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Suicidal Tendencies - "Join The Army" (1987)

Mundo Metal [Discos Trintões]



Quatro anos após o lançamento do álbum de estreia da banda, o Suicidal Tendencies retorna com um trabalho igualmente fantástico. Lançado em 09 de junho de 1987, através do selo Caroline Records, “Join The Army” marca a saída do guitarrista Grant Estes, que é substituído por Rocky George, músico extremamente emblemático na carreira da banda e que executa solos ainda mais trabalhados e técnicos, além da troca do baterista Amery Smith para R.J. Herrera, que também proporciona uma nova pegada para o grupo. A banda, que até então executava um som voltado para o Hardcore Punk, inseriu elementos de Thrash Metal, resultando na sonoridade Crossover Thrash que emergia naquele período.

Os riffs de Rocky George abrem a ótima faixa de abertura “Suicidal Maniac”. De cara, já é perceptível que o trabalho instrumental está mais complexo e maduro. Bateria muito bem encaixada e executada, palhetadas destruidoras e um vocal simples, porém carismático e eficiente fazem desse som um verdadeiro clássico da banda e do Crossover como um todo. A segunda faixa é a cadenciada “Join The Army”. A canção incorpora arranjos mais “funkeados”, remetendo aos primórdios do Red Hot Chili Peppers, além de bandas como Mordred e Scatterbrain. Aqui nós temos um “groove” muito envolvente na maior parte da composição, contudo temos também um trecho rápido e agressivo no meio da canção. Outro grande destaque do álbum.

“You Got, I Want” também possui um groove matador e conta com variações rítmicas fantásticas. Na sequência, temos “A Little Each Day”, que também é um dos grandes momentos do álbum. A “cozinha” encabeçada pelo baixista Louiche Mayorga e pelo baterista R.J. Herrera é fenomenal e precisa, enquanto a guitarra de Rocky George é um espetáculo a parte. A quinta faixa é “The Prisoner”, uma faixa mais rápida, apresentando uma melodia envolvente, acompanhada por riffs poderosos e um ótimo solo de guitarra. Em seguida, somos pegos de surpresa por nada mais nada menos que “War Inside My Head”! Essa faixa dispensa apresentações. Um dos maiores clássicos do Suicidal Tendencies, com seus riffs e passagens marcantes, além de seu refrão grudento e poderoso. Um hino obrigatório nos shows da banda!


O disco dá continuidade com “I Feel Your Pain”, que é outro grande destaque do álbum. O trabalho de guitarra é impecável e repleto de feeling, o vocal é brilhantemente raivoso e seu refrão é intenso e viciante. Outra das melhores do álbum! “Human Guinea Pig” é outro faixa marcante no álbum, com grandes riffs, bateria furiosa e um belo solo de guitarra. Vale lembrar que essa música não está presente na versão em LP e em fita cassete, apenas na versão em CD, como faixa bônus. Eis que é a vez de outro grande clássico da carreira da banda dar as caras! “Possessed To Skate” é uma faixa divertidíssima! Sua letra marcante e o seu trabalho instrumental irrepreensível fazem dessa canção uma das muitas da história da música pesada mundial que já nasceu um clássico.

A décima faixa desse registro é “No Name, No Words”. Mais uma vez a banda executa tudo com precisão e eficiência. Bons riffs e um trabalho portentoso da “cozinha”. Abrindo de forma progressiva e logo ganhando um ritmo veloz, “Born to Be Cyco” é uma grande faixa para “banguear” e “moshar” sem parar. Uma das muitas composições da banda que consegue transmitir o que o Suicidal Tendencies realmente é! “Two Wrongs Don’t Make A Right (But They Make Me Feel A Whole Lot Better)” é a penúltima faixa e mantém o ritmo insano e agitado das faixas anteriores, apresentando mudanças interessantes de andamento. O final do disco fica reservado para a faixa “Looking In Your Eyes”, que tem um “riff” bastante animado, ótimas linhas de bateria, um solo de guitarra com bastante feeling, marcação de baixo precisa e os vocais de Mike Muir que casam perfeitamente com o instrumental.

