Ancient Empire​ - "The Tower" (2017)

Stormspell Records

Mundo Metal [ Resenha ] 


Passamos dias, meses e anos tentando encontrar a banda perfeita, o som que pega na alma, aquele feeling que é um misto de nostalgia e surpresa por algo ser tão bom. A luta é árdua e o objetivo (ao menos o primeiro) é impossível, mas que tem uns filhos da puta que chegam bem perto da essência completa do Metal, ah isso tem. 

Um desses filhos da puta é Joe Liszt, já velho conhecido da trupe do Mundo Metal por seus trabalhos poderosos à frente do Shadowkiller, Hellhound e, claro, Ancient Empire. Essa maravilha maravilhosa em forma de Heavy/US Power Metal vêm tirando lágrimas dos malacos mais cascudos da cena desde seu debut ‘When Empires Fall' (2014) e fecha um ciclo de trilogia com ‘The Tower’, lançado em dezembro passado via Stormspell Records – mas com um belo de um atraso à la Rubens Barrichello, apesar de eu não saber de quem é a culpa por isso. 

Liszt toma as rédeas da parada mais uma vez e, acompanhado apenas do baterista Steve Pelletier, cuida de todos os outros instrumentos e voz. Das porradas viscerais e deliciosamente bem executadas como na abertura do play com “The Tower” e “Darker Side of Midnight” - que tomam elementos do famigerado US Power e transformam a audição num parque de diversões pros velhacos old-school - à passagens mais cadenciadas como em “Endless Curse”, aquele cliché bostão de que “cada nota esta em seu lugar, cada instrumento é executado perfeitamente” é verdade aqui, não tem jeito. Duvida? Coloca lá a “Yesterday’s Hero” pra rolar e seja estuprado pelo riff inacreditável e refrão antêmico dessa porra; ou quem sabe “Dawn of Forever” e “The Last Sunset” te convençam, já que as duas fecham de maneira emocionante e viril a obra e consolidam o cliché acima de uma vez por todas.


A forma como Liszt e Pelletier contam a história – que por si só já é atraente – é um show. Em comparação com os dois primeiros álbuns, aqui nós temos mais riffs, uma pegada mais épica e algumas das músicas mais bem construídas da carreira desses malandros. Como eu disse no primeiro parágrafo, é difícil pra caralho encontrar nesse mar de promos, novas bandas e velhos conhecidos da cena algo que se preze, mesmo que nossa busca seja às vezes por algo fora da realidade, mas com o Ancient Empire o buraco é tão mais embaixo (e a performance tão pra cima) que são nuances e detalhes que diferenciam a qualidade de seus três trabalhos, tão homogêneos entre si e com quase o mesmo impacto musical. 

‘The Tower’ é o play mais Power Metal dos três; é também o mais recheado de solos e com o feeling mais de acordo com a história que conta e, portanto, o melhor da carreira do Ancient Empire. “Se é louco mano, o MELHOR álbum dos caras? ‘Other World’ já é foda pra caralho, muito acima da média, não é possível!” Aí é que esta, meu caro, eu também achei estranho e custei a acreditar nisso até, sei lá, a quarta audição da bolacha, mas confia em mim: esse é o pico criativo e de execução de Joe Liszt, e essa bagaça COM CERTEZA teria entrado em alguma lista de melhores do ano por aí, não fosse a barrigada da Stormspell e/ou Ancient Empire em atrasar o shipping das cópias físicas e – vamos falar a verdade, porque aqui ninguém é hipócrita – até a escassez de links de download pra essa joça.


Em suma, já que não gosto de ficar fazendo um faixa-a-faixa, ‘The Tower’ é a parada mais honesta, passional e viciante que você vai ouvir por aí esses tempos. Clássico instantâneo (assim como seus irmãos mais velhos já o são), o álbum entrega muito mais do que reles mortais ou ouvintes casuais estão acostumados a receber em suas doses diárias de Metal, e explode tudo em seu caminho. Amigão, difícil ficar melhor que isso, então aceita o dano e seja feliz com mais esse delicioso presente do Ancient Empire pra mim, pra você e pro Heavy Metal.

