderiam ter machucado mais o produto final, mas a performance dos velhinhos, a produção boa e o fator diversão compensam os tropeços. Não fossem as letras extremamente pobres – que realmente me incomodaram, como você pode perceber – em algumas músicas e um pouco menos de ousadia na construção melódica, o álbum poderia ter ido melhor aos meus olhos e recebido uma nota um pouco maior. Mas não tema! Os deuses teutônicos do Metal entregaram mais uma vez um trabalho digno, que vai agradar os fãs da banda e também aqueles que ainda não são familiarizados com o Grave Digger (essa pessoa existe?). Mesmo meia bomba, o Grave Digger ainda consegue chutar muitas bundas. 


Integrantes: 

Chris Boltendahl - Vocal
Stefan Arnold - Bateria
Jens Becker - Baixo
Axel "Ironfinger" Ritt - Guitarra
Marcus Kniep - Teclado

Faixas:

01. Healed By Metal
02. When Night Falls
03. Lawbreaker
04. Forever Free
05. Call For War
06. Ten Commandments Of Metal
07. The Hangman’s Eye
08. Kill Ritual
09. Hallelujah
10. Laughing With The Dead


Nota: 7

Por Bruno Medeiros


Grave Digger: assista ao vídeo clipe da primeira música disponibilizada do álbum "Healed By Metal"


Os mestres alemães do Grave Digger estão prestes a lançar o seu mais novo trabalho de estúdio, o sucessor de "Return Of The Reaper" (2014) se chamará "Healed By Metal" e chegará as lojas de todo mundo no dia 13 de janeiro de 2017 via Napalm Records. 

A primeira música disponibilizada pela banda é a excelente faixa título "Healed By Metal", detentora de um refrão forte e ótimas melodias, apresenta toda a força do lendário grupo alemão e nos deixa cheios de expectativas com relação ao novo registro. 

O vídeo foi produzido pela empresa Und Action e tem a participação da atriz Sway E'fey, confira no link abaixo:



Grave Digger: do menos expressivo ao melhor álbum


A sessão “do mais fraco ao melhor” foi criada com o objetivo de tentar elencar os álbuns de determinadas bandas, do menos expressivo ao mais significativo. Os critérios usados para o ranking são diversos, como aceitação crítica do álbum em questão, importância do lançamento para a época, nível técnico em comparação a outros trabalhos da banda e fator diversão (obviamente), entre outros. Note que não há aqui certezas ou leis, apenas uma análise feita por mim para decidir a ordem dos álbuns baseado nas informações acima e, portanto, se seu álbum favorito estiver abaixo no ranking ou se aquele play que você acha uma merda estiver bem posicionado, lembre-se que a música é uma forma de arte subjetiva e pessoal, e não uma ciência exata. De qualquer forma, tentarei potencializar ao máximo os critérios técnicos acima e minimizar interferências pessoais.

Essa semana temos um dos maiores nomes da história do Heavy Metal alemão e uma das bandas mais consistentes de todos os tempos: Grave Digger.


Donos de uma discografia extremamente sólida e repleta de hinos do metal, Chris Boltendahl e companhia vêm nos agraciando com sua forma única e honesta de tocar música há mais de 35 anos, e isso sem mostrar um pingo de cansaço. É por essas e outras que é difícil ranquear os trabalhos do Grave Digger – especialmente os mais fortes – por terem uma qualidade similar entre eles e terem sempre letras cativantes e inteligentes.

Sem dúvidas, esse foi o ranking mais difícil de fazer até agora, e inclusive meu álbum favorito ficou bem abaixo do que esperava. Então junte-se à mim nesse breve resumo de uma carreira merecedora de todas as honras, e lembre novamente tantos momentos bons que passamos ouvindo os coveiros mais famosos do mundo.

“In the name of God they kill
In the name of God they rape
Blood leads to glory - for God's sake

KNIGHTS, KNIGHTS OF THE CROSS
MURDER, MURDER!”


17 – Stronger Than Ever


O álbum Stronger Than Ever foi considerado na discografia do Grave Digger apesar de tecnicamente não fazer parte dos trabalhos da banda. Isso porque entre 1986 e 1991 o Grave Digger mudou duas vezes de nome (1986-1987 como Digger, lançando esse álbum, e 1988-1991 como Hawaii) para tentar comercializar e disseminar mais seu som. Exatamente por esse motivo, o álbum é extremamente falho e sem inspiração, deixando os fãs à época receosos com o que estaria por vir. O álbum não é tão ofensivo aos ouvidos como muitos dizem, mas tampouco é uma obra-prima, e em um ranking onde temos vários trabalhos acima da média, não há como subir Stronger Than Ever sequer uma posição.

