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Lançamento: Hansen & Friends - "XXX - Three Decades In Metal" (2016)


E eis que surge novamente o Midas Touch do Power Metal.

Em mais de 30 anos de carreira, o tão carismático e exímio guitarrista nunca havia lançado um álbum solo. Sua vida musical foi dedicada, única e exclusivamente, às diversas bandas e projetos por onde atuou, ao auxílio e apoio a um sem número de outras bandas e ao gerenciamento de trabalhos musicais dos mais diversos.

Finalmente ele decidiu brindar-nos com um trabalho solo, onde todas as canções são de sua autoria, mesmo que com a co-autoria de alguns amigos.

O álbum é conceitual e conta a vida de Hansen desde sua adolescência até os dias de hoje, conta como foi chegar ao estrelato e dividir o palco com seus maiores ídolos, fala dos amigos, das andanças e de seu próprio carisma, dos impropérios, das desilusões, da sorte e do sucesso merecido.

XXX é uma viagem sobre um mundo de magia que passa por diversas tendências e influencias que o ícone da guitarra absorveu durante décadas de dedicação exclusiva ao heavy metal em geral. 

Uma releitura complexa e despretensiosa do heavy metal, sem dogmas, sem preconceito ou regras a serem seguidas. Uma ode ao que existe de melhor em quaisquer das vertentes desse multiverso metálico. Desde o metal oitentista ao mais modernoso que hoje existe, desde o hard ao power metal, desde o kaltrock ao blues rock.

Quem espera encontrar canções viciantes e pegajosas encontrará sim um primor de composições virulentas e complexas, onde a virtuose será externada não só por ele, mas por uma legião de monstros do metal, músicos que cercam o universo de Hansen e/ou que tiveram papel de importância ímpar em sua carreira.



A faixa de abertura "Born Free" e a de encerramento "Follow the Sun" são um resumo digno da história que o álbum quer contar. Da dádiva em ter nascido livre pra escolher o próprio caminho à coroação de seguir o sol e ter sua luz como principal objetivo, independente dos percalços e tropeços durante a jornada.

A banda é composta por Kai Hansen nas guitarras e voz; o magnífico guitarrista do Heaven Shall Burn, Alexander Dietz, no baixo; o monstro das baquetas do Carcass, Daniel Wilding e Eike Freese do Dark Age na base das guitarras.

Além dessa lineup monstruosa, temos uma brigada de soldados secundários, mas não de menor virtuose e/ou importância para o álbum e para a história do metal. São eles:

- Ralf Scheepers e Piet Sielk em "Enemies of Fun",

- Dee Snider em "Contract Sun",

- Tobias Sammet em "Making Headlines" 

- Michael Kiske e Frank Beck nos vocais e um duelo sensacional entre Tobias Sammet e Roland Grapow no solo de guitarras em "Stranger in Time", 

- A belíssima e poderosa Clementine Delauney, Marcus Bischoff, Richard Sjunnesson, com Michael Weikath nos solos de guitarra em "Fire and Ice",

- Alexander Dietz e Clementine Delauney em "Lefth Behind" 

- Eike Freese em"Burning Bridges" nos vocais harsh,

- Hansi Kirsch & Timi Grabber Hansen nos solos de "Follow the Sun".

XXX - Three Decades in Metal é o álbum de melhor música e letra deste ano, o melhor em musicalidade e em desempenho de seus virtuosos, o melhor em agradabilidade e comprometimento com a proposta, mas isso partindo de mim que sou sempre suspeito aos rasgar elogios escancarados ao mais emblemático e carismático gênio que o power metal nos brindou com sua magnânima existência.


