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Pantera - "Far Beyond Driven" (1994)

Enquanto isso, nos anos 90...




Já começo advertindo que se existe uma banda que foi soberana nos anos 90, essa banda foi o Pantera, e Isso não é questão de gosto, mas sim a apuração de um fato. Muitos bangers odeiam isso, mas não temos como contestar a importância deles nos anos 90, 2000 e além.

Até hoje podemos notar a influência deles em diversas bandas que tem uma sonoridade mais “moderna” (termo que todo banger mais conservador adora utilizar quando quer desvalorizar uma banda). E outro fato que posso citar aqui é, pouquíssimas bandas tiveram tanta importância, ou somaram tanto ao metal quanto esses caras.

Eu estava lá e vivenciei, foram tardes e mais tardes vendo a MTV passar meia dúzia de clips de música “enlatada” no Disk MTV e o Pantera sempre estava lá no meio, destoando e gerando um grande impacto para que não conhecia aquela massa sonora.

Mas vamos ao que acontecia naquela época, pelo menos em termos de música pesada. Tínhamos grandes bandas lançando discos questionáveis, como o X Factor do Iron Maiden lançado em 95 e o Load do Metallica lançado em 96. Portanto tínhamos bandas renomadas tentando se manter como grandes no cenário, mas tínhamos coisas boas acontecendo também, como é o caso do Slayer com o Divine Intervention e o Fight do nosso querido Halford com o War of Words (ambos já resenhados por mim por aqui)


A Banda – Pantera 

Mas o Pantera estava à frente disso tudo. Eles já tinham mostrado uma grande mudança em Cowboys From Hell, onde deixaram de ser “mais uma banda de heavy/hard/glam”, para mostrar o seu diferencial: uma mistura de peso e groove jamais vistos antes, pelo menos não com essa intensidade. E na sequencia mostram toda a sua força em Vulgar Display of Power, mais peso, mais groove (sempre na medida exata) e é impossível destacar o trabalho de Dimebag Darrell e Vinnie Paul, os irmão que são os responsáveis pela alma da banda, com guitarra e bateria únicas. Mas não temos como deixar de citar Phil Anselmo, com seus vocais que muitas vezes beiram o absurdo, sendo gritado ou não; e Rex Brown, um baixista que com linhas na medida exata, acrescentam mais peso a toda essa mistura. E com o passar dos anos, fica claro que a formula só funcionava com esses quatro juntos, pois mesmo o Damageplan (com Dimebag e Vinnie, ou seja, 50% do Pantera) não chega aos pés dos que eles já foram no passado. 

Mas agora vamos ao disco que levou eles ao mesmo patamar das grandes bandas de metal!

O Álbum – Far Beyond Driven

A agressão já começa na capa original (que foi censurada em muitos países, inclusive aqui), mas lembro de ter visto o LP brasileiro com a capa original logo no lançamento. Pena que não comprei... Hoje isso é raridade! Ela mostra um broca industrial (isso quer dizer, uma broca GIGANTE) entrando na bunda de alguém. Já a capa que entrou no lugar mostra a mesma broca perfurando o que parece um crânio esfumaçado.


Agora a música, é um arregaço atrás do outro. Strength Beyond Strength já começa com um riff rápido e certeiro. Ela é rápida e parece um trem desgovernado, mas no meio ela cadencía, fica lenta e pesada, no melhor estilo Pantera, mas voltando depois de um tempo a velocidade da luz.

Becoming tem uma abertura fantástica e o trabalho de guitarra e bateria dos irmãos nessa música é simplesmente singular, unindo técnica e feeling como dificilmente se vê hoje em dia. Música inspiradíssima! Já 5 Minutes Alone é simples, direta, cadenciada e poderosa. E como riffs poderosos transbordam aqui, I’m Broken é um show à parte. O peso da guitarra deste disco é absurdo, Dime consegue unir um peso gigantesco, mas ao mesmo tempo não temos sujeita. É possível ouvir cada acorde e nada soa embolado ou abafado.

Good Friends and a Bottle of Pills é a mais diferente do disco, chegando a ficar meio perdida no álbum. Ela é praticamente declamada enquanto a banda faz apenas um fundo musical. Na minha opinião se existe um ponto franco não só neste álbum, mas na carreira deles, é essa música.


