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Destruction: assista ao lyric vídeo para a faixa "Generation Nevermore"


O Destruction lançou no último dia 13 de maio, o seu décimo quarto álbum de estúdio, o disco foi intitulado de "Under Attack" e foi lançado via Nuclear Blast. 

Após receber excelentes críticas de fãs e mídia especializada, o trio alemão capitaneado por Schmier e Mike, disponibiliza mais um lyric vídeo, dessa vez para a faixa "Generation Nevermore". 

Confira no link abaixo:



Destruction – “Infernal Overkill” (1985)



No início dos anos oitenta, o Metal estava se popularizando cada vez mais e ganhando diversas ramificações. Um dos subgêneros que surgiu e se proliferou constantemente na década foi o Thrash Metal, o que não é nenhuma novidade, ocasionando o surgimento de incontáveis bandas, álbuns e trabalhos realmente marcantes nesse estilo musical. Em 1982, formou-se o Destruction, na Alemanha. Com um “line up” encabeçado por Marcel Schirmer (Schmier) nos vocais e no baixo, Mike Sifringer (mais conhecido apenas como Mike) na guitarra e Thomas Senmann (Tommy Sandmann) na bateria, o “Power Trio” de Thrashers germânicos gravou duas “demos”, uma em 1983 e outra em 1984 e, em novembro desse mesmo ano, lançaram o histórico EP “Sentence of Death”. Esse último registro funcionou como um aperitivo saboroso para o que estava por vir no ano seguinte, o clássico e aclamado álbum de estreia do grupo, “Infernal Overkill”.

Produzido pelos próprios integrantes da banda e lançado em 24 de maio de 1985, através da gravadora Steamhammer, “Infernal Overkill” teve a sua arte de capa ilustrada por Udo Linke, que também elaborou capas para as bandas Lethal Aggression e Suckspeed.  A seguir, iremos dissecar faixa a faixa desse petardo esmagador de ossos que completou hoje o seu 31º aniversário.

Um “riff” crescente e poderoso, aliado a uma “cozinha” de baixo e bateria mortífera dão início ao álbum com um grande hino, “Invincible Force”. Como se vê, o disco já se inicia “fraquinho”, não?! Logo nos primeiros segundos da faixa de abertura, Schmier profere um agudo ensandecido à lá Tom Araya nos primórdios de Slayer e a partir daí, a pancadaria não tem fim. Palhetadas secas e ríspidas rasgam os alto-falantes com facilidade. O refrão consiste apenas na repetição do título que batiza a composição, entretanto, há um dito popular que alega que “menos é mais” e no caso dessa música, pode apostar que é mesmo! O “Speed/Thrash” de “Death Trap” é algo simplesmente lindo de se ouvir! Os “riffs” são completamente maníacos e aliados às linhas vorazes de bateria e aos vocais sempre rasgados, proporcionam um entretenimento magnífico aos apreciadores dessa sonoridade. Outro hino!


“The Ritual” é a terceira faixa e é, particularmente, a minha favorita do disco. Mais cadenciada, mas tão empolgante quanto as anteriores, é uma composição recheada de “riffs” cortantes e cativantes, além de solos hipnotizantes e recheados de “feeling” em suas notas cruas e viscerais. A seguir, temos outra grande pedrada, “Tormentor”. O engraçado é que durante a década de oitenta, era praticamente um clichê das bandas de Thrash Metal terem alguma música nomeada “Tormentor”, vide Slayer e  Kreator (que, aliás, chamava-se “Tormentor antes de mudarem o nome da banda). Essa composição é mais uma vez alucinante e direta ao ponto, sem qualquer tempo para firulas desnecessárias e frescuras chatas.

Outro hino se inicia: “Bestial Invasion”. Dona de um refrão marcante e duro como uma rocha, muito bem acompanhada por “riffs” e solos perversos e poderosos, bem como uma “cozinha” de baixo e bateria maleficamente sincronizada e vocais furiosos e bem encaixados, essa composição já nasceu um clássico!  A contagiante instrumental “Thrash Attack” vêm logo em seguida e representa exatamente o que o seu nome é: um legítimo e mortal ataque Thrash Metal! Desafio qualquer admirador do estilo a ouvir essa música sem ao menos “banguear” um pouco. Podem apostar, é uma tarefa mais que árdua, pois cada palhetada te convida a acompanhar o ritmo e o compasso empolgante da faixa. Outra de minhas músicas prediletas dessa obra e certamente um dos muitos destaques desse maravilhoso álbum.