Integrantes:

Eike Freese (guitarra)
Kai Hansen (vocal e guitarra)
Alex Dietz (baixo)
Daniel Wilding (bateria)

Faixas:

 1. Born Free
 2. Enemies Of Fun 
 3. Contract Sun
 4. Making Headlines 
 5. Stranger In Time 
 6. Fire And Ice
 7. Left Behind 
 8. All Or Nothing
 9. Burning Bridges 
10. Follow The Sun 

por Luís Henrique Campos

Kain Hansen: saiba tudo sobre o álbum solo


O vocalista e guitarrista Kai Hansen, membro fundador do Helloween, do Gamma Ray e um dos principais responsáveis pela difusão do Power Metal melódico no mundo, acaba de lançar o seu primeiro álbum solo depois de mais de 30 anos de um carreira dedicada ao Metal.

O músico e compositor recrutou um time estelar para fazer parte deste trabalho comemorativo e através das 10 canções que compõe o disco, vários nomes consagrados contribuem para a grandiosidade do lançamento. 

"XXX - Three Decades In Metal" foi oficialmente lançado no dia 16 de setembro, via earMUSIC e está disponível em diferentes versões, incluindo LP duplo, CD simples, duplo e formato digital.


Segue abaixo o tracklist com todas as participações especiais:

 1. Born Free
 2. Enemies Of Fun (Ralf Scheepers e Piet Sielck)
 3. Contract Sun (Dee Snider e Steve McT)
 4. Making Headlines (Tobias Sammet)
 5. Stranger In Time (Michael Kiske, Frank Beck, Tobias Sammet e Roland Grapow)
 6. Fire And Ice (Clémentine Delauney, Marcus Bischoff, Richard Sjunnesson e Michael Weikath)
 7. Left Behind (Alexander Dietz e Clémentine Delauney)
 8. All Or Nothing (Clémentine Delauney)
 9. Burning Bridges (Eike Freese)
10. Follow The Sun (Hansi Kürsch e Tim Hansen)



Hansen & Friends: assista ao vídeo clipe para a faixa "Born Free"


Kai Hansen, guitarrista, vocalista e compositor, conhecido por ser um dos membros fundadores do Helloween e hoje liderar o Gamma Ray, depois de três décadas dedicadas ao Metal, finalmente lançará um álbum solo.

O disco se chamará "XXX - Three Decades In Metal" e será lançado no próximo dia 16 de setembro, via earMUSIC. A primeira faixa disponibilizada pelo músico é um vídeo clipe para "Born Free", a canção pode ser conferida no link abaixo:


O trabalho será apresentado sob o nome Hansen & Friends e uma única apresentação do grupo irá acontecer no Wacken Open Air deste ano. Paralelamente, Kai trabalha no novo registro do Gamma Ray, o décimo segundo da banda e o primeiro desde "Insanity And Genius" (1993) que não contará com seus vocais.

O disco do Gamma Ray também tem previsão de lançamento para 2016. Mais notícias sobre ambos os álbuns serão dadas em breve.

Da série Midas Touch: Kai Hansen


Não me lembro onde nem quando falei de conexões, mas discorrer a respeito nunca é demais. Tudo na evolução da humanidade é embasado em conexões. Não existe destino, nem predestinação. Sonhar com algo novo e revolucionário é outra utopia. Todas as coisas relacionadas com o desenvolvimento humano estão conectadas, de alguma forma, ao passado, seja ele longínquo ou breve, e na música não é diferente.

Muitos relacionam o aparecimento do power metal com a banda alemã Helloween e, na obviedade das cabeças pensantes deste grupo, aos geniais Michael Weikath e Kai Hansen, fundadores da ícone teutônica...

Mas, e Highway Star do Deep Purple, na distante data de 1972? Ou a fantástica canção “Exciter” de Judas Priest, de 1978? Muitas bandas anteriores ao Helloween tiveram, em algum momento, canções de altíssima velocidade, empenho massacrante de duas guitarras, vocal agressivo, temática épica e blá... blá... blá... A vertente antecessora e até mais espetacular que o power metal, o speed, nos presenteou com um número incalculável de sons acachapantes que lembram, em muito, o “poder” do metal. Quem não se lembra de uma das coisas mais absurdamente extasiantes que surgiu (e do mesmo jeito desapareceu) em 1984, do submundo dinamarquês, a banda Evil?