Nota: 9
*Nota do site The Metal Club: 9.61

Formação:

Joe Liszt (vocal, guitarra, baixo)
Steve Pelletier (bateria)

Faixas:

1. The Tower 
2. Endless Curse 
3. View From Up Here 
4. In the Land of the Damned
5. The Battle of Stirling Bridge 
6. Darker Side of Midnight
7. Yesterday's Hero 
8. Dawn of Forever 
9. The Last Sunset 

Redigido por Bruno Medeiros

*A nota do site The Metal Club é sujeita a modificações de acordo com as avaliações dos seus usuários. Acesse, avalie e veja se sua nota bate com a nossa:

Elvenking​ - "Secrets of the Magick Grimoire" (2017)

AFM Records

Mundo Metal [ Resenha ]


Todos que me conhecem sabem que o Power Metal é um dos meus pontos fracos. Por isso que, tendo crescido com contos de fantasia, criaturas e mundos mágicos e refrões épicos e “melodiCUzinhos”, adicionando aí o fato de eu achar o lado Pagão/Folk no Metal extremamente relevante e interessante, o Elvenking – especialmente a partir das delícias ‘Heathenreel’ (2001) e ‘Wyrd’ (2004) – sempre foi uma pedida certa quando eu quero uma boa dose de violinos e paganismo no meu Power Metal.

Os Italianos não fugiram tanto do som consolidado em seu debut ao longo das primaveras, mas houve uma clara queda de qualidade no caminho, até que os caras obliteraram completamente as críticas com o feroz ‘Pagan Manifesto’ (2014). Seguindo a mesma fórmula de sempre – e, ao que parece, tendo atingido uma harmonia entre o clássico e o novo – os caminhantes das florestas e eventuais comedores de massa (Italianos, pô, quer o que?) marcham forte de novo com ‘Secrets of the Magick Grimoire’, nono álbum de estúdio dos caras.


Como a manada dos atos de Power/Folk por aí, o Elvenking sempre se utilizou de atmosfera um pouco mais frívola pra escrever músicas despretensiosas e um tanto mais animadas, o que também pode ser visto aqui. Começando a parada já com um estouro em “Invoking the Woodland Spirit”, os caras estabelecem o ritmo já a partir do primeiro verso da faixa, que muda rapidamente de um hino acessível a uma porrada na cabeça durante seu curso.

A primeira metade do álbum, aliás, abusa bem dessa fórmula, particularmente na melodica e atraente "Draugen's Maelstrom" e na fanfarrista "The Horned Ghost and the Sorcerer" - essa última mais lenta nos versos e ponte, mas épica no seu refrão.

As linhas vocais mais melódicas de Damna se adaptam bem a cada música, já que o mano é capaz de passar de partes aveludadas e baixas pra gritos de alta potência com facilidade. Os vocais de apoio fornecidos, especialmente do guitarrista Aydan, e as ótimas participações de Angus Norder, vocal do Nekrokraft e Witchery, complementam Damna perfeitamente, especialmente em músicas como "A Grain of Truth". O lendário Snowy Shaw (Denner/Shermann, Notre Dame, ex-Mercyful Fate, ex-King Diamond, ex-Therion) também dá uma palhinha em "At the Court of the Wild Hunt"; Todos eles ajudam na proposta do álbum em ser mágico e diversificado.


Como eu escrevi acima, os Italianos conseguem misturar com sucesso composições mais clássicas da banda, cheias de quebras e compilações épicas, com elementos adotados mais recentemente – e mais ainda nos riffs e passagens de bateria; Isso se torna mais evidente na segunda metade do álbum, como na decente "The Wolves Will Be Howling Your Name" e em "Straight Inside Your Winter".

A parte lírica é o que você esperaria de um álbum do Elvenking, com uma enxurrada de contos de fadas, florestas escuras, livros mágicos e unicórnios cagando arco-íris (ta bom, essa última é mentira). Não é erudita ou genial em nenhum momento, mas é bem digna de fazer você pegar o encarte e ler as letras. A produção também marca um dos pontos altos do álbum, com a dupla Aydan e Damna levando os créditos de produtores e o lendário produtor e guitarrista do DGM, Simone Mularoni, assumindo os papéis de mixagem e masterização.


Ao que me parece, o Elvenking encontrou seu caminho nas florestas escuras da criatividade mais uma vez e consolidou a nova abordagem musical iniciada com 'The Pagan Manifesto'. Abraçando a verdadeira essência da banda, antes perdida lá atrás, e adicionando algumas novas camadas e arranjos ao arsenal, Damna, Aydan e companhia mais uma vez conseguiram fazer com que o Metal melódico e a música popular tradicional coexistam. ‘Secrets of the Magick Grimoire’ não é tão impactante quanto seu antecessor, mas é definitivamente um trabalho que vale à pena conferir. 