Começando de forma lenta, “Antichrist” traz novamente “riffs” infectantes que não demoram muito para conduzir o ouvinte a mais uma sessão regada a puro caos e baderna musical. Como tudo o que é bom, dura pouco, o álbum se encerra com a ótima “Black Death”, a composição mais longa do álbum, possuindo pouco mais de sete minutos de duração. O que nós temos aqui? A mesma fórmula musical das músicas anteriores do trabalho, contudo, sabiamente utilizada, proporcionando diversão total aos ouvintes e encerrando esse registro de maneira impecável.

Sujo, rápido, dono de uma levada empolgante e energética fortemente influenciada por Venom, “Infernal Overkill” é uma das incontáveis obras primas do Thrash Metal mundial. Cada composição aqui presente vale ouro e influenciou, influencia e sempre influenciará diversas bandas e músicos mundo afora. Um trabalho perfeito e incorrigível, obrigatório na coleção de qualquer “Thrash Maniac” que se preze!




♫ “Hell storms, rush over the earth
Bestial invasion!” ♫

Integrantes:
Marcel Schirmer (Schmier) (Vocal / Baixo)
Mike Sifringer (Mike) (Guitarra)
Thomas Senmann (Tommy Sandmann) (Bateria)

Faixas:
01. Invincible Force 
02. Death Trap 
03. The Ritual 
04. Tormentor 
05. Bestial Invasion 
06. Thrash Attack 
07. Antichrist 
08. Black Death


Escrito por David Torres

Destruction - “Under Attack” (2016)


Sempre que uma banda veterana lança um novo material é criada uma grande expectativa. Depois de um hiato de quatro anos sem lançar um material de inéditas, os Thrashers alemães do Destruction retornam ao estúdio e produzem o seu mais novo ataque. Literalmente! “Under Attack” foi lançado no dia 13 de maio, através da gigante Nuclear Blast Records e é realmente um petardo devastador.

Uma introdução cadenciada, progressiva e dedilhada ecoa pelos alto-falantes e não demora a dar lugar ao peso esmagador de “Under Attack”, faixa-título e faixa de abertura desse novo registro. Assim que a voz inconfundível do “frontmen” Schmier surge, o ataque bestial sonoro se inicia, convidando o ouvinte para uma devastação de pouco mais de seis minutos, recheada de “riffs” explosivos. A destruição prossegue com “Generation Nevermore”, composição igualmente potente e vigorosa. O “Power Trio” está bem entrosado como sempre e podemos destacar palhetadas e solos furiosos de Mike, um desempenho impecável da “cozinha” encabeçada pelo baterista Vaaver e Schmier, além de passagens vocais memoráveis.

Igualmente inspirada, “Dethroned” possui um ritmo bastante grudento e que cativa o ouvinte sem muito esforço, além de contar com todos os ingredientes que uma boa música de Thrash deve possuir. Pisando um pouco nos freios, temos “Getting Used to the Evil”. Mais cadenciada e composta por um andamento fragmentado, a faixa se inicia lentamente e vai ganhando mais peso durante o decorrer da música. Schmier transita os seus vocais com sabedoria, como sempre fez e os demais integrantes desempenham o seu papel muito bem.


“Pathogenic” dá mais gás ao disco, trazendo mais velocidade e peso em seus acordes. Destaque para o baixo de Schmier aos 02:00 da composição. Os “riffs” velozes e viscerais de “Elegant Pigs” dão sequência ao álbum. A faixa possui tanta qualidade quanto as anteriores e prende a atenção do ouvinte mais uma vez. O mesmo pode ser dito da ótima “Second to None, a sétima composição do disco. A música pode ser definida simplesmente como puro Thrash Metal, ou seja, palhetadas certeiras, acompanhadas por vocais brilhantemente agressivos e levadas de bateria e baixo violentas e criativas.