E então começa Hard Lines, Sunken Cheeks, lentíssima e com uma cadencia e violência absurda. Ela acelera um pouco, mas o principal aqui é o quanto ela é arrastada e bruta. Uma das minhas preferidas! Alguém quer mais peso e uma leve pisada no acelerador? Slaughtered é tudo isso, mas a cadência que só eles sabem usar vem na sequência com 25 Years. É impressionante o quanto o Dime usa harmônicos e notas dissonantes com maestria e isso ecoa em todo esse álbum. 

Shedding Skin e Use My Third Arm são homônimos musicais, na questão de cadência e velocidade, mas é incrível o quando elas sem completam. Throes of Rejection é a última composição do Pantera do disco. E tome mais peso, técnica, dissonância, cadência e agressão. E o disco fecha com chave de ouro com o cover de Planet Caravan (Black Sabbath) e aqui vemos que Phil não é só gritaria, mas quando quer tem uma voz profunda e até melodiosa.

Infelizmente teríamos apenas mais dois discos de estúdio dessa que é, para mim, a principal banda dos anos 90. Eles praticamente pavimentaram tudo que iria surgir no Nu Metal, mas pena que a grande maioria das bandas não aprendeu todas as lições e não soube fazer nem metade do que esses 4 gigantes fizeram.

Aqui fica a minha homenagem ao cara que é uma das minhas grandes influências no meu instrumento, o monstro Vinnie Paul; e também aquele que definiu a guitarra nos ano 90, o mestre Dimebag Darrell.

Por Leandro Mauricio

Pantera: Zakk Wilde substituiria Dimebag em uma possível reunião? Phil Anselmo responde


Phil Anselmo, ex-vocalista do Pantera, no último dia 26 de junho, participou de uma sessão de perguntas no Diamond Pub Concert Hall, no estado de Kentucky, EUA. Como não poderia deixar de ser, o cantor foi questionado mais uma vez sobre uma hipotética reunião do Pantera, tendo Zakk Wylde como guitarrista convidado, substituindo o eterno Dimebag Darrel.

Surpreendentemente, Phil mudou seu discurso com relação a Zakk e respondeu o seguinte:

"Zakk é um músico fodido, mas eu apenas acho que ele é um músico diferente cara, estilo diferente. Além disso, você tem que se lembrar, a tonalidade que ele usa, ele tem um tom diferente do Dime sabe? Então não rolaria, com tantas coisas para ajustar sobre o que ele faz, e mesmo assim não chegar à altura de Dimebag. Mas realmente ele toca alguns trechos do Pantera, mas não chega a altura dele (Dimebag). Sem cometer erros: Zakk Wylde é um filho da puta impressionante, porra, de verdade, bom pra caralho e ele pode rasgar a porra do seu traseiro, mas eu mesmo disse algo a ele depois de um show. Eu disse, é a aderência. Ninguém tem a porra da aderência de Dimebag nessa porra, ninguém."

Há alguns anos, o ex-cantor do Pantera estava muito animado com uma possível reunião do grupo e declarou por diversas vezes a vontade de tocar com Zakk fazendo as honras e tocando guitarra no lugar de Dimebag, porém como em quase tudo que Phil já declarou, ele simplesmente voltou atrás. 

A tão sonhada "reunião" do Pantera que muitos fãs desejam não deve ocorrer mesmo. Não por Phil ou Rex, mas sim pelo simples fato que Vinnie Paul é irredutível sobre o assunto. Desde as primeiras vezes em que tal hipótese foi levantada, o baterista (irmão de Dimebag) sempre adotou o mesmo discurso:

"Uma reunião significa trazer todos os membros originais de volta, nós não podemos trazer Dime de volta e ele era uma grande parte do Pantera. Eu não quero danificar ou manchar o legado dele ou da banda, tivemos 14 anos incríveis juntos e é a hora de todos seguirem em frente"

Pantera - "Far Beyond Driven" (1994)


O Pantera foi aquela banda que conseguiu ser bem sucedida comercialmente e ao mesmo tempo ter um som considerado digno da música pesada, mesmo que alguma vezes seu som soasse polido/sujo, e é exatamente por isso que conseguiram alcançar o mainstream.

Os vocais inconfundíveis de Phil "Não sou racista, tenho um amigo negro" Anselmo, o som quase original da guitarra de Dimebag "Semi-God" Darrel influenciado pela banda de Thrash Metal Exhorder, as famosas batucadas de Vinnie "ursinho carinhoso" Paul e do baixo muito bem executado de Rex Brown fez com que muitos jovens metalheads da época usassem bermudas largas e entrassem em futuros mosh pits.

