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Curiosidades: AC/DC - "Whole Lotta Rosie" colocou Brian Johnson na banda


Após a fatídica morte de Bon Scott, o AC/DC pensou até mesmo em encerrar as atividades, mas graças a uma injeção de ânimo dada pelo próprio pai de Bon, o grupo resolve dar continuidade em sua carreira e começa a procurar um nome que possa substituir o carismático cantor australiano.

Diversos músicos foram testados e nenhum deles aprovados, até mesmo alguns nomes importantes na época foram cogitados, casos de Noddy Holder (Slade) e Steve Marriott (Rumble Pie), porém o AC/DC rejeita todos eles. A escolha estava mais difícil do que o esperado e foi aí que Robert John "Mutt" Lange (produtor do álbum "Highway To Hell") resolveu dar o seu palpite e disse para Malcom que havia um cara muito talentoso cantando numa banda chamada Geordie, seu nome era Brian Jonhson.

Malcom resolve convidar Brian para fazer um teste, porém o vocalista não se anima muito, já havia feito testes no Rainbow e Uriah Heep e apesar de quase ter entrado em ambas as bandas, acabou sendo desclassificado aos 45 do segundo tempo. Tais experiências deixam Johnson meio pragmático e ele só aceita fazer o teste depois de muita insistência. 

O AC/DC não era uma banda fácil e mesmo gostando da performance de Brian, não o escolhem de imediato e continuam a testar outros vocalistas. Depois de alguns dias acontece um novo teste e como a banda não se pronunciava, Brian volta para Austrália um tanto desiludido e resolve dar mais atenção a sua banda, afinal todos os integrantes eram amigos do cantor e ele não quer mais deixá-los na mão.

Enquanto isso, ninguém se enquadrava no que Malcom e Angus queriam e o nome de Brian acaba voltando à tona, queriam um terceiro e último teste, ligam para Brian e recebem como resposta um "Não, muito obrigado, mas não vou mais deixar os meus amigos do Geordie na mão". Malcom viaja pra Austrália imerso em dúvidas, não estava 100% convencido de que estava indo atrás do nome certo para substituir Bon Scott.

O que Malcom Young não sabia, era que o Geordie tocava um cover do AC/DC em seus shows, a música era "Whole Lotta Rosie" e quando o guitarrista chega no local onde ia se encontrar com Brian Johnson, o Geordie estava ensaiando e tocando justamente essa música. Malcom escuta a performance e no mesmo instante, todas as suas dúvidas terminam, ele imediatamente liga para Angus e diz que não haverá mais terceiro teste, Brian era o cara, estava na banda.

Para convencer Brian, o AC/DC deposita uma boa quantia na conta de cada um dos integrantes do Geordie, uma forma de agradecer o grupo por "ceder" o seu frontman. Todos estavam felizes e depois de poucos meses, um "certo disco" iria ser lançado, um tal de "Back In Black", conhecem?

AC/DC: a hora do adeus?


Os últimos anos tem sido bem conturbados para o AC/DC, o grupo vem sofrendo duros golpes, ininterruptos, um após outro, tudo isso tem posto em cheque as decisões tomadas por Angus Young e o grande questionamento feito por milhares de fãs é: chegou a hora do adeus definitivo? 

O AC/DC perdeu seu maior compositor e membro fundador, Malcom Young, quando em 16 de Abril de 2014, o músico foi afastado para tratar de uma doença mental incurável, a demência. Na ocasião, uma nota foi emitida pedindo que a privacidade de Malcom e de sua família fosse preservada e o recado dado era o de que a banda seguiria em frente sem ele. 

É claro que houve uma chateação por parte de muitos, porém ainda estavam ali todos aqueles caras que nos acostumamos a ver durante anos, caras como Angus, Brian, Cliff, Phil, que fizeram história e participaram de grandes momentos juntos, era perfeitamente entendível querer seguir em frente e Malcom deu lugar a Stevie Young.

No final de 2014, outro golpe abalou o grupo, Phil Rudd o baterista que gravou a maior parte dos álbuns do AC/DC, é acusado de encomendar dois assassinatos a um matador de aluguel. O músico negou tudo, porém em 2015, no dia do julgamento, acabou admitindo a culpa e ainda foi acusado de outros delitos, o que o impossibilitou de se juntar a banda para a turnê de divulgação do álbum "Rock Or Bust", sendo substituído por Chris Slade.