Estonteante e bem elaborada, “Stand Up for What You Deliver” resgata os ingredientes que a banda utilizou até o momento e os utiliza com a mesma perfeição, proporcionando uma faixa matadora e coesa, recheada de variações de andamento bem construídas, solos e “riffs” criativos, além das essenciais “paradinhas” que jamais podem deixar de existir em uma banda do estilo. Por outro lado, também temos a excelente “Conductor of the Void”, que apresenta “riffs” quebrados e recheados de um “groove” implacável. “Stigmatized” é a faixa que encerra o álbum e faz isso muito bem, com a banda novamente inspirada e agressiva na medida certa.


Também vale a pena mencionar as faixas bônus! A releitura do hino “Black Metal”, do Venom feita pelos alemães ficou bem conhecida entre os fãs de Metal após a apresentação da banda no Palco Sunset da edição do Rock in Rio, em 2013. Na ocasião, Schmier e Cia. tocaram o “cover” ao lado dos brasileiros do Krisiun e regravar essa versão em estúdio foi uma sacada bem interessante e que vale a pena ser conferida. A releitura da canção se inicia com o mesmo ruído da versão original do Venom e devemos lembrar que Alex Camargo, “frontmen” do Krisiun divide os vocais com Schmier mais uma vez. Destruição pura!  A segunda faixa bônus é a regravação da estupenda instrumental “Thrash Attack”, do “debut” “Infernal Overkill” (1985).

Superior aos trabalhos mais recentes da banda, “Under Attack” merece ser conferido por todos os fãs. A produção não está “estourada” como em outros lançamentos do trio germânico e as composições estão inspiradas e recheadas de “feeling”. Mais um grande lançamento desse primeiro semestre de 2016!




Integrantes:

Schmier (Vocal / Baixo)
Mike (Guitarra)
Vaaver (Bateria / Backing Vocals)

Faixas:

01. Under Attack
02. Generation Nevermore
03. Dethroned
04. Getting Used to the Evil
05. Pathogenic
06. Elegant Pigs
07. Second to None
08. Stand Up for What You Deliver
09. Conductor of the Void
10. Stigmatized
11. Black Metal (Venom cover)
12. Thrash Attack

por David Torres

Destruction: três apresentações no Brasil ainda no mês de maio


Após lançar o seu mais novo álbum de estúdio, o ótimo "Under Attack", o trio germânico de Thrash Metal fará uma rápida passagem pelo Brasil, tocando em apenas em 3 estados. Segue abaixo os locais onde o Destruction se apresentará:

26/05/2016 - Brasília/DF
27/05/2016 - Teresina/PI
28/05/2016 - Limeira/SP

Após esta mini excursão, a banda segue fazendo alguns shows até iniciar a sua tour européia ao lado de Flotsam and Jetsam, Enforcer e Nervosa.

Destruction: "Se você ficar rico não pode mais tocar Thrash Metal"


Em entrevista recente a Banger TV, o vocalista e baixista do Destruction, Marcel Schmier, declarou o seguinte:

"As vezes fico pensando o que ainda estou fazendo neste meio, ninguém ficou rico nele, exceto o Metallica e talvez, o Slayer. Por outro lado, acredito que se você ficar rico, não pode mais tocar Thrash Metal. Pessoas ricas não passam pelas privações que nos motiva a fazer esse tipo de música. É preciso estar puto com as coisas."

É isso mesmo produção?

Enriqueceu, muda de profissão?


Destruction: assista ao vídeo clipe de "Under Attack"



O Destruction, lendária banda alemã de Thrash Metal, lançará seu mais novo álbum no próximo dia 13 de maio. Este será o décimo quarto trabalho do grupo e certamente é um dos discos mais aguardados do ano.

O lyric vídeo de "Second To None" foi a primeira canção disponibilizada para audição e agora, a banda solta o vídeo clipe oficial da faixa título "Under Attack". 

Sem querer influenciar no julgamento dos amigos, sou obrigado a constatar que esta é uma composição realmente animadora, se "Second To None" foi considerada por muitos uma música "mais do mesmo", "Under Attack" traz um Destruction afiadíssimo e exatamente do jeito que os fãs esperam. 