Quem acompanha a banda sabe que o Suicidal Tendencies já se aventurou por diversos terrenos musicais, mas um fato é que a banda tem uma contribuição muito significativa tanto para a cena Hardcore Punk como para o Metal, tendo lançado grandes álbuns ao longo dos anos. Possuindo uma legião de fãs e admiradores realmente invejável, é mais uma daquelas bandas que torcemos para que continue na ativa, sempre nos presenteando com novos trabalhos. Em tempo, “Join the Army” é um item obrigatório a todos os apreciadores de Hardcore Punk e Crossover Thrash!

SUICIDAL FOR LIFE!!!

♫ War inside my head-can you sense it
War inside my head-can you see it
War inside my head-can you feel it
War inside my head
Can you hear the-pain
Can you see the-pain
Can you sense the-pain
Can you feel the-pain
Can you help the-pain
Can you fix the-pain
Can you hear the war inside my head ♫

Formação:

Mike Muir (vocal);
Rocky George (guitarra);
Louiche Mayorga (baixo);
R.J. Herrera (bateria).

Faixas:

1. Suicidal Maniac
2. Join The Army
3. You Got, I Want
4. A Little Each Day
5. The Prisoner
6. Was Inside My Head
7. I Feel Your Pain (Bonus Track)
8. Human Guinea Pig (Bonus Track)
9. Possessed To Skate
10. No Name, No Words
11. Born To Be Cyco
12. Two Wrongs Don’t Make A Right (But They Make Me Feel A Whole Lot Better)
13. Looking In Your Eyes

Redigido por David "Fanfarrão" Torres

Suicidal Tendencies - “World Gone Mad Tour”

Mundo Metal [ Live Review ]



Os fãs de Hardcore Punk e Crossover Thrash – em especial, da banda pioneira Suicidal Tendencies – certamente piraram ao saber que Mike Muir e Cia retornariam ao Brasil no final do mês de abril para três apresentações em território tupiniquim. Não faz sequer um ano desde a última passagem dos veteranos estadunidenses por São Paulo e o grupo retornou para promover o seu mais recente trabalho, “World Gone Mad”, o décimo segundo álbum de estúdio da banda. 

Tal como em sua última passagem pelo Brasil, a produtora que trouxe o grupo a nosso país foi novamente a Honorsounds, que por sinal está de parabéns mais uma vez pela iniciativa. O show em São Paulo ocorreu no último sábado (29), na Tropical Butantã, local que está sendo palco de muitos shows de renome dentro do cenário da música pesada, tais como Madball e um dos shows da turnê comemorativa “Return to Roots”, de Max e Iggor Cavalera. A abertura da casa ocorreu por volta das 18h30 e já era possível ver diversos fãs trajando o característico visual Cyco, com bandanas, bonés, camisas de flanela, meiões e tudo mais. 

A banda de abertura foi o Dead Fish, grupo de Hardcore brasileiro, oriundo de Vitória, Espírito Santo. Quem possui o hábito de acompanhar as publicações das redes sociais já tinha certeza de que a escolha da banda de abertura iria dividir bastante as opiniões dos presentes. O grupo executou um repertório longo e durante a apresentação, era possível ouvir claramente uma parcela do público manifestar o seu descontentamento. Ainda que alguns presentes realmente estivessem apreciando o show da banda, foi notório o alívio de boa parte do público assim que se encerrou a performance dos músicos. 

Aproximadamente meia hora depois, tudo já estava praticamente pronto para a atração principal subir ao palco. O público já estava ensandecido, ovacionando a icônica sigla "SxTx" a exaustão e a plenos pulmões. A vontade de todos foi atendida pouco depois, quando a marcante introdução do hino “You Can’t Bring Me Down”, do clássico álbum “Lights... Camera... Revolution” (1990) ecoou pelos P.A.’s. De repente, Dean Pleasants (guitarra), Jeff Pogan (guitarra), Ra Díaz (baixo), Dave Lombardo (bateria) e claro, Mike “Cyco Miko” Muir (vocal) sobem ao palco. Mike, hiperativo como sempre, olha para a plateia e manda o seu clássico bordão “São Paulo... What the fuck is going on around here?”. A partir desse momento, tudo veio abaixo, como sempre ocorre nos shows da banda. Moshpits insanos, crowd surfings incessantes e todo tipo de loucura rolava na pista. 