Eis que 2016 chegou e logo no início da nova turnê, Brian foi impedido de tocar devido a um problema crônico de audição. Algumas datas foram canceladas e o carismático cantor foi afastado por tempo indeterminado. Foi um período de especulações e como todos sabem, Axl Rose "se ofereceu" para substituir Brian até o final da turnê. O que era apenas boato, acabou se confirmando e através de uma nota oficial, a banda decretava o que todos temiam, Brian estava fora e Axl Rose estava dentro.

Muitos fãs não aceitaram a troca, algumas manifestações ocorreram, porém a grande verdade é que os shows foram realizados e se tornaram um enorme sucesso de público, o AC/DC tocou para arenas lotadas e o vocalista do Guns 'N' Roses fez o que pode, na verdade, fez até melhor do que muitos esperavam.

Após tais performances, Phil Rudd, o ex-baterista, fez um comentário que obviamente, muitos fãs já se questionavam: "Não direi que não espero tocar com o AC/DC novamente, mas... ainda é o AC/DC? Sem a voz bonita de Bon, sem Malcolm, sem Brian..."

Bem, os integrantes atuais tocam sob o nome AC/DC e Angus Young, o seu grande líder ainda está lá, porém sejamos francos, quando Malcom foi afastado tínhamos praticamente toda a formação clássica ali reunida, hoje ela esta resumida a Cliff Williams  e Angus Young, ou ao menos estava... pois o último golpe que o grupo recebeu é o anúncio oficial da saída de Cliff.


O próprio Angus comentou sobre o assunto em uma recente entrevista a revista Rolling Stone: "Cliff nos contou antes da turnê sequer começar, que esta seria sua última. Além de mim, Cliff era o cara que estava a mais tempo na banda, desde 1977. Cliff e Brian estão na mesma faixa etária, eles gostam de sair, visitar alguns pubs, eles tinham um vínculo."

Nesta mesma entrevista, o guitarrista e agora, último remanescente do AC/DC original, foi questionado sobre o futuro do grupo e sua resposta não preencheu muitas lacunas: "Neste momento eu realmente não sei. Estávamos empenhados em terminar a turnê, quem sabe o que eu vou sentir depois. Quando você se compromete e diz "Eu vou fazer isso ou aquilo", é sempre bom chegar no final e poder dizer "Eu fiz tudo o que disse que faria."

Não sabemos o que Angus ainda pretende, o músico pode tanto encerrar em definitivo as atividades da banda e assim preservar o seu legado, como pode escolher seguir em frente, com uma formação totalmente diferente da que gravou todos os grandes clássicos imortais do grupo.

É difícil opinar, é difícil se colocar no lugar de Angus, mas como fãs só esperamos que o lendário guitarrista faça a escolha certa e não deixe que uma das maiores bandas de Rock de todos os tempos, tenha um final trágico e muito aquém de sua trajetória. 

"It's a long way to the top if you wanna Rock and Roll"

por Fabio Reis

AC/DC: Phil Rudd declara estar "comportado"


Após ser acusado por ameaça de morte e posse de drogas, o baterista Phil Rudd cumpriu a pena em detenção domiciliar de oito meses. Agora Phil decide seguir uma vida mais "comportada" e declarou ao New Zealand:

"Tenho me comportado muito bem. A única coisa que não consegui foi abandonar o cigarro, embora tenha tentado. Fora isso, parei com toda a loucura. Consegui permissão para viajar à Europa e devo fazer alguns shows solo na Bélgica e França. Coisa pequena, pode ser até em Pubs".

Se tratando do AC/DC o músico está conformado de não reassumir o posto na bateria novamente e declarou:

"Estou aberto á uma reunião. Porém quem decide é Angus. Estou limitado ao que ele desejar. Não conversei com mais ninguém da banda desde que tivemos problemas com a lei".


AC/DC: Brian Johnson pronto para retornar à banda


Depois de ser demitido do AC/DC e constatar um problema crônico de audição, Brian Johnson soltou uma nota oficial onde relatava ainda poder participar de gravações em estúdio e que esta não seria a sua aposentadoria, além disso, o cantor deixava claro a sua vontade de um dia poder estar a frente do grupo novamente, mas que por enquanto, só lhe restava cuidar de seu problema.

No mês passado, a empresa ADEL, representada por Stephen Ambrose, enviou uma mensagem aberta para que Brian experimentasse um de seus aparelhos auditivos. Tal engrenagem inovadora seria capaz de distinguir entre a pressão estática e a pressão sonora e remover a pressão estática, produzindo assim, uma qualidade superior de audição e minimizar os danos causados no ouvido do experiente músico.