Muitos sabem da história de que a verdadeira capa de Far Beyond Driven é está: Uma broca enfiada no ânus de uma mulher no mínimo ousada, mas como a gravadora e os empresários sempre querem estragar tudo o que é ofensivo, fizeram a banda mudar a arte da capa para um crânio com uma broca perfurando sua testa, a foto da capa que foi usada é a abaixo.


Vamos falar sobre o que realmente importa: As músicas!

O disco inicia com um soco nos seus tímpanos, é a agressiva "Strength Beyond Strengh", o álbum mal começa e Phil já começa cuspindo os versos da música enquanto a mesma está em pura velocidade/agressividade. No meio da faixa o ritmo muda e passa a ter riffs arrastados, sons estranhos, dando mais personalidade à canção. Seguimos com "Becoming" uma das melhores do álbum, mais arrastada e rude que sua antecessora e com um belo refrão, com Vinnie brincando com os pratos de sua batera enquanto Phil te conduz à nostalgia.

A próxima faixa é um grande single do Pantera, "5 Minutes Alone" é dona de uma conversa entre o ouvinte e Phil, enquanto Dimebag faz o que sabe fazer de melhor: Riffs inesquecíveis, pesados e arrastados. Nisso tudo temos uma notável participação de Rex enquanto Dime executa um de seus solos memoráveis.  Além disto, a letra é ótima e qualquer pessoa que já teve ódio sobre algo nesse mundo irá se identificar.

Mal nos recuperamos da última faixa e já começa a tocar na caixa de som a destruidora "I'm Broken" que tem uma das introduções mais incríveis da banda, o cruzamento entre o baixo e a guitarra é algo ótimo de se ouvir, destaque também para Phil e outro solo de foder do nosso querido Dimebag (que Deus o tenha).


Em "Good Friends And A Bottle Pills" ouvimos uma das músicas mais diferenciadas do disco e da carreira da banda, ela é, digamos.. Perturbadora, insana e claustrofóbica! Quem gosta de um som bem sujo irá ama-lá, uma das minhas favoritas desse petardo. "Hard Lines, Sunken Cheeks" é a mais lenta e arrastada do álbum, me faz lembrar algo na linha do Sludge Metal/Stoner Rock. É como uma irmã da faixa anterior, só que mais acessível, digamos assim e tem um ótimo solo de guitarra, vale ressaltar a ótima interpretação de Anselmo.

Seguimos com "Slaughtered", os destaques dela são a ótima linha de bateria de Vinnie Paul e o baixo criativo de Rex! O álbum continua com "25 Years", que tem uma introdução estranha e viciante que se repete ao longo da canção, outra música que faz Far Beyond Driven se diferenciar dos demais álbuns da banda, como um disco pesado, sujo e em certos momentos "esquisito" (eu adoro isso).

A nona canção do disco tem os melhores versos do álbum, por conta dos dedilhados hipnotizantes e melancólicos de Dimebag junto com a presença do baixo de Rex Brown, que ajuda a tornar os versos de "Shedding Skin" mais sombrios. No solo de Shedding Skin, dou mais atenção ao baixo que a guitarra, que perfeição!!!


Após isto "Use My Thrid Arm" entra em ação, e na introdução desta temos alguns segundos de instrumental que nos remete à um Death Metal de qualidade! A penúltima faixa do disco passa despercebida, mas "Throes of Rejection" ainda sim é uma boa pedida. No entanto, ela é ofuscada pela perfeita "Planet Caravan", onde o Pantera expressa todo o seu amor pelo Black Sabbath com o melhor cover de "Planet Caravan" feito até o momento. Com esse cover, ouvimos uma forma mais do que digna de encerrar um belo disco.

Considero Far Beyond Driven o melhor registro do Pantera e um clássico do Metal, por ser um disco de alto nível, pesado, sujo, com um incrível entrosamento entre os músicos e que até nos dias atuais impressiona as pessoas e as influenciam.



Integrantes:

Phil Anselmo (vocal)
Dimebag Darrel (guitarra)
Rex (baixo)
Vinnie Paul (bateria)


Faixas:

 1 - Strength Beyond Strengh
 2 - Becoming
 3 - 5 Minutes Alone
 4 - I'm Broken
 5 - Good Friends And A Bottle of Pills
 6 - Hard Lines, Sunken Cheeks
 7 - Slaughtered
 8 - 25 Years
 9 - Shedding Skin
10 - Use My Thrid Arm
11 - Throes of Rejection

12 - Planet Caravan (Black Sabbath Cover)

por Elkiaer Ribeiro

Presidente da Ride For Dime estava roubando a instituição e trocando pertences de Dimebag por drogas



E eis que o mudo do Heavy Metal anda bem agitado! Algumas notícias como a separação de Ozzy, seu "sumiço", provável traição e etc, tomaram ares de novela mexicana e sinceramente, não ganharão mais espaço na página. Dave Mustaine tomou um baita porre e se apresentou embriagado, Axl continua fazendo shows com o AC/DC e mais recentemente, o frontman do Destruction, Marcel Schmier, declarou que "Se você ficar rico não pode mais tocar Thrash Metal". 