No início dos anos 80, o heavy metal mais e mais aumentava sua velocidade, munido então de agradável virtuose, o speed metal também estava em evidência e sua crueza pedia por algo mais requintado, algo realmente soberbo. A banda Rainbow, mesmo com a perda de Ronnie James Dio, apresentava ao mundo o álbum “Difficult to Cure”. Quer mais poder que isto?


Sim, era possível! E eis que surgia numa das capitais industriais da Alemanha, a cidade de Hamburgo, o Helloween, (vai ficar chato, porque, posteriormente, usarei essa introdução pra descer a lenha nos mesmos), uma banda de garotos que encanta, numa Split despretensiosa denominada “Death Metal” de 1984, juntamente com a ícone mainstrean Running Wild (na ocasião underground do underground), e as fantásticas Hellhammer da Suiça e Dark Avenger que nunca saíram de suas demos... uma pena, mesmo. “Metal Invaders (que mais tarde seria rearranjada no full “Walls of Jericho”) e “Oernst of Life” foram as composições utilizadas pela molecada alemã nesta empreitada. Também participaram com a canção “Murderer”, da Split “Metal Attack vol 1”, logo nos primeiros dias de 1985, em conjunto com as bandas Grave Digger, Warrant, Sinner, novamente Running Wild, além da suíça Celtic Frost.

Os caras estavam fervendo e, logo a seguir, em março do mesmo ano, lançam o EP (homônimo à banda) que mais ouvi em toda minha vida em sessões ininterruptas. Para lembrar: “Starlight”, “Murderer”, “Warrior”, no lado “A” da mini bolacha e, “Victim of Fate” e “Cry for Freedom” no lado “B”. Alguém já ouviu falar em algo mais fantástico, mais visceral, mais assombroso? Talvez muita coisa parelha, similar, mas algo mais magnânimo... du-vi-de-o-dó! Guitarras tresloucadas em riffs e solos (Weikath e Hansen), um baixo desconcertante e obeso sob o comando de Markus Grosskopf, batera afinadíssima e estonteante de Ingo Schwichtenberg e os vocais... ah!, que singeleza esquisita, mas gratificante de Kai Hansen! Juro pra vocês: chorei lágrimas e mais lágrimas ouvindo essa gênese sagrada do power metal.


Seis meses após, o Helloween nos presenteia com a onipotência metálica, algo jamais presenciado no universo metal, de tão soberbo e divino, o full lenght “Walls of Jericho”. Além de Weikath e Hansen assombrarem o mundo com suas respectivas virtuoses, o show a parte são as interpretações de Hansen, um verdadeiro bruxo arrebatador de almas frágeis (mesmo que paguem de inócuas). Hansen é a magnitude de tudo que o metal sempre sonhou: Emblemático, carismático, virtuoso, buona gente, regente dos menos agraciados e com a sublimidade divina... e generoso.

O Helloween projeta o moleque Michael Kiske nos vocais de suas próximas obras, Keeper of the Seven Keys Part I e II“, devido à sobrecarga de Hansen: compor, tocar, cantar, gerenciar, conter o espírito anarquista, nerd e retardado (impulsivo) de Weikath, em 1987 e 88 e, logo após o ao vivo “Live in the U.K.”, o gênio, desgastado com a bipolaridade do conterrâneo, deixa a banda.

Foda-se que “Live in the U.K.” é mais uma das presepadas “overbud”. Todos estão geniais, principalmente Kiske, Weikath e Hansen. Espasmos e orgasmos múltiplos é o que tive em minhas audições dessa belezura e minha “ecs” gozou junto e muito.

