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Carcass: Jeff Walker explica por que da demora em lançar novo álbum


O último álbum do Carcass, o excepcional "Surgical Steel", foi lançado em 2013 e cada vez mais, os antigos fãs se perguntam o quanto vão ter que esperar para ouvir o seu sucessor. 

Há poucos meses, Bill Steer, o guitarrista da banda, deu uma entrevista ao site ResidentRockStar.com onde explica que o novo trabalho não será lançado em 2016 em hipótese alguma por conta da atual turnê pelos Estados Unidos. O músico ainda confessou que por ele a banda já teria começado a trabalhar em novas músicas antes dessa tour, mas que não são todos os integrantes do Carcass que pensam dessa maneira, Jeff Walker, baixista e vocalista, considerava muito importante fazer essa excursão. 

Em recente edição do Talk Toomey, foi a vez de Jeff Walker explicar o motivo pelo qual o trabalho ainda não tem previsão de lançamento. Confira os trechos mais importantes:

"Todos continuam colocando tanta ênfase se faremos um novo álbum por que é isso que o negócio da música se tornou hoje. As pessoas lançam um álbum, eles lhe darão cerca de seis meses, então os celos e as bandas pensam que é isso, saber o quanto o registro foi vendido e o seu potencial. Mas nós não, ao menos enquanto o nosso álbum está em evidência, ele ainda vende.

Analisando, seria um ato pensando em nosso legado? Quero dizer, a Earache relançou todos os nossos antigos álbuns. Esse é o ponto, as pessoas continuam falando em termos do sucessor de "Surgical Steel", que precisamos de outro álbum, mas nós temos um catálogo relançado e há um monte de pessoas que nunca ouviram falar do Carcass. Então, nós estamos excursionando e tocando para essas novas pessoas, como fizemos na turnê com o Slayer e estamos fazendo com o Crowbar e Deafheaven."

Você sabe, nós estamos tentando alcançar um novo público que nunca ouviu a banda. Então, para eles, "Surgical Steel" e os outros cinco álbuns, isso é novo para eles. Mas sim, chegará o momento, penso eu, que vamos parar e fazer um novo álbum, mas "Surgical Steel" ainda não cumpriu todo o seu papel ainda. Quero dizer, nós finalmente estamos quebrando a barreira dos quarenta mil álbuns vendidos nos EUA, isso era uma espécie de ambição para mim. Há outras bandas que são nossas amigas e que vendem mais do que isso, então há um potencial maior a ser alcançado. Nós nunca tivemos pressa de qualquer maneira, sempre houveram lacunas entre nossos álbuns e este não será excepção. Mas sim, vamos chegar ao ponto em seu tempo."

Jeff ainda traçou uma comparação entre como a banda vem ganhando mais evidência em comparação aos anos 90:

"Oh, isso é ótimo. Quero dizer, estamos sendo mais bem sucedidos do que jamais fomos no passado. Eu acho que vendemos mais discos naquela época... Nós fizemos isso na época da Columbia por um ano, mas sim, nós tivemos uma vida modesta e agora estamos bastante ocupados. Estamos razoavelmente felizes. As plateias estão muito boas. Está muito melhor do que estava quando voltamos. Quero dizer, todas as bandas que fizeram muito mais sucesso do que nós, você sabe, tem um monte de músicos que estão sofrendo hoje em dia por que não estão vendendo mais discos ou não estão fazendo nenhum dinheiro, estas são pessoas que tiveram um certo padrão de vida. O pensamento é o seguinte, eu sempre fui pobre, e eu sou rico no momento (risos)."

É bem provável que o Carcass comece a trabalhar realmente em novas composições, apenas em 2017, isto é, se não aparecer uma nova turnê que Jeff considere "importante". O jeito é aguardar...

Carcass: sobre o próximo álbum, "É como quando estávamos pensando no álbum "Necroticism", isso é como no início do Death Metal"


Bill Steer, guitarrista do Carcass, cedeu uma entrevista a ResidentRockStar.com no último dia 19 de julho e fez alguns comentários relevantes sobre como andam os preparativos do grupo em relação a composição de um novo álbum.