O show prossegue com a matadora “I Shot Reagan”, do clássico debut autointitulado da banda. Destaco aqui o desempenho sobrenatural do “alienígena” cubano Dave Lombardo, sem sombra de dúvidas um dos bateristas mais influentes e criativos da história da música pesada. Desde que o músico aceitou o convite para integrar a banda, todos já estavam extremamente ansiosos para ver o estrago que o baterista iria fazer ao lado do grupo. Tanto no último álbum do grupo, como no último show feito pela banda em São Paulo, no ano passado, Lombardo já mostrou a que veio e dessa vez não foi nem um pouco diferente. A precisão e a maneira como ele executa as composições da banda, ainda mais sons da fase mais crua do grupo, são impressionantes.

Para dar sequência ao show, veio “Clap Like Ozzy”, faixa de abertura de “World Gone Mad”. O público realmente curtiu a execução do som, pois todos não apenas agitaram como se fosse uma composição da fase clássica da banda, como também conheciam bem a letra da composição. Após uma trinca pra ninguém botar defeito, os músicos fazem uma breve pausa e Mike faz um breve discurso a respeito da próxima música que tocaram, abordando resumidamente sobre a falta de liberdade que temos no mundo de hoje. E dá-lhe “Freedumb”, música que sempre é um arregaço belíssimo de se ver ao vivo. Outro clássico veio a seguir, a espetacular “Trip at the Brain”, que fez com que todos enlouquecessem em todos os sentidos da palavra. 

Mais uma música do novo álbum foi tocada, “Get Your Fight On!” e mais uma vez foi recebida de maneira muito positiva. Sempre que um grande clássico de uma banda é executado, a euforia toma conta da plateia, que agita e devasta tudo como se não existisse o amanhã e foi exatamente isso que ocorreu a seguir, quando a banda mandou a obrigatória “War Inside My Head”, hino do clássico “Join the Army” (1987). Outro clássico das antigas veio a seguir, a arrasa-quarteirão “Subliminal”, que foi dona de um circle pit generoso e intenso. A levada Funk e repleta de groove de “Send Me Your Money” contagiou tudo e todos logo após. Destaque para o timbre maravilhosamente pulsante de baixo de Ra Díaz. Excepcional!

De repente, a banda faz outra pausa e Mike convida todas as fãs que estavam mais próximas a grade a subirem ao palco para literalmente quebrarem tudo ao lado da banda em “Possessed to Skate” e “I Saw Your Mommy”. Uma belíssima atitude da banda e destaque total para todas as mulheres que agitaram incessantemente. Estão todas de parabéns! Logo após, foi a vez de “Cyco Vision” proporcionar outro circle pit intenso, violento e ao mesmo tempo muito animado. Não há tempo pra descansar num show como esse! O final da apresentação do grupo estava chegando, infelizmente, e tivemos ainda outros clássicos essenciais, “How Will I Laugh Tomorrow” e “Pledge Your Allegiance”. O final da apresentação ficou a cargo de “Living for Life”, outra composição de “World Gone Mad”, que encerrou o show com truculência e muito poder de fogo.

A energia que exala das apresentações ao vivo da banda é algo realmente inexplicável. Há uma troca simultânea entre a banda e o público e essa troca proporciona um resultado caótico no melhor sentido da palavra. Ao término da apresentação, todos estavam completamente exaustos, porém totalmente felizes e satisfeitos com a aula que acabaram de assistir. Quem ficou na casa ainda teve a oportunidade de tirar fotos com os integrantes da banda, que foram muito atenciosos com todos. Não há muito que falar. O Suicidal Tendencies é uma daquelas bandas que enche os fãs de orgulho em todos os sentidos, seja pela qualidade indiscutível de suas composições, seja pela sua performance ao vivo sempre dinâmica e matadora ou seja pela simpatia e simplicidade de seus membros. Que não demorem a voltar para o Brasil!