Divergências com o temperamental Michael Weikath fizeram com que Hansen deixasse o Helloween no ano seguinte, 1989, que em seguida, em 1991, lançou o fraquíssimo, esquisito e indigesto “Pink Bubbles Go Ape”, um álbum “nada a ver” com a magnitude da banda, aliás, toda a sequência de sua estrada considero insignificante, firulenta e chata para caralho.


Em contrapartida, no mesmo ano de sua debandada, Hansen funda a banda Gamma Ray. “Heading for Tomorrow , o debut, mostra o que é ser, realmente, um virtuose. “Sigh no More” é uma crescente. “Insanity and Genius” demonstra a cumplicidade de Hansen com Amadeus Mozart. E toda a grandiosidade do gênio se materializa em “Land of the Free”, de 1995, culminando na preciosidade “Somewhere out in Space”, de 1997.
 Daí pra frente, independente de ser virtuoso, grudento, apaixonante, o Gamma Ray é dependente hemofílico da genialidade de Kai Hansen. Sem ele não existe banda e ponto final.

Além do Gamma Ray, o genial Hansen funda o projeto paralelo “Iron Savior”, em 1996. Os senhores já dedicaram algum tempo de suas vidas singulares (pra não dizer insignificantes) em audições dessa franca cosmogênese metálica? É pura britadeira operática. Um desbunde sonoro, até mesmo para os mais exigentes ouvidos da porradaria non sense da metalgrafia anárquica dos tempos contemporâneos. E o FDP deixou, de lambuja, a banda estabilizada em solo promissor para o amigo Peter Sielck. Ele é um verdadeiro gentleman.

Além de Gentry, Iron Fist e Second Hell, protótipos do Helloween, Kai Hansen deu sua contribuição hermética e herculana para um número considerável de bandas e projetos, seja atuando como guitarrista, vocalista ou produtor das mesmas. Até mesmo como baixista ou tecladista o multi-instrumentista, arranjador, mixer, produtor e manager atuou. Bandas diversas como as famosas Avantasia, Angra, Blind Guardian, Hammerfall, Stormwarrior, Paragon, Primal Fear, Heavenly, Heavenwood, Doro Pesch, Heavens Gate, Jorn, Steelpreacher, além das menos conhecidas Dark Age, In Arcadia, Lanzer, Maverick, etc... etc... etc... Todas maculadas com qualidade invejável. Kai Hansen é uma lenda, uma quimera do metal. O verdadeiro “Toque de Midas” do metal alemão. Tão suntuoso e carismático quanto Udo Dirkschinider e não é a toa que, vira e mexe, eles se metem em empreitadas parceiras pra edificar o novo metal alemão que, como sempre foi, é soberbo.

Kai Hansen é um dos maiores ícones da música pesada, metálica, rápida, orgasmática e tudo de bom de todos os tempos, além de ser um dos mais virtuosos guitar man que assombraram este minúsculo ponto azul opaco que insiste em reger as mazelas caóticas de todo o universo, o mísero, mas apaixonante, planeta Terra.


por Luís Henrique Campos


Kai Hansen: guitarrista e vocalista do Gamma Ray lançará disco solo em agosto


Kai Hansen é o tipo de músico que além de todo o carisma e competência, tem consigo uma espécie de "Toque de Midas", afinal tudo onde o músico se envolve tende a fazer sucesso. Foi assim com o Helloween, com o Gamma Ray e também com diversos outros projetos onde Kai emprestou seu talento.

Após 30 anos de carreira, o baixinho vai se aventurar pela primeira vez em um álbum solo que virá sob a alcunha de Hansen & Friends, o disco tem previsão de lançamento para agosto e contará com um time de primeira linha. 

Além de Kai, a "banda" contará com Alex Dietz no baixo (Heaven Shall Burn), Eike Freese nas guitarras e Daniel Wilding (Carcass) na bateria. O grupo se apresentará pela primeira e única vez nesta edição do Wacken Open Air, apresentando as músicas de "XXX" (nome dado ao álbum) ao público.


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