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Mastodon - “Emperor Of Sand” (2017)

Reprise Records

Mundo Metal [ Lançamento ]



O Mastodon é uma banda que já goza de um bom prestigio no cenário mundial, com dezessete anos de carreira, contam com sete álbuns de estúdio, além de vários Eps. Com isso, já cravaram seu nome na história da música pesada através de muita competência, se tornando uma das maiores sensações do Rock/Metal até então.

Seu som, apesar de ter uma base no Sludge e Progressive Metal, nunca foi preso a rótulos e a cada álbum eles conseguem se reinventar e adicionar novos elementos, porém com muita personalidade.
Outro fato marcante da banda é o revezamento entre seus três vocalistas, cada um com sua característica e personalidade em cada música.

Depois de uma pausa de três anos desde o lançamento de “Once More Round The Sun”, que foi um disco que dividiu opiniões, a banda volta com o sólido “Emperor Of Sand”, um álbum que até agora foi muito bem recebido pelos fãs e crítica.

Este álbum é conceitual e narra a história de um homem diagnosticado com uma doença terminal e que vaga pelo deserto correndo contra o tempo. Segundo o baixista Troy Sanders, o conceito do álbum foi inspirado em seu próprio drama familiar, pois sua esposa foi diagnosticada com câncer de mama em 2015.


Com um conceito assim tão forte, o resultado não poderia ter sido melhor. O disco é carregado de sentimento onde cada integrante se doou ao máximo e isso é transmitido ao ouvinte ao passar de cada música. Outro fato muito inspirador para a banda foi em relação as gravações, que foram todas feitas no estado natal da banda, a Georgia, e contou com a produção de Brendan O’Brien, um cara muito conceituado e que já trabalhou com nomes de peso, como AC/DC, Pearl Jam, entre outros.

Todas as expectativas criadas antes do lançamento foram cumpridas assim que a banda liberou o primeiro “single”, que também é a música que abre o disco, a ótima “Sultan’s Course”, que já apresenta ao ouvinte uma banda bem mais pesada que em seu disco anterior, porém sem abrir mão da melodia.

Uma observação que quero deixar registrada é o fato de como o Mastodon conseguiu aqui criar músicas complexas, mas que ao mesmo tempo são marcantes. As composições soam muito naturais e com identidade, ora bem pesadas como nos primórdios, ora melódica como nos mais recentes discos, mas com a marca da banda, onde todos os instrumentos são maravilhosamente executados e os vocais bem encaixados.

Apesar de o álbum inteiro ser muito bom, existem algumas faixas que se destacam e são elas, a já citada “Sultan’s Course”, a segunda faixa “Show Yourself”, que pode ser considerada a mais acessível do disco, a excelente “Steambreather” que considero a melhor composição, trazendo uma mudança de andamento e um groove sensacional, “Word To The Wise” que nos remete imediatamente a fase “Leviathan/Blood Moutain” e a energética “Andromeda”.


Por ser conceitual, acredito que a melhor experiência seria de ouvi-lo inteiro e se possível acompanhando as letras, realmente embarcar junto desse homem em sua viajem contra o tempo e o acompanhar na luta pela vida.

Depois da audição de “Emperor Of Sand”, a impressão que fica é de que o Mastodon finalmente se reencontrou, soando como uma mescla de tudo que já fizeram durante a carreira e nos apresentando um álbum conceitual onde tudo parece acontecer na medida certa, ótimas composições, letras, groove, técnica e sentimento. Se você torce o nariz para a banda, tente dar mais uma chance e se você é fã com certeza vai colocá-lo em destaque na discografia.


Nota: 9,0

*Nota do site The Metal Club: 8.70

Formação:

Troy Sanders (baixo e vocal)
Brent Hinds (guitarra e vocal)
Bill Kelliher (guitarra)
Brann Dailor (bateria e vocal)

Faixas:

01. Sultan's Curse
02. Show Yourself
03. Precious Stones
04. Steambreather
05. Roots Remain
06. Word to the Wise
07. Ancient Kingdom
08. Clandestiny
09. Andromeda
10. Scorpion Breath
11. Jaguar God


Redigido por Leonardo Aguiar

*A nota do site The Metal Club é sujeita a modificações de acordo com as avaliações dos seus usuários. Acesse, avalie e veja se sua nota bate com a nossa!