Nota: 8.3
*Nota do site The Metal Club: 8.10

Formação:

Aydan (guitarra, vocal)
Damna (vocal)
Rafahel (guitarra)
Lethien (violino)
Jakob (baixo)
Lancs (bateria)

Faixas:

1. Invoking the Woodland Spirit 
2. Draugen’s Maelstrom 
3. The One We Shall Follow 
4. The Horned Ghost and the Sorcerer 
5. A Grain of Truth 
6. The Wolves Will Be Howling Your Name 
7. 3 Ways to Magick 
8. Straight Inside Your Winter 
9. The Voynich Manuscript 
10. Summon the Dawn Light 
11. At the Court of the Wild Hunt 
12. A Cloak of Dusk

Redigido por Bruno Medeiros

*A nota do site The Metal Club é sujeita a modificações de acordo com as avaliações dos seus usuários. Acesse, avalie e veja se sua nota bate com a nossa:



Melhores Álbuns do Mês: Dezembro 2017


“Bruno, você é atrasado pra caralho, hein?” FODA-SE meu irmão! Dezembrão é época de encher a barriga de uva-passa e cair deitado na sarjeta com aquele espumante barato de atacadão que cheira a vômito, então não tive tempo de escrever essa porra antes. 
Quem achou que o último mês do ano passado foi morto tá mais perdido que puta em convento, então confere aí abaixo o que tivemos de melhor no apagar das luzes de 2017!
PS: Como já de praxe, os álbuns seguem ordem alfabética, e não de melhor para pior.


Ancient Empire – The Tower 
(Heavy/US Power)
Stormspell Records


Papai do céu, que espera foi essa! Joe Liszt, o filho da puta mais amado pelos headbangers, fez o favor de segurar as prensagens de ‘The Tower’ até o último minuto, e por isso não conseguimos a versão em CD dessa maravilha até agora, então nem vazar essa merda vazou, até o final do ano – motivo pelo qual o Mundo Metal não o colocou em nenhuma lista de melhores, porque com certeza teríamos feito diferente se tivéssemos escutado essa bagaça antes. Sofrimentos à parte, a espera valeu à pena nesse que é o MELHOR álbum do Ancient Empire até hoje: mais épico, mais riffs, mais magia e o fechamento de uma história pra lá de legal. Imperdível!


Crom – When Northmen Die 
(Power/Viking)
Pure Legend Records


Quarto álbum de estúdio do inteligentíssimo Walter “Crom” Grosse (ex-Sindecade, ex-Dark Fortress), ‘When Northmen Die’ segue a linha de seus antecessores com batalhas épicas e melancolia, dessa vez com um toque mais proeminente nas baladas e com as emoções à flor da pele. Inegável, porém, é a qualidade do álbum, que entrou em nossa lista de Power com bastante merecimento.


Deinonychus - Ode to Acts of Murder, 
Dystopia and Suicide 
(Doom/Black)
My Kingdom Music


Com mais de 25 anos de carreira e uma discografia destruidora, o Deinonychus não fez feio e retornou dez anos depois do fraco ‘Warfare Machines’ (2007) com uma obra de respeito. Acredite, o nome do álbum ilustra bem o som da parada, então prepare-se pra momentos de depressão e fúria!


Eldamar – A Dark Forgotten Past 
(Atmospheric Black/Ambient)
Northern Silence Productions


Mathias Hemmingby apareceu ao mundo em 2015 como um furacão, e em menos de três anos já conseguiu deixar os fãs de Atmospheric Black boquiabertos com sua rendição única e emocional do estilo. ‘A Dark Forgotten Past’ é o segundo álbum de estúdio da one-man band e mostra Mathias mais em contato com a natureza e seus sentimentos, mesmo que para mim a obra seja inferior a seu antecessor. É, de qualquer forma, um ode ao Black Metal em sua forma mais poética.


Feared – Svart 
(Death/Thrash)
Independente


Nunca gostei de Feared. A mistura Death/Thrash com elementos modernos, porém, é inegavelmente atraente e abre leque pra experimentações e instrumental fodidos, e com ‘Svart’, oitavo álbum dos Suecos, o tradicional Death tomou mais corpo e inundou os riffs e batidas do trabalho, resultando em uma destruição sonora de tirar o chapéu.