SxTx!

Integrantes:

Mike Muir (vocal)
Dean Pleasants (guitarra)
Jeff Pogan (guitarra)
Ra Díaz (baixo)
Dave Lombardo (bateria)

Setlist:

01. You Can’t Bring Me Down
02. I Shot Reagan
03. Clap Like Ozzy
04. Freedumb
05. Trip at the Brain
06. Get Your Fight On!
07. War Inside My Head
08. Subliminal
09. Send Me Your Money
10. Possessed to Skate
11. I Saw Your Mommy
12. Cyco Vision
13. How Will I Laugh Tomorrow
14. Pledge Your Allegiance
15. Living for Life


Redigido por David Torres

Lançamento: Suicidal Tendencies - “World Gone Mad” (2016)


Sempre que uma banda veterana anuncia que recrutou um grande músico, muito aclamado em um determinado estilo musical e que irá produzir um material de composições inéditas, as expectativas são inúmeras e os apreciadores de tais artistas ficam extremamente ansiosos, sedentos pelo que virá.  Veteranos do Hardcore Punk/Crossover Thrash, o Suicidal Tendencies retornou ao Brasil em julho desse ano para uma única apresentação em São Paulo e agora, exatamente três anos após o lançamento do último álbum, “13” (2013), Mike “Cyco Miko” Muir e sua trupe estão de volta! Muito se especulou com a entrada do lendário baterista Dave Lombardo (o eterno ex-Slayer) na banda e realmente, a sua adição somou e muito ao grupo. “The World Gone Mad”, o décimo segundo álbum de estúdio do grupo estadunidense, tem lançamento agendado para o dia 30 de setembro, através da Suicidal Records e o que nós temos nele? Onze faixas bem construídas e que certamente irão fazer a alegria de muitos fãs.

O mais novo trabalho da banda se inicia com “Clap Like Ozzy”, uma canção que claramente faz menção ao rockstar Ozzy Osbourne e a forma como o músico bate palmas quando está nos palcos.  Essa foi a primeira das novas composições a ser divulgada. De imediato, podemos conferir como o novo lineup da banda está totalmente entrosado. A “cozinha” de baixo e bateria, encabeçada pelos recém-membros da banda Ra Díaz e Dave Lombardo, é simplesmente um luxo absurdo, soando pesada e grooveada na medida certa. O trabalho de guitarras de Dean Pleasants e do também novato na banda Jeff Pogan é igualmente fantástico e os vocais de Mike Muir são inconfundíveis como sempre, é claro! Uma tremenda forma de iniciar o registro.

Após uma breve introdução, se inicia “The New Degeneration”. Um som mais cadenciado marca os seus momentos iniciais, mas não se enganem, pois a música ganha mais peso e velocidade com o passar dos minutos. Quando for executada ao vivo, seu trecho mais rápido fará a festa daqueles que curtem um bom mosh pit. O groove é incessante e matador e o trabalho instrumental desenvolvido pela banda é simplesmente descomunal.  “Living for Life” é uma composição que se inicia vagarosamente e com uma harmonia viajante, com Mike cantando de modo extremamente suave, até que temos uma drástica variação no andamento. A canção explode em uma experiência completamente frenética, alucinante e prazerosa.


Logo depois, “Get Your Fight On!” tem início, apresentando arranjos calmos e que remetem a algumas composições de discos como “Lights... Camera... Revolution” (1990) e “The Art of Rebellion” (1992). Sem muita demora, somos presenteados como mais uma boa dose de riffs e solos bombásticos. O groove é incessante e fabuloso. Esses caras realmente não sabem brincar! A faixa título entra em cena: “World Gone Mad!” Palhetadas arrastadas caracterizam o seu início e a composição cativa o ouvinte em cheio logo que o refrão surge. Lombardo prova por que é um dos bateristas mais aclamados da música pesada mundial, desfilando um entrosamento absurdo com seus companheiros de banda. 