Quando questionado se poderíamos aguardar o sucessor de "Surgical Steel" (2013) ainda para este ano, o músico foi categórico:

"Definitivamente não, porque ainda estamos em turnê e não havia nenhuma maneira de fazer isso. Eu acho que alguns de nós na banda realmente queria ter começado o processo no ano passado, mas nem todo mundo se sentia da mesma maneira e eu acho que na mente de Jeff, precisamos fazer esta turnê, que vai até até o final deste ano. Aí então, nós podemos começar, você sabe, devagar. Não tem jeito de escrevermos e gravarmos um registro enquanto estamos na estrada. Sabe o que quero dizer, simplesmente não é possível, não o tipo de música que queremos."

No decorrer do bate papo, Steer acabou relatando um pouco de suas vontades pessoais com relação a composições novas, porém se mostrou em comum acordo com os demais integrantes. Confira o trecho:

"É uma tortura para mim, porque eu gostaria de ter começado a trabalhar em novas músicas antes dessa última turnê pelos Estados Unidos, mas eu sou apenas um membro da banda. Suponho que se tivéssemos feito muito rapidamente, logo após o último registro, ele não teria sido levado muito a sério de qualquer maneira. Poderíamos ter mexido nossas bundas e feito um álbum realmente válido, mas ele ainda estaria na rabeira do que o anterior foi e a toda publicidade que girou em torno dele. Eu não acho que teria feito muito bem, então eu entendo a lógica nesse sentido, mas apenas como um cara na banda é frustrante, porque você quer criar coisas novas e dois anos e meio, três anos, para um guitarrista, estando em turnê tocando um conjunto semelhante de músicas, pode ser estranho em um dia ruim."

Sobre o atual momento e o que o Carcass tem em mente para seu próximo registro, a comparação foi surpreendente. 

"Quando estamos juntos atualmente e trabalhamos nas coisas do Carcass, eu acho que é um quadro muito semelhante de influências e pensando, nós voltamos, é como quando estávamos pensando no álbum No. 3, "Necroticism", isso é como no início do Death Metal, o material que nós ainda reverenciamos, e também uma banda como Slayer obviamente, Mercyful Fate e King Diamond. Há toda a NWOBHM, que eu sou um grande fã, eu gosto de toda uma gama de Hard Rock dos anos 70, mas eu sou muito cuidadoso sobre o quanto desse sentimento eu trago para a banda, porque há um limite para o quanto você pode colocar esses elementos. Nós só fazemos o que nos faz sentir bem, eu acho que é como nós trabalhamos. Em "Surgical Steel"', nós apenas entramos na sala de ensaios todos os dias com uma carga de riffs e tocamos aquelas coisas, se algo nos faz sentir bem, apenas corremos e gravamos ela."

Desde já, estamos aguardado com muitas expectativas este novo álbum do Carcass, provavelmente ele não deve ser lançado antes do segundo semestre de 2017, porém as declarações de Bill Steeler são sem dúvida alguma, extremamente empolgantes. Se o disco virá ou não com algumas características de "Necroticism Descanting The Insalubrious" (1991) ou não, somente o tempo dirá, porém enquanto aguardamos, vamos relembrar este grande clássico:




Carcass: Jeff Walker dá declarações a respeito de novo álbum


Como todos sabem, a mítica banda inglesa de Death Metal, Carcass, foi a grande responsável por  surpreender o mundo com o lançamento de seu quarto trabalho de estúdio, "Heartwork" (1991), onde apresentaram uma musicalidade mais melodiosa mesclada ao já conhecido som brutal anteriormente explorado.

Após "Heartwork", lançaram mais um disco, "Swansong" (1996), que dividiu opiniões, sendo amado por muitos e detestado pelos fãs mais antigos. O grupo acabou se desmontando e como todos sabem, alguns dos integrantes se dedicaram a outros projetos.


Em 2013, para surpresa geral dos headbangers, a banda lançou um novo álbum após um hiato de quase 17 anos, o aclamado "Surgical Steel" e recentemente, o baixista e vocalista Jeff Walker em entrevista ao Metal Wani, fez algumas declarações a respeito de um novo álbum do Carcass:

"A verdade é que não tivemos tempo (de gravar o novo álbum). Sei que Bill Steer já tem alguns riffs de guitarra e fez algumas jams com o nosso baterista. Mas não paramos de fazer turnês desde que o último disco saiu. Quando estávamos prestes a parar, surgiu a oferta da tour com o Slayer, que era muito boa para se recusar. É isso, enquanto tivermos propostas, devemos seguir na estrada”

Depois dessas declarações temos uma boa e uma má notícia, a boa é que ao menos os músicos estão trabalhando, mesmo que discretamente, em novas composições e a ruim é que disco novo do Carcass, apenas quando a banda não receber mais boas propostas...