Mastodon: novo disco mais psicodélico e com mais técnica


O guitarrista Bill Kelliher declarou ao site GuitarMania que o novo disco do Mastodon está praticamente pronto e disse um pouco do que os fãs devem esperar: 

"É um pouco mais do que oferecemos no anterior, Once More ‘Round The Sun. Mas, acredito que em algumas áreas ele vai mais fundo. Acredito que soe mais psicodélico e técnico. Exploramos algumas coisas que não usamos antes”

O grupo pretende lançar o novo álbum ainda no início de 2017, porém ainda não há capa, faixas e data de lançamento divulgada. 


Mastodon: novo álbum deve ser duplo, confira mais detalhes


A princípio, o grupo americano Mastodon tinha a pretensão de entrar em estúdio apenas para gravação um EP, pois bem, os planos mudaram e com tantas ideias acontecendo, decidiram gravar um novo disco.


O vocalista e guitarrista Brent Hinds declarou à Guitar World que o trabalho da banda pode ir mais além: 

"Deve ser um trabalho duplo. Um eu compus com Brann (bateria) e Troy (baixista) durante as sessões de Once More 'Round The Sun. Se chama Cold Dark Place e retrata um rompimento que passei na vida. O segundo está sendo escrito pelo resto da banda, ainda não sei exatamente do que se trata. Vou colocar meus solos no material em breve. Gravarei com minha Flying V Signature, em cima de uma cadeira, usando máscara de lobisomem. E estou falando sério".

Ainda não foi divulgada a arte e nem o nome das composições, porém maiores informações serão apresentadas em breve. Fiquem ligados!

Indicação: Mastodon - "Blood Mountain" (2006)


Após dois discos excelentes, a estréia com "Reminissions" (2002) e o conceitual "Leviathan" (2004), a banda conseguiu um contrato com uma gravadora grande e teve a chance de se tornar mais comercial e conquistar muitos fãs ao redor do mundo, mas ao invés disso, apostaram em outra mudança em de sonoridade, enveredando para o Progressive Metal.

O Sludge Metal ainda permanece no som dos caras, mas aqui, como um gênero adicional ao Prog Metal, isso fez com que a banda fosse levada mais á sério musicalmente. O que se ouve em "Blood Mountain" é um grupo que se mostra versátil e competente em todos os caminhos em que segue, seja num disco conceitual ou na complexidade de sua música pesada e original.

O álbum começa com uma introdução destruidora do baterista Brann Dailor, que facilmente pode ser citado como um dos melhores e mais versáteis da atualidade!  Em “The Wolf Is Loose” ele domina a faixa com sua velocidade, técnica e feeling, baseando-se no seu estilo jazzístico de tocar. Além da linha de bateria monstruosa, destaca-se também riffs de guitarras que além de criativos e pesados, estão cada vez mais complexos e apresentam nesta faixa, uma mudança de andamento interessante.


Seguimos com “Crystal Skull” que novamente se inicia com as batucadas do mítico baterista do Mastodon e que é interrompida por um riff pesado. Responsável pela abertura, uma participação especial, o vocalista da banda Neurosis (Banda na quais os integrantes do Mastodon são fãs). Aqui tem-se outra faixa com mudanças constantes e viradas de bateria bem pensadas, os riffs são cortantes e o solo um tanto quanto sujo. “Sleeping Giant” dá seqüência ao álbum com uma introdução atmosférica que nos remete a uma psicodelia setentista, porém bem suja, digamos assim. Com riffs de guitarra mais arrastados, trechos acústicos e notas viajantes, “Sleeping Giant” apresenta um lado diferente da banda que até então, era quase desconhecido, isso não só pela instrumental inédita na carreira dos caras, mas também pelo uso de vocais limpos.