Em seguida, é a vez de “Happy Never After”, que possui riffs novamente bem construídos, graves e viciantes. É outra faixa que não destoa nada das demais. Os momentos finais são os melhores, quando o ritmo acelera e Lombardo surpreende com as suas habilidades com as baquetas e os pedais. O baixo também desempenha um trabalho bastante admirável, sempre muito vivo e pulsante, enquanto as guitarras desfilam criatividade por onde passam.  O álbum prossegue com “One Finger Salute”. Seus versos iniciais já são o suficiente para instigar o ouvinte e não demora nada para nos depararmos com mais um andamento veloz e irresistivelmente empolgante. Uma baita música! Feeling absurdo em cada nota.


“Damage Control” é outro exemplo de composição que consegue mesclar cadência e energia com perfeição. As guitarras são precisas, a “cozinha”, então, nem se fala! Totalmente incisiva! A música mais veloz do disco é “The Struggle is Real”. Sua levada rápida e potente é totalmente contagiante! Tal qual em outras faixas, incessantes solos de guitarra permeiam toda a composição, sempre muito prazerosos de se ouvir. Pra variar, todos os membros se destacam, tornando a faixa muito mais do que apenas uma excelente canção, mas o trabalho de uma equipe completamente entrosada e criativa. 

Uma composição lenta e repleta de melodia, “STill Dying to Live”, tem início. É uma composição que também remete um pouco aos sons criados pela banda nos anos noventa. Seus momentos finais são bem agitados. Para encerrar esse novo trabalho de estúdio, o grupo entrega uma balada de muito bom gosto, “This World”, detentora de belas harmonias, que põem fim ao registro com sabedoria. 

“World Gone Mad” traz um Suicidal Tendencies revigorado e criativo, fruto de músicos que esbanjam talento em cada faixa, além de uma notável integração entre si, o que faz toda diferença. Com certeza é mais um grande lançamento desse ano tão produtivo e merece ser conferido por todos os fãs e apreciadores.


Integrantes:

Mike Muir (vocal)
Jeff Pogan (guitarra)
Dean Pleasants (guitarra)
Ra Díaz (baixo)
Dave Lombardo (bateria)

Faixas:

01. Clap Like Ozzy  
02. The New Degeneration  
03. Living for Life  
04. Get Your Fight On!  
05. World Gone Mad!  
06. Happy Never After  
07. One Finger Salute  
08. Damage Control  
09. The Struggle Is Real  
10. Still Dying to Live  
11. This World

Por David Torres

Suicidal Tendencies: confira os detalhes do novo álbum



Ícone incontestável do Skate Punk/Crossover, Suicidal Tendencies, revelou a poucos dias a capa e tracklist de seu 11º álbum de estúdio "World Gone Mad", com previsão de lançamento pelo próprio selo da banda, Suicidal Records, para 30 de setembro. 

O mesmo contará com o novo guitarrista Jeff Pogan, que substituiu Nico Santora, e o ex-Slayer, Dave Lombardo, no comando das baquetas.

Lombardo, convidado para atual tour da banda, que aliás passou recentemente por terras tupiniquins, demonstrou porque é um dos melhores bateristas  em atividade, apresentando uma versatilidade impressionante, se adaptando com maestria a uma nova  sonoridade, a experiencia foi tão boa, que ao que tudo indica, Dave foi alçado à categoria de membro permanente do Suicidal, o que convenhamos, seria a aquisição dos sonhos de qualquer banda. 