Carcass – Symphonies of Sickness (1989)


“Sinfônias de Doença”: os 25 anos 
do segundo álbum de estúdio da banda

Pioneiros do Grindcore e do Death Metal, o Carcass surgiu em Liverpool, na Inglaterra, em meados de 1985. Três anos depois da criação da banda, os músicos lançam, através da gravadora Earache Records, o seu primeiro registro de estúdio, “Reek of Putrefaction”, um “debut” completamente cru, sujo e ensurdecedor e com uma das capas mais grotescas e vis já concebidas dentro do Metal, uma verdadeira coletânea de imagens bizarras de pessoas mortas, cadáveres dilacerados, mutilados e em estado de decomposição. Ainda que tenha uma produção tosquíssima, o disco se tornou um dos grandes clássicos do Grindcore mundial. Eis que um ano depois, em 04 de novembro de 1989, a banda faz a sua segunda entrega, “Symphonies of Sickness”. Novamente lançado pela Earache Records e contando agora com a colaboração do produtor Colin Richardson (Cannibal Corpse, Kreator, Napalm Death e muitas outras), esse álbum é uma evolução e tanto para o Carcass, tanto na qualidade da produção do disco, como da evolução técnica e musical dos integrantes. As letras continuam abordando morte e patologias diversas, contudo, a evolução dos músicos é visível logo na primeira faixa. No dia 4 desse mês, essa joia do Metal Extremo completou o seu aniversário de 25 anos.

Contando com Jeff Walker (vocal e guitarra), Bill Steer (guitarra e vocal) e Ken Owen (bateria e vocal), o mesmo “line up” do álbum de estreia, “Symphonies of Sickness”, assim como o “debut” da banda, é dividido em duas partes, o Lado A se chama “Requiems of Revulsion” e o Lado B, “Concertos of Carnage”. O Lado A do álbum se inicia com “Reek of Putrefaction”, cujo nome faz alusão óbvia ao nome do primeiro trabalho de estúdio dos britânicos. Após alguns segundos de silêncio, os “riffs” pesadíssimos de Bill Steer ecoam pelos autofalantes, acompanhados por uma atmosfera fúnebre e cadavérica, simplesmente perfeita para a sonoridade e a temática grotesca abordada pela banda. Após uma introdução pesadíssima e cadenciada, os ouvidos do ouvinte são martelados por um andamento desvairado e frenético, cortesia de uma alucinante e intensa “cozinha” de baixo e bateria, cortesia do “frontmen” Jeff Walker e do baterista Ken Owen. Os vocais também são inseridos de forma sagaz, intercalando os vocais guturais e urrados proferidos pelo guitarrista Bill Steer com os rasgados e esganiçados vocais de Jeff Walker. Uma grande e brutal faixa de abertura que já prepara o ouvinte para o massacre sonora que apenas está começando.

A cadenciada e clássica “Exhume to Consume” vem logo em seguida e já abre com os guturais de Steer. Aqui nós temos mudanças bruscas de andamento, aliadas com o desempenho extremamente criativo da banda, que combina “riffs” viscerais com passagens climáticas sinistras. “Excoriating Abdominal Emanation” se inicia com um ritmo moderado e alterna de trechos velozes e muito violentos para outros mais arrastados e “grooveados”. Os vocais intercalados por Steer e Walker continuam presentes e inseridos de forma competente e jamais forçada. A bateria de Ken Owen introduz a fabulosa “Ruptured in Purulence”. Iniciando com “riffs” pausados e cadenciados, a música cresce aos poucos para explodir logo em seguida em um andamento furioso e completamente descontrolado, apresentando palhetadas imundas e um solo curto e insano de guitarra. “Riffs” intensos abrem “Empathological Necroticism”, a última faixa do Lado A do álbum e uma das mais cadenciadas do álbum, uma composição que é dividida em passagens arrastadas e contidas e momentos ensandecidos e rápidos, mas não tanto como nas músicas anteriores. Ainda assim, não é menos pesada por isso, sempre contando com um trabalho portentoso dos integrantes.