Grai – Ashes
(Pagan/Folk)
Noizgate Records


Meu queridinho do mês e, sem sombra de dúvidas, um dos melhores álbuns que ouvi em 2017, ‘Ashes’ marca dez anos de carreira desses maravilhosos bebedores de Vodka. Aliando o lado Folk com o melhor da música extrema, o Grai lançou aqui seu mais interessante e profundo trabalho até hoje, e se não fossem as limitações de estilo, com toda a certeza essa pepita de ouro teria encabeçado uma de minhas listas de final de ano. Obrigatório para fãs desse gênero lindo.


Hamka – Multiversal 
(Power)
Fighter Records


Fãs de Dark Moor e Fairyland, a cavalaria chegou! Épico, grandioso e opulento, ‘Multiversal’ é o segundo play dos Franceses do Hamka e oblitera quaisquer críticas a respeito do Power Metal. De forma refrescante e profissional, os caras (e a mina, já que a magnífica Elisa C. Martín é a capitã aqui) entregam um destemido play de Power com pitadas de elementos Folk do Oriente Médio e muita melodia pra provar mais uma vez que o estilo não morreu, e nem vai.


Midnight – Sweet Death and Ecstasy 
(Black/Speed)
Hells Headbangers Records


Jamie, Jameson Walters, James, ou simplesmente Athenar. Esse louco de pedra caralhudo é hoje o faz-tudo do Midnight, bandassa viril que manda um Black/Speed só pra quem troca pneu sem macaco. ‘Sweet Death and Ecstasy’ é mais êxtase do que morte, mas tem passagens extremamente agressivas e mais rápidas que aquela punheta que você tocava quando era adolescente. Se é louco!


Monads – IVIIV 
(Funeral Doom)
Aesthetic Death


Um dos estilos que costuma torcer narizes por aí, o Funeral Doom é vasto, rico e extremamente profundo assim que você começa a o entender. E quem entende da parada são os Belgas do Monads, que lançaram seu debut e provaram que mesmo os jovens têm seus demônios internos e lutas sentimentais, num álbum cheio de passagens emblemáticas do oculto e das profundezas da mente humana.


Nortt – Endeligt 
(Black/Doom)
Avantgarde Music


No antepenúltimo fucking dia do ano esse arrombado do caralho de nome engraçado me lança uma obra dessas, mêu! Segundo o próprio, o Nortt tem como estilo o “Pure Depressive Black Funeral Doom Metal”, e o cara banca a nomenclatura de forma magistral com composições visceralmente íntimas e depressivas. ‘Endelight’, quarto play de estúdio do Dinamarquês, entrega exatamente isso, e muito mais.


Menções Honrosas:

Defecto – Nemesis 
(Prog)
Black Lodge Records


Passagens intricadas, vocal grudento, composições instrumentais acima da média...e de quebra ainda rola um pouco de Power no meio! O Defecto vem trilhando o caminho árduo do Metal desde 2010, e seu segundo álbum de estúdio, ‘Nemesis’, é o testemunho de que os caras vieram pra ficar. É Prog Dinamarquês pô, precisa dizer mais?


Evilfeast – Elegies of the Stellar Wind 
(Atmospheric Black)
Eisenwald Tonschmiede


“Porra, Atmospheric Black de novo?” De novo sim, seu bosta, e se reclamar coloco três! O Evilfeast já vem destruindo mentes desde 1998 e, em contraste com o Eldamar, entra em contato com o Black Metal cru mais profundamente. GrimSpirit (também do Ravenmoon Sanctuary) usa de suas preferências épicas e góticas pra dar roupagem atemporal a seu som, e ‘Elegies of the Stellar Wind’, com toda certeza, coroa uma carreira feita somente de pontos altos.


Hooded Priest – The Hour Be None 
(Doom)
I Hate


O macabro e o assombroso se aliam ao peso e atração inerentes ao Doom no segundo álbum de estúdio dos Holandeses mais horripilantes de Asten (ok, a cidade é menor que um bairro pequeno de São Paulo, mas mesmo assim são horripilantes). Gosta de Age of Taurus, Candlemass, King Heavy...BLACK SABBATH? Então ouve aí, tá esperando o que?