Além da capa e tracklist, a banda também divulgou para audição uma das faixas do novo registro "Clap Like Ozzy" confiram abaixo: 



Tracklisting:

01- Clap Like Ozzy
02- The New Degeneration
03 - Living For Life
04 - Get Your Fight On!
05 - World Gone Mad
06 - Happy Never After
07 - One Finger Salute
08 - Damage Control
09 - The Struggle Is Real
10 - Still Dying To Live
11 - This World





Live Review: Suicidal Tendencies - South American Tour 2016


Áudio Club - São Paulo – 02/07/2016


Quando foi anunciado que o lendário baterista Dave Lombardo (ex-Slayer) se uniu aos ícones do Hardcore Punk/Crossover Thrash, Suicidal Tendencies, as expectativas criadas para o que surgiria a partir dessa reunião foram muitas e pessoalmente, creio que foram até mesmo superadas. O que teve início com uma série de shows bem sucedidos com Dave assumindo as baquetas culminou numa parceria sólida, visto que o grupo liderado pelo carismático vocalista Mike “Cyco Miko” Muir está prestes a lançar um álbum de inéditas, contando com o baterista Lombardo, em setembro desse ano. Uma tremenda revigorada para a banda! 

Dois anos após a última passagem do grupo por terras brasileiras, a banda californiana retorna para nosso território tupiniquim para realizar uma única apresentação em São Paulo, no festival HonorSounds, na casa de shows Áudio Club, localizada na região da Barra Funda. Além do Suicidal Tendencies, o festival contou com as bandas Tolerância Zero, Oitão e Ratos De Porão. Primeiramente, devo dizer que a escolha do local para a apresentação foi simplesmente perfeita! Trata-se de uma casa de fácil acesso e que conta com uma infraestrutura admirável e muito adequada para um evento desse porte.

A primeira atração da noite foi o Tolerância Zero, banda que está na ativa desde 1997 e serviu como um aperitivo intenso para todo o caos que viria depois. É importante mencionar que a casa foi lotando aos poucos, ainda mais pelo fato de que os músicos do Suicidal Tendencies compareceram a uma sessão de autógrafos na loja de instrumentos musicais Reference, na região de Pinheiros. Tal fato fez com que muitos dos fãs da banda comparecessem para conhecer a banda, que ainda que tivesse que lidar com um prazo bastante apertado, foi muito atenciosa com todos, tirando fotos e autografando os itens de sua legião de apreciadores.


De volta ao evento, o segundo aperitivo da noite foi o Oitão. A banda liderada pelo chef de cozinha e vocalista Henrique Fogaça não fez feio e realizou um show extremamente energético e envolvente.  No ano passado o grupo lançou o ótimo disco “Pobre Povo” e a apresentação foi irrepreensível. Fogaça subiu ao palco vestindo uma grotesca máscara de freira, bangueando e agitando pelo palco e o repertório e a execução das canções foi simplesmente brutal. Destaque para a pequena participação do vocalista Túlio, do D.F.C., que subiu ao palco para cantar um dos maiores clássicos de sua banda, “Molecada 666” e a clássica “Olho Seco”, hino dos veteranos do Olho Seco. Sem comentários!

Quando os presentes pensavam que não dava pra ficar ainda mais insano, eis que entra em cena a maior lenda do Hardcore nacional, Ratos De Porão! Assim que sobem ao palco, o sempre divertido vocalista João Gordo anuncia que estão comemorando os 25 anos do histórico álbum “Anarkophobia” e que irão tocar o repertório do disco na íntegra. O que veio após esse breve discurso? Pancadaria, meus amigos! Pancadaria da melhor qualidade. R.D.P. ao vivo sempre é matador e quando uma banda dessa magnitude decide tocar um de seus trabalhos mais aclamados na íntegra, o resultado não poderia ser outro. Se nos shows anteriores o público ainda estava relativamente tímido, o cenário mudou completamente de figura nessa apresentação. A plateia cantou, bangueou, promoveu crows surfings insanos e o mosh comeu solto! Além das canções de “Anarkophobia”, a banda tocou canções de porte como a recente “Conflito Violento” e as clássicas “Herança”, “Amazônia Nunca Mais”, “Beber Até Morrer” e “Aids, Pops, Repressão”. Que aquecimento, ein, meus amigos?