A música Embryonic Necropsy and Devourment é a primeira do Lado B, “Concertos of Carnage”. O seu início é bastante arrastado. Conforme a composição caminha, temos alguns trechos pesadíssimos e acelerados e outros cadenciados e contidos, mantendo as mudanças de andamento sempre constantes. Temos também alguns solos de guitarra de Bill Steer, que ainda que não sejam os mesmos que ouvimos em trabalhos posteriores da banda, também são climáticos e interessantes, combinando com a sonoridade praticada aqui. A banda decide investir em mais agressividade e emenda com “Swarming Vulgar Mass of Infected Virulency”, uma canção um pouco mais suja e veloz. “Cadaveric Incubator of Endoparasites” nos leva a uma sonoridade ainda mais vil e próxima ao som executado nas primeiras faixas desse trabalho, abrindo de forma desgovernada, contando com uma nova sucessão de “riffs” grotescamente pesados, belas harmonias e solos de guitarra de Steer e um criativo e bem conduzido trabalho de bateria, tanto nas partes cadenciadas como nos momentos mais vertiginosos e rápidos. 

“Slash Dementia” é literalmente uma demência em forma de música e mantém a mesma linha insana, grotesca e psicótica das faixas anteriores. Encerrando esse grande álbum, “Crepitating Bowel Erosion” se inicia mais uma vez de forma vagarosa e não demora muito para rumar para a mesma truculência sonora das faixas anteriores. Os integrantes novamente entregam um trabalho sujo, doentio e genial, encerrando esse segundo registro de estúdio com uma ensanguentada e putrefata chave de ouro.

“Symphonies of Sickness” certamente é um dos melhores álbuns de Deathgrind já realizados e marca mais uma etapa na constante evolução do Carcass. Um petardo maravilhosamente insano, pesado e intenso que merece ser conferido por todos os fãs e apreciadores de Metal Extremo. Outro detalhe curioso é que o álbum possui duas capas diferentes, sendo uma lançada na época de seu lançamento, em 1989 e outra, em seu relançamento, no ano de 1996. Em meados de 2002 para 2003, a capa original retornou. Agora, independente de quantas capas esse trabalho possua ou quais elas sejam, não há como negar: esse álbum é uma legítima “Sinfônia de Doença”... no bom sentido, é claro!


Lineup:

Jeff Walker (Vocal / Baixo)
Bill Steer (Guitarra / Vocal)
Ken Owen (Bateria / Vocal)

Tracklist:

Lado A - Requiems of Revulsion:
01. Reek of Putrefaction
02. Exhume to Consume
03. Excoriating Abdominal Emanation
04. Ruptured in Purulence
05. Empathological Necroticism

Lado B - Concertos of Carnage:
06. Embryonic Necropsy and Devourment
07. Swarming Vulgar Mass of Infected Virulency
08. Cadaveric Incubator of Endo Parasites
09. Slash Dementia
10. Crepitating Bowel Erosion


Carcass - Heartwork (1993)


21 anos de uma verdadeira obra prima do Metal Extremo

Ao lado de bandas como Napalm Death, Unseen Terror, Elecro Hippies, Fear of God e Terrorizer, o Carcass foi um dos pioneiros do Grindcore. A banda inglesa liderada pelo baixista e vocalista Jeffrey Walker havia iniciado com trabalhos viscerais e brutais, indo do Grindcore de seu álbum de estreia, “Reek of Putrefaction” (1988), caminhando em direção ao Death Metal, mas ainda flertando com o Grindcore, em “Symphonies of Sickness” (1989) até finalmente chegar a uma sonoridade completamente direcionada para o Death Metal no aclamado “Necroticism - Descanting the Insalubrious” (1991). Em 18 de outubro de 1993, através do selo da Columbia Records, os britânicos lançam aquele que seria o álbum que marcaria uma tremenda transição na sonoridade da banda, “Heartwork”, o quarto álbum de estúdio do Carcass. Há alguns dias, esse grande trabalho completou o seu aniversário de 21 anos e nada mais justo que revisitar esse grande feito não apenas da banda, mas do Metal Extremo como um todo.