Este é um pequeno resumo dos últimos dias, porém se você acha que acabou, mero engano meu caro amigo. A última notícia é a respeito da fundação Ride For Dime, instituição filantrópica criada como um tributo ao guitarrista Dimebag Darrel (Pantera), que segundo reportagem do Dallas Observer, vem sendo roubada.


Rob Eichelberger, agora ex-presidente da instituição, foi acusado de roubar dinheiro das doações recebidas e além disso, estava trocando pertencentes do falecido músico por drogas.

Depois da destituição de Rob, quem assume a presidência da Ride For Dime é Rita Haney, namorada de longa data de Dimebag e também uma das responsáveis pelo famoso festival em que Phil Anselmo subiu no palco embriagado para fazer a saudação nazista e depois gritar "White Power!".

A torcida é para que o Senhor Rob Eichelberger seja condenado e não saia da cadeia por um bom tempo e que Rita Haney, honre o legado de Dimebag. 

Pantera - "Cowboys From Hell" (1990)



Para quem conheceu o Pantera na década de 90, de certa forma é estranho saber que o grupo foi formado no início dos anos 80 e lançou alguns discos voltados ao Glam Rock/Hard Rock antes do soberbo e definitivo "Cowboys From Hell". 

Como a história é imutável, vamos a ela, em 1981, na cidade de Arlington, no estado do Texas, os irmãos Abott; Vinnie Paul e Diamond Darrel, se juntaram a Rex Brown e Terry Glaze para formar o Pantera. Com essa formação e uma sonoridade amena,  lançaram três discos de estúdio que não renderam muito prestígio ao quarteto. Os álbuns eram "Metal Magic" (1983), "Projects In The Jungle" (1984) e "I Am The Night" (1985).

A guinada na trajetória da banda aconteceu quando o vocalista Terry Glaze resolve não assinar um contrato com uma gravadora pertencente a Gene Simmons (Kiss) e é prontamente demitido. Para seu lugar, foi chamado o jovem Philip Hansen Anselmo, do grupo Razor White. 

Com Anselmo, a proposta de tocar canções mais pesadas começa a aparecer e no primeiro registro gravado com o vocalista, "Power Metal" (1988), utilizam algumas canções compostas na época de Glaze e também outras da antiga banda de Phil. O resultado é um trabalho mais encorpado e com uma sonoridade mais forte, porém nada comparado ao que estaria por vir.

Devido as energéticas apresentações da banda, um manager da ATC foi conferir a performance do grupo e impressionado com o que viu, propôs um contrato ao Pantera. Em 1989, assinam com a ATC e começam a trabalhar nas composições que fariam parte do próximo álbum de estúdio.



No dia 24 de Julho de 1990, chegava as lojas o registro que mudaria o rumo da carreira da banda e daria início a uma sequência incrível de álbuns bem sucedidos. "Cowboys From Hell" apresentava uma sonoridade totalmente diferente do praticado anteriormente, com riffs estonteantes e um peso avassalador. As faixas são nitidamente influenciadas pelo Thrash Metal, porém como um todo, o disco ainda apresenta muitas características do Heavy Metal mais tradicional. 

O vocal de Phil é outro destaque latente, com alternâncias incríveis entre um estilo mais agressivo e outro mais clássico e técnico. Diversas canções se beneficiam da diversidade vocal e instrumental do grupo e muitas delas, fizeram um sucesso estrondoso, elevando o disco a condição de obra prima e consolidando o Pantera como uma das mais promissoras bandas da época.

"Psycho Hollyday", "Primal Concrete Sledge", "Domination", "Cemetery Gates" e a faixa título "Cowboys From Hell", são algumas das que se tornaram canções clássicas, porém o álbum é inteiramente ótimo e outros momentos são igualmente fabulosos. "Heresy", "Shattered", "The Art Of Shredding" e a balada "The Sleep", são algumas outras que demonstram o enorme poder de fogo do quarteto e comprovam que o disco estaria fadado a resistir ao teste do tempo.