Já em “Capillarian Crest” e em “Circle Cysquatch” tudo volta ao normal com o timbre de guitarra clássico da banda, trazendo um Sludge Metal barulhento, menos pesado e mais complexo, com uma alternância dos vocais típico do Sludge para vocais mais limpos.

Em “Bladecatcher”, a faixa começa com dedilhados lindos e amáveis na guitarra, até que é interrompida por uma “bagunça sonora” que abre caminho para uma ótima instrumental, não só nas guitarras, mas também pela ótima linha de baixo. "Bladecatcher" pode ser vista como um verdadeiro instrumental que impressionantemente está entre a barulheira do Sludge e as boas idéias musicais do Prog. O disco segue com “Colony Of Birchmen”, trazendo a participação de Josh Homme (QOTSA), um fã incondicional da banda, a música é formada por riffs simples, uma linha de bateria de admirar e como maior destaque, os vocais! Aqui os caras cantam de verdade e fazem um bom uso de suas vozes melódicas, uma das melhores e mais accessíveis músicas do disco.

A oitava composição é “Hunters Of The Sky”, outro ótimo exemplo de como uma banda pode experimentar novos elementos sem mudar totalmente sua sonoridade, a essência permaneceu intacta e o resultado agradou bastante. “Hand of Stone” nos faz lembrar de uma música que poderia ter vindo facilmente do segundo disco da banda (Leviathan) com seus versos calcados no Sludge de costume e com alguns curtos trechos com vocais limpos, riffs pesados e lamacentos com solos de guitarra curtos e velozes além da cozinha sonora formada pelo baixo e bateria.


“This Mortal Soil” é diferente das demais faixas do disco, ela apresenta um lado mais Stoner, com um instrumental viajado e vocais distorcidos, é uma das melhores faixas do disco com alguns trechos de arrepiar, enquanto notas são tocadas na guitarra seguindo as linhas vocais do refrão da canção! Ótima música!

A penúltima música que constitui o álbum é “Siberian Divide”, uma música melancólica com uma dinâmica diferente que obtém versos distorcidos e refrões pesados, a faixa tem alguns bons momentos, mas considero a faixa mais fraca do álbum, mas ainda sim, conta com uma sonoridade indispensável da bateria e para fechar o disco de forma majestosa, a incrível “Pendulous Skin”, uma obra-prima que consegue prender o ouvinte, principalmente os que gostam de algo na linha de Pink Floyd, mas sem as melodias light. O que ouvimos são melodias que criam uma atmosfera espacial que capacita o ouvinte sentir sua mente expandindo como um universo repleto de adoráveis notas musicais. A faixa também conta com um solo inspiradíssimo de cerca de um minuto de duração.

Espero que ao ouvir o disco, tenham uma sensação no mínimo similar á minha, pois trata-se de um belo registro onde podemos constatar uma banda que não é uma mera cópia de coisas do passado (como muitas por aí), mas que tem coragem de sempre experimentar novas sonoridades e elementos, surpreendendo cada vez mais os seus fãs. Nunca um disco do Mastadon será igual ao outro, está é uma certeza que constatamos e é um dos maiores diferenciais do grupo.



Integrantes: 

Brent Hinds (Guitarra Solo/Vocal)
Troy Sanders (Baixo/Vocal)
Brann Dailor (Bateria/Vocal)
Bill Kelliher (Guitarrra/Backing Vocal)

Faixas: 

 1 - The Wolf Is Loose
 2 - Crystal Skull
 3 - Sleeping Giant
 4 - Capillarian Crest
 5 - Circle of Cysquatch
 6 - Bladecatcher (Instrumental)
 7 - Colony of Birchmen
 8 - Hunters of the Sky
 9 - Hand of Stone
10 - This Mortal Soil
11 - Siberian Divide
12 - Pendulous Skin

por Elkiaer Ribeiro

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