E após uma longa espera que parecia jamais terminar, às 23h30 o show “headliner” se iniciou e de uma forma totalmente inusitada. Uma menininha, vestindo uma bandana da banda, aparece no palco e diz a seguinte frase: “Boa noite, São Paulo! Com vocês, Suicidal Tendencies!” Com uma abertura dessas, a banda norte americana já estava com o público mais do que ganho, não é mesmo? Entretanto, quando se iniciaram os primeiros arranjos do hit “You Can’t Bring Me Down” é que a coisa realmente pegou fogo! Assim que o Mike Muir sobe ao palco e exclama “What the fuck is going on around here?”, a loucura toma conta da Áudio Club. O local realmente veio abaixo! Na música de abertura, a banda ainda fez um improviso no final da canção. 

O energético e alucinado frontmen anuncia a próxima música do setlist, a esmagadora “Two Sided Politics”, que foi recebida calorosamente, assim como a “grooveada” Go’n Breakdown. Um ponto que não pode ser deixado de mencionar é o clima que um show do S.T. possui. Diversas pessoas trajando camisetas da banda e outras vestimentas relacionadas ao estilo do grupo, tais como camisas de flanela, bonés de aba reta levantadas com o nome da banda, bandanas... Toda a mística do estilo Cyko estava ali, tornando a apresentação muito mais do que um mero show, mas uma confraternização quase que familiar. The Suicidal/Cyco family! Uma energia totalmente positiva e fantástica!

Dando sequência ao show, a estupenda “Trip at the Brain” foi executada na sequência, levando todos ao delírio. O desempenho de toda a banda foi descomunal. Dave Lombardo é um verdadeiro monstro em seu instrumento e isso não é nenhuma novidade. É muito interessante ver como o músico consegue se adaptar a qualquer estilo que toque, sempre apresentando o seu estilo pesado e peculiar. 

Os novatos Jeff Pogan (guitarra) e Ra Díaz (baixo) também demonstraram ser donos de um potencial absurdo, tocando as músicas com perfeição, além de muito “feeling” e carisma, sempre agitando e sorridentes. O mesmo pode ser dito do guitarrista Dean Pleasants, que está na banda há 20 anos. Tal como na apresentação do Napalm Death realizada no fim do mês passado, o frontmen Mike Muir proferiu discursos interessantes, trazendo mensagens positivistas e antirracistas, tornando o show ainda mais rico e interessante.


A paulada prosseguiu com a divertidíssima “Freedumb”, que foi precedida pelo hino “War Inside My Head”, uma das canções mais aguardadas da noite. Sua performance foi absurdamente fantástica e banda e público representaram, agitando de maneira incessante. O groove de “Subliminal” foi igualmente avassalador. Nos trechos mais acelerados, Mike pedia para a plateia promover um circle pit e obviamente, seu pedido foi atendido em todas as ocasiões. O público realmente se arrebentou na roda! Um som ainda mais cadenciado veio na sequência, a ótima “Send Me Your Money”. Sua levada ligeiramente funkeada e repleta de groove levou todos ao deliro.

Se o público pensava que o show já estava insano, agora sim a coisa iria esquentar! Antes de iniciar a próxima canção, Mike estica o braço em direção a plateia e pede para o público subir ao palco. O que foi que houve? Cerca de sessenta pessoas subiram ao palco e agitaram ao lado da banda durante a execução das clássicas músicas “Possessed to Skate” e “I Saw Your Mommy...”. Infelizmente, devido a quantidade de fãs presentes no palco, certos equipamentos foram violados e pertences tomados pelos presentes, fazendo com que um dos organizadores convidasse todos a descerem do palco. Ainda assim, foram minutos completamente insanos e... Suicidas! 

Esmagadora que só, “Cyco Vision” foi a próxima música da apresentação e sua recepção foi completamente brutal, fazendo o mosh comer solto novamente. Para dar uma amenizada, a lenta e igualmente clássica “How Will I Laugh Tomorrow” foi tocada. Outra performance digna de aplausos! A obrigatória “Pledge Your Allegiance” foi executada na sequência e sua execução foi simplesmente de arrepiar, com os coros polifônicos dos presentes tomando conta da Áudio Club.