O Pantera com o lançamento deste trabalho, se tornou mundialmente conhecido e foi inserido no almejado mainstream. Para muitos, "Cowboys From Hell" é uma espécie de reboot na carreira do grupo, já que a partir dele, mudam drasticamente a sua proposta, deixando de lado a musicalidade mais amena dos primórdios e investindo em sons cada vez mais pesados e caóticos.

A turnê de divulgação do disco foi um sucesso e através dela, tocaram em diversos festivais grandes e renomados, ao lado de bandas consagradas do Rock/Metal. Um vídeo oficial foi feito no Monsters Of Rock Moscow, onde dividiram o palco com nada menos que Metallica e AC/DC, protagonizando um dos mais emblemáticos casts de todos os tempos, tocando na Russia logo após a queda da cortina de ferro.

Disco absolutamente obrigatório!





Integrantes:

Vinnie Paul (bateria)
Phil Anselmo (vocal)
Dimebag Darrell (guitarra)
Rex Brown (baixo)

Faixas:

01. Cowboys From Hell
02. Primal Concrete Sledge
03. Psycho Holiday
04. Heresy
05. Cemetery Gates
06. Domination
07. Shattered
08. Clash With Reality
09. Medicine Man
10. Message In Blood
11. The Sleep
12. The Art Of Shredding


por Fabio Reis

Pantera


Existem algumas bandas no Mundo do Metal que são do tipo "ame ou odeie".
Com certeza absoluta, o Pantera é uma destas.

Muitos amam e veneram enquanto outros odeiam e simplesmente não perdem uma oportunidade de taxá-los como a escória do Metal. Eu particularmente, não tenho como não amar, afinal foi uma das bandas que ajudou a formar a minha identidade musical.

Quem começou a ouvir música extrema no começo dos anos 90, não tem como ter passado despercebido aos "Hits" dos texanos do Pantera.

O grupo que foi formado em 1981 e apresentava uma sonoridade muito diferente de quando "explodiu" e partiu rumo ao estrelato, nos 90's apresentou uma trinca de álbuns em sequência, que é praticamente impossível falar dessa época sem citar tais registros.


Cowboys From Hell (1990) - Segundo álbum com Phil Anselmo nos vocais. Primeira vez que a banda apostou em uma sonoridade mais pesada e com influências do Thrash Metal, que havia conquistado diversos seguidores na década anterior.

Um clássico absoluto e incontestável, detentor de hinos supremos do Metal como Cemetery Gates, Cowboys From Hell, Domination, Psycho Hollyday e Primal Concrete Sledge. Serviu de alavanca para o sucesso arrebatador do grupo e confirmou que o caminho para o êxito comercial seria a musicalidade cada vez mais extrema.


Vulgar Display Of Power (1992) - Com uma musicalidade mais pesada que em "CFH", com ênfase, principalmente, na mudança drástica do estilo vocal de Phil Anselmo, a banda aposta neste clássico, em agressividade regada aos riffs magistrais de Dimebag (Ex-Diamond) Darrel e consegue com uma eficiência jamais vista emplacar diversos "Hits" antes inconcebíveis em rádios e programas de TV com apelo pop.

Mouth For War, This Love e Fucking Hostile foram os carros-chefe do trabalho, que ainda deixou faixas marcantes do porte de Walk, A New Level e Hollow.


Far Beyond Driven (1994) - Aqui a banda já vivia alguns problemas internos de convivência, Phil estava atolado nas drogas, os demais membros no álcool e as apresentações ao vivo se tornavam cada vez mais caóticas. Em termos de musicalidade, seguiam uma escala progressiva onde ser cada vez mais brutais era algo absolutamente natural.

Neste trabalho, novos hinos da banda surgiram, com músicas mais extremas e os vocais de Phil cada vez mais urrados. 5 Minutes Alone, I'm Broken, Becoming e Strenght Beyond Strenght são canções fortes e que mostra um Pantera atingindo patamares nunca antes visitados.

O sucesso seguiu com os dois últimos registros do grupo e com a "vida na estrada" que levavam, o fim era certo. O desfecho não foi o que todos queríamos e o assassinato de Dimebag anos depois, pois fim ao desejo de milhares de fãs que ainda sonhavam com uma reunião do grupo.

A importância desta trinca para o Metal nos anos 90, jamais será apagada ou esquecida e o nome Pantera, sendo amado ou odiado, está cravado pra sempre na história da música extrema.


Escrito por Fabio Reis

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