Após um mês testando o aparelho em diversas situações, Brian declarou:

"Funciona. O aparelho funciona totalmente e não se pode argumentar contra isso. Eu estou realmente comovido e maravilhado de ser capaz de ouvir a música de novo como eu não ouvia há vários anos."

Brian Johnson se diz totalmente pronto para retornar aos palcos e fazer o que sabe melhor, nos encantar com sua simpatia, carisma e estilo único. 

E agora senhor Angus Young? Acreditamos que nem há muito o que pensar, apenas agradecer Axl Rose pelos serviços prestados e receber Brian de braços abertos. Será essa a atitude tomada pelo AC/DC? 

Aguardemos!


AC/DC - Highway To Hell (1979)


O sexto registro de estúdio do grupo australiano AC/DC foi lançado em 27 de Julho de 1979 e além de ter se tornado um clássico absoluto também foi o último registro da banda que conta com os vocais de Bon Scott.

O disco inicia com a faixa título que posteriormente tornou-se um marco e um hino do Hard Rock mundial, sendo utilizada inclusive em filmes como “Homem de Ferro 2” e alguns seriados de tv.
Se em outros álbuns o AC/DC usa-se do famoso bordão “sexo, drogas e rock ‘n’ roll”, em Highway To Hell as referências nas composições não são diferentes, canções como: “Girls Got Rhythm” e “Touch To Much” demonstram uma das muitas especialidades da banda: mulheres e sensualidade.

Com exceção da última faixa “Night Prowler” que trata-se de um blues mais modernoso, as demais composições contém o mais puro rock ‘n’ roll e hard rock que o AC/DC já vinha fazendo em estúdio, porém não se pode passar batido de como Angus possui uma extrema habilidade e facilidade para compor riffs incríveis como o da canção “If You Want Blood”.

Se tratando dos demais componentes da banda, também não se pode deixar de notar as pesadas batidas de Phil Rudd e os backing vocals ativos sempre se unindo ao conjunto de riffs dos irmãos Young.

Uma curiosidade é que na Austrália o disco foi lançado com uma capa diferente das demais lançadas, a capa contém um braço de guitarra sobreposto á foto do grupo em chamas e o logo da banda possui uma tonalidade mais escura puxada para a cor marrom.




Até hoje não se foi muito bem explicado sobre a morte do ex vocalista Bon Scott, mas sua voz original e única fez com que Bon se tornasse um ícone mundial do Rock, e em Highway To Hell não foi muito diferente, em todas as faixas Bon como sempre deu o melhor de si, parecendo que já sabia que seria seu último disco com o grupo e que deixaria um grande legado.

Embora a banda ainda esteja na ativa sem o vocalista Brian Johnson e tenha lançado vários excelentes discos, inegavelmente Highway To Hell é um clássico absoluto do Hard rock mundial.




Integrantes: 

Bon Scott (voz)
Angus Young (guitarra) 
Malcolm Young (guitarra)
Cliff Williams (baixo)
Phil Rudd (bateria)


Faixas: 

01. Highway To Hell
02. Girls Got Rhythm
03. Walk All Over You
04. Touch Too Much
05. Beating Around The Bush
06. Shot Dow In Flames
07. Get It Hot
08. If You Want Blood (You've Got It)
09. Love Hungry Man
10. Night Prowler


por Rafaela Souza

Axl Rose: a personalidade do Rock em 2016?


Se voltarmos um ano no tempo, nem mesmo poderíamos cogitar a possibilidade de William Bruce Bailey, ou se preferirem, apenas Axl Rose, ser mencionado como a personalidade do ano no Rock N' Roll, porém este quadro se reverteu de uma maneira drástica e os motivos estão muito além de polêmicas, excentricidades e picuinhas, este fato está relacionado ao que realmente nos interessa: a música.

Venhamos e convenhamos, se assistíssemos o senhor Rose em ação a alguns anos atrás, seria praticamente impossível imaginar que em 2016, o cantor viveria tamanha ascensão. As performances de Axl estavam cada vez mais fracas e o grupo que ele insistia em chamar de "Guns N' Roses", estava anos luz de distância da banda que fez um sucesso estrondoso no final dos anos 80 e início dos 90.

O que víamos era um vocalista fora de forma e que mesmo cercado de ótimos músicos, demonstrava sinais de que o tempo havia sido implacável, o transformando numa figura caricata e egocêntrica, fazendo cover de si mesmo em espetáculos enfadonhos, onde apenas aqueles fãs mais extremistas seriam capazes de ainda o idolatrar e seguir.