Contando com uma singela, porém interessante ilustração de capa realizada pelo recém-finado artista plástico suíço H.R. Giger (que é mundialmente conhecido por ter criado o visual do alienígena da série de filmes de ficção científica “Alien”, além de ter desenvolvido artes para bandas como Celtic Frost e Triptycon) e abandonando a temática sangrenta dos primeiros trabalhos e substituindo por visões de uma sociedade decadente, o álbum se inicia com a cadenciada “Buried Dreams”. Aqui nós temos um genial trabalho de guitarras, cortesia da excelente dupla Michael Amott e Bill Steer, que são acompanhados pelo grande desempenho do baterista Ken Owen e do “frontmen” Jeff Walker, que destrói os autofalantes com seus vocais tão característicos e rasgados. A ótima “Carnal Forge” vem logo em seguida, iniciando de forma veloz e intensa, apresentando absurdas variações de andamento, “riffs” pesadíssimos e velozes, além de belos solos de guitarras. 


O quarteto novamente pisa nos freios e emenda com “No Love Lost”, novamente trazendo um andamento mais contido e moderado, mas jamais deixando a qualidade e o “feeling” de lado, entregando aos ouvintes mais uma grande som, com belas viradas de bateria, “riffs” afiados e vocais agressivos e bem encaixados. Logo após, é a vez da excelente faixa título dar as caras. “Heartwork” é uma canção muito bem construída, novamente mostrando um Carcass renovado e ainda mais maduro, possuindo belíssimas harmonias, mudanças de andamento engenhosas e vocais matadores. Assim como a faixa anterior, essa composição também ganhou um videoclipe. 

“Embodiment” se inicia com “riffs” truculentos e arrastados e aos poucos vai ganhando mais velocidade e força. Mais uma vez somos brindados com um grandioso trabalho da dupla de guitarristas Amott e Steer, além de viradas insanas de bateria. A sexta faixa é a excepcional “This Mortal Coil”, que já abre implodindo os autofalantes com seus “riffs” furiosos e com uma bateria altamente debulhadora. O ouvinte novamente não se decepciona, recebendo doses maciças de vocais perfeitamente agressivos e rasgados e um sempre inspiradíssimo trabalho de guitarras. A explosiva “Arbeit Macht Fleisch” não deixa o ouvinte se entediar, contando com mais uma grande sequência de arranjos e “riffs” muito criativos e violentos, solos velozes e um desempenho descomunal de bateria. Uma curiosidade é que o nome da canção é uma paródia a expressão “Arbeit Macht Frei”, que traduzida significa algo como “O Trabalho Liberta”, uma frase que era usada na entrada de alguns campos de concentração nazistas.

A interessante “Blind Bleeding the Blind” possui um caótico início e alterna para um andamento cadenciado, construído por uma escala de “riffs” encorpados e rapidamente transita novamente para um ritmo veloz e ensandecido. O “groove” dos “riffs” de Michael Amott e Bill Steer, aliados ao peso das baquetas de Ken Owen caracterizam o começo da nona faixa, “Doctrinal Expletives”, uma faixa que possui um ritmo mais contido, porém fascinante. O final desse grande trabalho de estúdio fica reservado para a magnífica “Death Certificate”. O “riff” principal é soberbo e marcante e além do peso extraordinário ao longo da canção, nós temos mais variações de andamento bem construídas e esplêndidos solos de melodias de guitarra ao longo da música.


Mais trabalhado, mais diversificado e completamente diferente do que a banda havia concebido em seus trabalhos anteriores, “Heartwork” fez muitos fãs antigos torcerem ao nariz devido a sua mudança drástica no rumo das composições e das letras da banda, entretanto, independente do rumo que a banda tenha decidido tomar e as mudanças pelo qual optaram realizar nesse quarto registro de estúdio, “Heartwork” é realmente uma obra-prima do Death Metal melódico e do Metal Extremo como um todo, sendo referência para diversas bandas até hoje e considerado por especialistas com um dos maiores álbuns de Death Metal da história.


Tracklist:

01 - Buried Dreams
02 - Carnal Forge
03 - No Love Lost
04 - Heartwork
05 - Embodiment
06 - This Mortal Coil
07 - Arbeit Macht Fleisch
08 - Blind Bleeding the Blind
09 - Doctrinal Expletives
10 - Death Certificate

Faixa Bônus:
11.This Is Your Life" 

Lineup:

Jeff Walker (Vocal/Baixo)
Bill Steer (Guitarra)
Michael Amott (Guitarra)
Ken Owen (Bateria)


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