Minas Morgul – Kult 
(Pagan Black)
Trollzorn Records


A banda Alemã de nome mais tr00 e foda desse lado do muro (Senhor dos Anéis, porra!) retorna em grande estilo com seus contos de paganismo e morte em ‘Kult’, sexto álbum do sexteto de Frankfurt. Sólidos e confiáveis, não há deslizes aqui; ouça!


Stormhold – Salvation 
(Heavy/Power)
Pure Steel Publishing


Não podemos ficar NUNCA sem uma boa dose de Metal descerebrado, despretensioso e alegre, certo? Então se liga no segundo play dos Suecos do Stronghold, que junta influências de Iron Maiden, Primal Fear e muito mais em ‘Nemesis’, aquele álbum perfeito pra você ouvir no carro ou na academia.



Redigido por Bruno Medeiros


Pretty Boy Floyd - "Public Enemies" (2017)

Frontiers Records

Mundo Metal [ Indica ] 



O Pretty Boy Floyd pode ser considerado a maior banda de Glam Metal dos anos 80 que “não chegou lá”. Apesar de ter bastante admiradores e fãs mundo afora, a banda nunca conseguiu chegar ao mesmo patamar de bandas da sua época, ficando num meio caminho entre o underground e o mainstream.

A banda foi formada em Los Angeles em 1987, pelo vocalista Steve “Sex” Summers e o guitarrista Kristy “ Krash” Majors, e logo em seguida se destacaram na concorrida cena da Sunset Strip, sendo uma das bandas que mais shows fizeram entre os anos de 1987/88 e assim, chamaram a atenção da major Label MCA. Assinaram então contrato com a gravadora e em 1989 lançaram o clássico “Leather Boys with Eletric Toys”, um marco até hoje no estilo Sleazy/Glam Metal. Obtiveram sucesso e os singles “Rock n Roll” e “I Wanna be with you” rapidamente se tornaram sucesso em rádios e na MTV.

Mas nem tudo que é bom dura pra sempre, e em 1992, Kurt Cobain e sua turma tomaram o mundo de assalto, a industria musical mudou o foco e o PBF desapareceu e desbandou, como a maioria das bandas de Hard Rock/Metal dos 80.Steve Summers, único membro original, reformou a banda e voltou em 1995, e seguiu com uma infinita troca de integrantes, lançando alguns álbuns que não fizeram nem sombra ao disco de 1989, material apenas razoável, incluindo um CD tributo ao Kiss, de qualidade pra lá de duvidosa.


Chegamos há 2016 e as coisas começaram a mudar. Kristy Majors retorna a banda e o Pretty Boy Floyd volta a fazer shows com freqüência, assina com a Frontiers Records (gravadora italiana especializada em Hard Rock). Entram em estúdio para gravar “Public Enemies”, que foi lançado agora em Dezembro de 2017. E que lançamento! O Digno sucessor se “Leather Boys...” :

Produzido por Steve Summers e Kerri Kelly (ex-membro do próprio PBF, ex-guitarrista do Alice Cooper e atual Night Ranger), o álbum traz a sonoridade que fez banda ser cultuada. A abertura “SA.T.A.”, é apenas uma intro onde podemos reconhecer o refrão da música “Leather Boys..”, estilizada, dando o clima com o começo arrasador de “Feel the Heat”, faixa rápida e que facilmente se encaixaria no álbum de estréia. Um promo vídeo bem legal dela foi feito para divulgar o lançamento.

Na seqüência temos “High School Queen” e “Girls are over the world”, mais festeiras e menos metal que a inicial, porém mantém o nível , “American Dream” é a próxima, e aqui percebemos um toque de “Kiss anos 80”, faixa bem legal, mas menos inspirada.

Todo álbum de Glam Metal que se preze, tem que ter uma baladinha e aqui temos “We can´t bring back Yestarday”, cumpre bem seu papel, mas o melhor está por vir com “We got the power, (outra com cara do disco de estréia),”Do ya Wanna Rock” e Run For your Life (riff de guitarra matador de Majors). “Shock the World” e “7 minutes in Heaven” são musicas que já foram usadas por Summers no CD ao vivo “Live at the Pretty Ugly Club” de 2003. Aqui em versões de estúdio que casaram bem com o restante do track list do álbum. ”Paint it on” e “Star Chaser” mantém o pique do álbum que fecha com “So Young, so bad”, cover do grande Starz, banda de hard rock americana dos anos 70, que fez algum sucesso e chegou a abrir alguns shows do Kiss na “ Rock n Roll Over Tour” em 1977.