O que poucos poderiam imaginar, é que os problemas de relacionamento com seus antigos comparsas, iriam esfriar e aos poucos, nem mesmo o guitarrista Slash, seu principal desafeto, iria querer dar mais capítulos a uma briga que já durava mais de duas décadas e como num passe de mágica, era noticiado em todos os veículos especializados que a guerra havia acabado. Axl e Slash finalmente se reconciliaram.

É claro que após esta notícia, a grande questão era se a formação original do Guns N' Roses iria se reunir e mais do que isso, se tal retorno realmente ocorresse, se Axl seria capaz de ser o frontman que um dia já foi.

Como todos sabem, Slash e Duff Mckagan voltaram a integrar o grupo e apenas este fato já foi o suficiente para gerar uma enorme comoção no meio musical, mas sejamos francos, o que mais tem chamado a atenção nestas apresentações do, agora sim, Guns N' Roses, é a capacidade vocal de seu até então desacreditado vocalista.

Axl Rose realmente se preparou para este momento e isso fica nitidamente estampado ao assistirmos os vídeos da atual turnê da banda. Seus vocais melhoram muito e o músico vem surpreendendo a todos com performances muito convincentes e bem longe das de alguns anos atrás. É claro que a presença de mais dois membros originais no palco ajuda muito, porém o que percebemos é a ausência de ego por parte de um dos mais problemáticos rockstars da história.


Qualquer um que esteja acompanhando esta retomada do grupo, vem percebendo que existe um time novamente em ação e a individualidade foi trocada pelo espírito de equipe, pode se dizer que o Guns N' Roses hoje é novamente uma banda no sentido literal da palavra.

O amigo leitor que leu o título da matéria deve estar questionando se "apenas" estes fatores fazem do senhor Axl Rose a personalidade do ano? É claro que não e para que esta teoria seja no mínimo plausível, uma "bandinha pequena e pouco expressiva" chamada AC/DC, entra no meio dessa história toda.

Com a eventual impossibilidade de Brian Johnson continuar a se apresentar ao vivo e o AC/DC tendo diversas datas agendadas em sua atual turnê norte americana, a banda precisaria de um nome de peso para substituir Brian e o convite é feito a quem?

Não entrarei nos méritos e nem em polêmicas a respeito da aprovação ou não dos fãs, afinal alguns shows já foram realizados com Axl à frente da banda e todos eles estavam lotados. Até mesmo na Bélgica, onde houve um movimento contra a entrada de Axl e cerca de 6 mil fãs pediram o reembolso de seus ingressos, estes mesmos 6 mil foram vendidos quase que instantaneamente e o público total da apresentação bateu na casa dos mais de 65 mil pagantes.


Ainda falando de números, um outro dado interessante, antes da reunião do Guns N' Roses, a "Axl Band" lucrava em média 500 mil dólares por show, após o retorno de Slash e Duff, receberam cerca de 22 milhões para tocar nas duas datas do Coachella e cada apresentação da "Not In This Lifetime Tour" renderá cerca de 3 milhões.

Algum músico do Rock possuiu uma ascensão ao menos parecida neste ano? Sair de um estado onde praticamente era um rockstar "que já teve seus dias de glória" e reestruturar uma das bandas de maior repercussão dos anos 90 com sucesso, para depois ser convidado a integrar um dos maiores grupos de Rock de todos os tempos não é uma tarefa para qualquer um. Por isso, citando apenas mais um pequeno adendo, pois tudo aconteceu graças ao trabalho musical e não a polêmicas, declarações e chiliques, afirmo que Axl Rose é sim, a maior personalidade do Rock em 2016. O choro é livre!

por Fabio Reis



AC/DC: show completo com Axl nos vocais



Quer saber como foi a primeira apresentação de Axl Rose como vocalista do AC/DC? 

Confira abaixo o show realizado hoje, 7 de maio em Lisboa na íntegra:




Set list final:

1- Rock Or Bust
2- Shoot To Thrill
3- Hell Ain’t A Bad Place To Be
4- Back in Black
5- Got Some Rock & Roll Thunder
6- Dirty Deeds
7- Rock’n’roll Damnation
8- Thunderstruck
9- High Voltage
10- Rock N’ Roll Train
11- Hells Bells
12- Givin A Dog A Bone
13- Sin City
14- You Shook Me All Night Long
15- Shot Down In Flames
16- Have a Drink on Me
17- TNT
18- Whole Lotta Rosie
19- Let There Be Rock

Bis:
20- Highway To Hell
21- Riff Raff
22- For Those About To Rock (We Salute You)
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