16 – Liberty or Death


Liberty or Death é um álbum estranho. Obviamente possui boa qualidade, mas ao ouvir as músicas há sempre uma sensação de que algo esta faltando. Se prestarmos atenção em cada instrumento isoladamente podemos ver uma boa execução, mas claramente há uma falta de conexão entre os músicos conjuntamente, e uma pequena falta de inspiração ao criar as letras fez com que o trabalho não ficasse como o esperado, o que inclusive já foi dito pelo próprio Chris Boltendahl.

15 – Witch Hunter


A dose mais forte de Speed Metal liberada pelos Alemães. Witch Hunter é rápido, agressivo, honesto e repleto de letras rebeldes. Power Trios eram abundantes nessa época, e Boltendahl, Peter Masson e Albert Eckhardt não deviam pra ninguém com sua maneira irreverente de tocar metal. O álbum também é o responsável por um dos maiores hinos do Grave Digger até hoje.

14 – The Clans Will Rise Again


Primeiro álbum com o atual guitarrista Axel “Ironfinger” Ritt, The Clans Will Rise Again usa e abusa de gaitas de fole durante o curso do álbum na tentativa de resgatar a atmosfera do épico Tunes of War, o que acaba tornando o álbum um pouco cansativo. Há claramente uma vontade extrema de equiparar o trabalho com seu antecessor espiritual, e enquanto fazem isso, não conseguem entregar músicas fluidas e orgânicas. Quando a banda se propõe a fazer o que sabe, porém, há aqui muitas passagens divertidas e de qualidade.

13 – War Games


Com uma capa bizarre e engraçada, War Games foi o terceiro álbum lançado pelos alemães, e continua com a pegada Speed adotada durante Witch Hunter. O início avassalador de “Keep on Rocking” já dita o ritmo do que esperar do trabalho, com guitarras distorcidas e peso adicional no baixo e bateria. Um play mais sombrio e sério do que seus antecessores, que com certeza tem até hoje um lugar cativo no coração de todos nós.

12 – The Last Supper


A criatividade dos alemães chegou a um nível inacreditável durante o curso dos anos 1990 e começo dos anos 2000, e The Last Supper bebe nessa fonte de inspiração de Boltendahl e companhia trazendo uma visão clássica do Grave Digger sobre alguns acontecimentos bíblicos. A faixa título, assim como “Crucified” e “Divided Cross” ilustram bem o lado épico da banda, enquanto “Grave in the No Man’s Land” e “Hell to Pay” adicionam a pegada mais true a um trabalho extremamente competente.

11 – Ballads of a Hangman


Um belo álbum, que facilmente poderia figurar mais alto no ranking, não fossem os monstros lançados pelo Grave Digger durante sua carreira. Muito bem construído e com passagens memoráveis como o refrão da faixa título, o início poderoso de “Sorrow of the Dead” e a cadência de “Hell of Disillusion”, o trabalho, na minha opinião, é extremamente diversificado e acessível, porém nunca lembrado pelos fãs, o que é uma pena.

10 – Heavy Metal Breakdown


O começo de tudo. Heavy Metal Breakdown ganhou status de cult por sua produção crua e músicas cheias de atitude. “Back From the War”, “Legion of the Lost”, “Yesterday” e, obviamente, a faixa título são clássicos absolutos. O álbum só não figura mais alto porque há ainda um nível de imaturidade considerável em Chris Boltendahl, o que tornou o trabalho final um tanto quanto simples.

9 – Clash of the Gods


Um trabalho interessantíssimo e inspirado. As linhas vocais de Boltendahl aliam-se perfeitamente à cozinha e aos riffs bem trabalhados de Axel Ritt e criam um álbum heterogêneo e agressivo, sem perder a sofisticação característica do Grave Digger. Produção decente e letras acima da média também contribuem para que Clash of the Gods figure entre os 10 melhores plays da banda.

8 – Return of the Reaper


O trabalho mais recente dos alemães agradou desde o fã mais casual até o mais extremo, com melodias ponderosas, atmosfera sombria e riffs recheados. De “Hell Funeral” à “Nothing to Believe”, Return of the Reaper cativa e mantém o ouvinte ligado a cada música e não se torna monótono em nenhum momento. Destaques para a pegada rock ‘n’ roll de “Tattooed Rider”, para a bela e maléfica “Season of the Witch” e para a paulada já mencionada “Hell Funeral”.