Confira o vídeo abaixo:





Destruction - Eternal Devastation (1986)



Houve uma época em que o Thrash Metal era apenas um estilo em formação, ainda iniciando a sua escalada de sucesso e  apresentando bandas como Metallica, Slayer, Kreator e tantas outras. Estes eram os grupos que representavam a nova safra do Metal em meados da década de 80 e de forma ordenada, lançavam os discos que hoje são considerados clássicos absolutos do gênero. 

A cena estadunidense aflorou de forma rápida, alavancando a carreira de diversos grupos e concebendo nomes importantes, que iam aos poucos, transformando o estilo e o deixando cada vez mais forte e popular. Paralelamente, a Alemanha dava a sua versão dos fatos, apresentando as bandas que seriam em alguns anos, consideradas tão importantes quanto as que se formaram na região da Bay Area de São Francisco e demais localidades estadunidenses.

Em 1982, o Destruction iniciava a sua trajetória na pequena cidade de 
Weil am Rhein e cerca de três anos depois, os thrashers alemães já tinham um contrato assinado com a SPV, o que assegurou o lançamento do EP "Sentence Of Death" (1984) e do histórico debut "Infernal Overkill" (1985). Os dois registros garantiram a banda, a alcunha de bem sucedida comercialmente e enquanto o segundo disco de estúdio era planejado, o Destruction já era um dos nomes em maior ascensão na Europa.

O grupo era formado nessa época por Marcel Schmier (vocal e baixo), Mike Sifringer (guitarra) e Tommy Sandmann (bateria), um power trio fadado a marcar história. Em 12 de julho de 1986, quando "Eternal Devastation" chegou as lojas, o nome da banda era inserido definitivamente no hall de grandes ícones capazes de lançar álbuns seminais para o Metal. 

O primeiro ponto a ser enaltecido no trabalho são os timbres de guitarra alcançados. Os riffs de Mike, além de magníficos, soavam como uma verdadeira motosserra e transmitiam um clima diferenciado de tudo o que havia sido lançado por bandas de Thrash Metal até o momento.

O instrumental do grupo, mesmo contando com apenas três músicos, era extremamente rico e durante todo o disco, podemos conferir composições técnicas, com diversas variações rítmicas e um grau de inspiração altíssimo. As linhas de guitarra de Mike e a técnica apurada do baterista Tommy, formavam um conjunto perfeito quando aliados as marcações precisas do baixo de Schmier, porém o baixista/vocalista se destaca realmente é através de seus vocais rasgados e principalmente, com a inserção dos gritos agudos que se tornaram a marca registrada do músico e são encaixados com precisão durante as canções.

Em "Eternal Devastation", o trio alemão estava tinindo e registrou algumas faixas que se tornaram não apenas clássicos da banda, mas de todo o Thrash. "Curse The Gods", "Life Without Sense" e "Eternal Ban", são verdadeiros hinos e até os dias atuais, são presenças garantidas e obrigatórias nas apresentações ao vivo do grupo. Se não bastasse, as outras quatro músicas são tão boas quanto as já citadas e formam um dos registros mais homogêneos da história, com uma sequência matadora do primeiro ao último minuto.

O Destruction é um dos poucos nomes que lançou não apenas uma, mas algumas obras essenciais ao longo de sua longa e proveitosa carreira, porém este é certamente o disco que traz a sua musicalidade definitiva. Em 2016, o álbum completará 30 anos de existência e sem dúvidas, posso afirmar que está entre os discos mais importantes e emblemáticos de toda a década de 80. 

Preciso dizer que é item obrigatório em qualquer coleção?


Integrantes:

Marcel "Schmier" Schirmer (vocal e baixo)
Mike Sifringer (guitarra)
Thomas "Tommy" Sandmann (bateria)

Faixas:

1. Curse The Gods 
2. Confound Games 
3. Life Without Sense 
4. United by Hatred 
5. Eternal Ban 
6. Upcoming Devastation (Instrumental) 
7. Confused Mind

por Fabio Reis

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