Ainda que muitos dos presentes estivessem exaustos, a banda questiona se o público queria mais. É claro que a resposta foi positiva e dá-lhe “I Want More”, canção bastante sugestiva, uma vez que se trata de um bis. Falar o que sobre o desempenho da música! Simplesmente PxExRxFxExIxTxOx! Para encerrar com chave de ouro, tivemos nada mais nada menos que um dos maiores êxitos comerciais da história da banda, a inigualável “Institutionalized”, que encerrou a apresentação do modo mais apoteótico possível. 

Energético. Insano. Matador. Épico. Suicida. Particularmente, como fã ardoroso da banda é difícil encontrar um adjetivo para definir o show da banda. Na verdade, é impossível! Acredito que poderia tecer diversos argumentos ou classificá-lo de todas as maneiras imagináveis e ainda assim seria pouco para definir. Ainda assim, uma coisa é absolutamente certa: esse dia jamais será esquecido pelos fãs e Cycos de plantão. Uma apresentação completamente histórica, que permanecerá na memória de todos os presentes... Para sempre!


SUICIDAL 4 LIFE!
SxTx!

Integrantes:
Mike Muir (Vocal)
Jeff Pogan (Guitarra)
Dean Pleasants (Guitarra)
Ra Díaz (Baixo)
Dave Lombardo (Bateria)

Setlist:
01. You Can’t Bring Me Down
02. Two Sided Politics
03. Go’n Breakdown
04. Trip at the Brain
05. Freedumb
06. War Inside My Head
07. Subliminal
08. Send Me Your Money
09. Possessed to Skate
10. I Saw Your Mommy...
11. Cyco Vision
12. How Will I Laugh Tomorrow
13. Pledge Your Allegiance

Encore:
14. I Want More
15. Institutionalized

por David Torres

Suicidal Tendencies: revelado o título do novo álbum da banda


Os veteranos do Hardcore Punk/Crossover Thrash Suicidal Tendencies divulgaram o título de seu próximo álbum de estúdio. O disco se chamará "The World Gone Mad" e sua data de lançamento está prevista para 30 de setembro. 

Sucessor de "13" (2013), o décimo segundo registro de estúdio da banda marca a entrada dos integrantes Ra Díaz (baixo) e Jeff Pogan (guitarra), entretanto, o que mais chama a atenção é a adição do ex-baterista do Slayer, Dave Lombardo. Lombardo declarou recentemente que o álbum trará um Suicidal Tendencies muito tradicional. Agora apenas nos resta aguardar pelo novo trabalho do grupo!


Suicidal Tendencies: banda pioneira do Crossover/Hardcore virá ao Brasil em julho



Pioneiros do Hardcore Punk e do Crossover Thrash, os californianos do Suicidal Tendencies virão ao Brasil acompanhados do lendário baterista Dave Lombardo (ex-Slayer). A banda será a atração "headliner" do Honorsounds Festival 2016, que acontecerá no dia 2 de julho de 2016 (sábado), em São Paulo. Será a única apresentação do grupo no Brasil.

Os organizadores do evento divulgaram nessa segunda-feira, 09 de maio que, além da banda norte-americana, o festival trará a histórica banda nacional Ratos De Porão, que comemorará os 25 anos do clássico disco "Anarkophobia" e executará o trabalho na íntegra, além das bandas Oitão, que promove o seu último álbum, "Pobre Povo" (2015) e Tolerância Zero, um dos principais representantes do Rapcore nacional, que fará seu primeiro show em SP após a volta do grupo. O evento acontecerá no Audio Club.

Os ingressos já estão à venda no site Ticket 360 e em breve também serão comercializados na Galeria do Rock (Loja 255 e Consulado do Rock).

Serviço São Paulo
Honorsounds Festival orgulhosamente apresenta Suicidal Tendencies - Feat. Dave Lombardo
Data: 02/07/2016
Local: Audio Club
Endereço: Av. Francisco Matarazzo, 694 - Próximo ao metrô Barra Funda
Horário: À partir das 18h30
Realização: GW Entertainment & Hoffman & O'Brian
Parceiro Social: Casas André Luiz
Evento Fb: https://www.facebook.com/events/1056178667794214/

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