7 – The Reaper


O ceifeiro voltou, mas foi em The Reaper que a história começou. O álbum possui uma agressividade única e incomparável com qualquer outro trabalho do Grave Digger (talvez apenas equiparado pelo EP Symphony of Death, uma jóia absoluta). O True Metal corre solto pelas veias de Boltendahl e companhia nesse play, e não é à toa que é o álbum favorito de muitos fãs do Grave Digger. “Spy of Mas’ On”, “Ride On” e “The Reaper” são faixas quase perfeitas e merecem um lugar de respeito na playlist de qualquer headbanger.

6 – The Grave Digger



Meu álbum favorito da banda, The Grave Digger é sem dúvidas o trabalho mais sombrio dos alemães, com letras magníficas emprestadas de contos de Edgar Allan Poe e atmosfera visceral. Basta ouvirmos “Son of Evil”, “Raven” ou “The House” para percebermos o nível de maturidade e genialidade de Boltendahl, e a execução perfeita de Manni Schmidt, Jens Becker, Stefan Arnold e principalmente de H.P. Katzenburg nos arranjos de teclado fazem do play um dos melhores da carreira magnífica do Grave Digger.

5 – Tunes of War


Provavelmente o álbum mais aclamado da carreira dos coveiros, Tunes of War conta a história da independência escocesa, e possui a música mais emblemática da carreira dos alemães. Todo headbanger que se diz fã de Grave Digger sabe de cor o refrão da poderosíssima “Rebellion (The Clans Are Marching)” e com certeza já se viu destruindo tudo com “The Dark of the Sun” ou se emocionou com “The Ballad of Mary (Queen of Scots)”. Quero deixar bem claro que, a partir desse álbum, considero todos os trabalhos acima nesse ranking iguais, e foram meros detalhes como produção, conceito histórico, detalhes das letras e construção musical que separaram um do outro, com diferenças sutis entre eles.

4 – Heart of Darkness


Heart of Darkness foi um dos primeiros álbums que ouvi na vida. Rico em detalhes e executado à perfeição – sem falar na capa absurdamente bela – o álbum consolidou de vez o retorno do Grave Digger como uma banda de respeito e foi um tapa na cara no movimento do “metal mainstream” que cada vez mais se distanciava de suas raízes no começo e meio dos anos 1990, provando que música boa é aquela que vem da honestidade e vontade de fazer arte. “Shadowmaker”, “The Grave Dancer”, “Heart of Darkness” e a magnífica “Circle of Witches” são intocáveis e verdadeiras pérolas do true metal.

3 – Rheingold


Esse é o álbum mais inteligente da carreira do Grave Digger, musicalmente e liricamente falando. A atmosfera e a história cativante baseada na ópera Der Ring des Nibelungen (O Anel dos Nibelungos) de Richard Wagner fazem de Rheingold uma obra de arte, com mesclas entre faixas agressivas e melódicas. Manni Schmidt entrega aqui uma das melhores performances de sua carreira, com ganchos magníficos, riffs inspiradíssimos e um feeling único em cada nota tocada. Sem dúvidas, o mais polido trabalho da carreira dos alemães.

2 – Knights of the Cross


Devastador, agressivo, crítico e polêmico. Esse é Knights of the Cross, um titã do True Metal mundial e casa de músicas monstruosas como “Monks of War”, “Inquisition”, “Baphomet” e as sem igual “The Curse of Jacques” e “The Battle of Bannockburn”. O álbum destrói tudo em seu caminho, fazendo duras críticas às cruzadas da Igreja Católica no final do século XI. Ao mesmo tempo visceral e sofisticado, Knights of the Cross ficará para sempre na história do Heavy Metal.

1 – Excalibur



Não há muito mais a dizer que já não foi dito de Excalibur. Último álbum da trilogia da Idade Média lançado pelo Grave Digger e conhecido até por quem não acompanha a carreira da banda, o play trata do inebriante e místico ciclo arturiano, conjunto de obras literárias britânicas que contavam a história do Rei Arthur e seus cavaleiros. Clássicos absolutos como “The Round Table (Forever)”, “Morgane LeFay”, “Tristan’s Fate” e “Excalibur” dispensam apresentações, e tornam o álbum um dos mais emblemáticos e respeitados da década de 1990.

Comentem se gostaram do ranking e enviem sugestões de bandas que gostariam de ver nesse quadro!

por Bruno Medeiros


Grave Digger: banda entra em estúdio no mês de junho



Os veteranos do Grave Digger, grupo alemão de Heavy/Power Metal anunciaram que entram em estúdio no mês de junho para conceber seu novo álbum, com previsão de lançamento apenas para o primeiro semestre de 2017.

O último trabalho de inéditas da banda foi o ótimo "Return Of The Reaper", lançado em julho de 2014 e depois disso, os alemães ainda produziram "Exhumation - The Early Years" (2015), uma coletânea de regravações apenas com faixas dos primeiros álbuns da banda.
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