O Pretty Boy Floyd está de volta com um excelente disco.Um dos melhores lançamentos de 2017 no estilo, se você curte Hair Metal, Glam Metal, Hard Rock 80's ou seja lá o rótulo usado, este álbum é para você. E que não demorem tanto tempo para lançar um próximo álbum. Longa vida aos “gangsters da Sunset Strip”

Nota: 9

Integrantes:

Kristy Majors (guitarra e vocal)
Steve Summers (guitarra solo)
JK Famous (baixo)
Jimmy Mess (bateria)

Faixas:

1. S.A.T.A.
2. Feel the Heat
3. High School Queen
4. Girls All Over the World
5. American Dream
6. We Can’t Bring Back Yesterday
7. We Got the Power
8. Do Ya Wanna Rock
9. Run for Your Life (cover do Mötley Crüe)
10. Shock the World
11. Paint it On
12. 7 Minutes in Heaven
13. Star Chaser
14. So Young So Bad (cover do Starz)
15. Look But Don’t Touch* (faixa bônus exclusiva da edição japonesa)

Redigido por Zé Henrique Godoy


Melhores Álbuns de 2017

Categoria: Metal BR (Álbuns Nacionais)



E 2017 mais uma vez foi um ano impecável se analisarmos os lançamentos nacionais. Muitos desses discos estiveram nos rankings por estilos brigando pau a pau com os medalhões internacionais e agora figuram em um top 10 BR. 

Sem maiores delongas, os melhores álbuns nacionais de 2017 são:


10º - Selvageria - Ataque Selvagem

Origem: São Paulo
Gravadora: Mutilation
Formação:
Danilo Toloza - bateria
César Capi - guitarra
Gustavo Eid - vocal
Tomás Toloza - baixo








9º - Vandroya - Beyond The Human Mind

Origem: Bariri
Gravadora: Inner Wound Recordings
Formação:
Daísa Munhoz - vocal
Sergio Pusep - guitarra
Giovanni Perlati - baixo
Otávio Nuñez - bateria









8º - Skinlepsy - Dissolved

Origem: São Paulo
Gravadora: Shinigami Records
Formação:
André Gubber - guitarra e vocal
Leonardo Melgaço - guitarra
Evandro Jr. - bateria










7º - Fire Strike - Slaves Of Fate

Origem: São Paulo
Gravadora: Shinigami Records
Formação:
Helywild - guitarra
Aline - vocal
Edivan Diamond - baixo
Henrique Schuindt - guitarra
Alan Caçador - bateria









6º - Dark Avenger - The Beloved Bones: Hell

Origem: Brasilia
Gravadora: Independente
Formação:
Gustavo Magalhães - Baixo
Hugo Santiago - guitarra
Mário Linhares (R.I.P. 2017) - vocal
Glauber Oliveira - Guitarra e teclado










5 - Nervochaos - Nyctophilia


Origem: São Paulo, Brasil
Gravadora: Greyhaze Records Formação:
Eduardo Lane - bateria
Thiago Anduscias - baixo
Cherry - guitarra
Lauro Nightrealm - guitarra e vocal








4º - Heritage - Ominous Ritus

Origem: São Paulo
Gravadora: Kill Again Records
Formação:
Drugz - baixo
Hugor - bateria
Rhodz - guitarra
Ricky - vocal e guitarra









3º - Torture Squad - Far Beyond Existence

Origem: São Paulo
Gravadora: Secret Service Records
Formação:
Castor - baixo
Amílcar Christófaro - bateria
Rene Simionato - guitarra
Mayara "Undead" Puertas - vocal








2º - Chaos Synopsis - Gods Of Chaos

Origem: São José dos Campos
Gravadora: Black Legion Productions
Formação:
Jairo Vaz - baixo e vocal
Friggi MadBeats - bateria
Luiz Ferrari - guitarra
Diego Sanctus - guitarra








1º - Sepultura - Machine Messiah

Origem: Belo Horizonte
Gravadora: Nuclear Blast
Formação:
Paulo Jr. - baixo
Andreas Kisser - guitarra
Derrick Green - vocal
Eloy Casagrande - bateria










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