O Overkill, uma das bandas pioneiras do Thrash estadunidense, chega aos seus 35 anos de carreira e promete lançar mais um grande álbum no início de 2017.
"The Grinding Wheel" tem previsão de lançamento para o dia 19 de fevereiro através do selo Nuclear Blast, o álbum foi produzido pelo próprio Overkill e mixado por Andy Sneap, a arte da capa foi criada pelo artista Travis Smith, conhecido por seus trabalhos com Death, Opeth e Nevermore.
A capa e o tracklist de "The Grinding Wheel" podem ser conferidos abaixo:
1. Mean Green Killing Machine
2. Goddamn Trouble
3. Our Finest Hour
4. Shine On
5. The Long Road
6. Let's All Go To Hades
7. Come Heavy
8. Red White And Blue
9. The Wheel
10. The Grinding Wheel
O novo trabalho do Overkill inicialmente era pra ser lançado ainda em 2016, porém a banda resolveu adiar o lançamento por questões de logística. A faixa "Our Finest Hour" já foi disponibilizada para audição, confira:
O novo álbum do Overkill está para ser apresentado e com tantos trabalhos de qualidade lançados este ano no Thrash Metal, as expectativas são das mais altas. A banda vem em uma grande ascensão, lançando ótimos discos em sequência e tudo indica que "Grinding Wheel" será mais um grande registro.
Bobby "Blitz" em recente entrevista cedida ao jornalista Brian Aberback da Patch.com, explica como a banda chegou ao título do álbum:
"Quando estávamos procurando por um título, quando você pensa sobre a palavra "Grind" (moer, esmirilhar, destruir), você pensar em algo que é implacável e não se desgasta, quer se trate de uma velha pedra ou algo metálico, as faíscas estão voando dele. É sobre uma ferramenta para todos os fins e através de todos os tempos. É uma boa, é a qualidade do álbum do Overkill."
Uma curiosidade: "Grinding Wheel" é o nome do instrumento medieval usado para amolar espadas e instrumentos metálicos.
No mesmo bate papo, Bobby ainda fala sobre a longevidade do Overkill e os fatores que mantém o grupo ativo mesmo após mais de 30 anos:
"Quando isso acontece, conseguir um contrato de gravação e sair em turnê, você está apenas feliz por ter conseguido algo, mas para ter longevidade você tem que aprender a separar a paixão dos negócios (business). Eu acredito que em algum lugar no início dos anos 90, quando nós vimos tudo mudar, quando o grunge chegou e havia um interesse bem menor das grandes gravadoras, nós tivemos que começar a nos reinventar. Não musicalmente, mas com relação aos negócios e o fato de ter de procurar as ofertas certas e os shows certos."
Como foi esse período:
"Nós tivemos que nos autogerir. Acredito que quando eu fiz isso, foi algo como: 'Ei, isso é realmente sustentável". Talvez isso seja o lande do trabalho duro de Nova Jersey, você pensa: 'Há sempre uma maneira. Vamos descobrir essa maneira". Tivemos a experiência de nos auto-gerir. Fomos criados embaixo de boas asas. Há o lado apaixonado de ser um garoto em uma banda de Metal e você tem que manter isso por toda sua carreira, você tem que pensar que dentro de você, mesmo com 50 anos, você tem 19 anos de novo. Mas há um outro lado dentro de você que sabe que é preciso equilibrar as contas".
"Grinding Wheel" tem previsão de lançamento para as duas primeiras semanas de novembro e será o décimo oitavo disco de estúdio do Overkill. O álbum será lançado via Nuclear Blast.
O novo trabalho dos mestres do Thrash Metal estadunidense está praticamente finalizado e se chamará "Grinding Wheel". O Overkill deve lançar o disco nas primeiras semanas de novembro e o vocalista Bobby "Blitz" Ellsworth, em entrevista ao Alternative Nation, dissertou como o novo registro soará:
"Eu estava apenas ajustando as letras para o nosso próximo álbum, estamos muito perto da conclusão neste momento. Só mais alguns trechos de guitarra e alguns backing vocals precisam ser feitos, a maioria das faixas estão finalizadas. Estamos tentando uma liberação para a primeira semana de novembro. No final das contas, Overkill é Overkill, nossa marca registrada é que sempre somos reconhecíveis em cada lançamento. Durante três décadas têm sido assim, sempre fomos o Overkill de sempre. Então, com certeza é um registro de Metal e, como sempre, ele terá aquela vibe Thrash com alguma melodia. Um monte de bandas são conhecidas por aquilo que fizeram, mas eu sinto que temos que ser reconhecidos pelo que estamos fazendo agora, é onde o verdadeiro valor reside. Eu sinto que conseguimos isto nos últimos álbuns."
Em um ano onde diversos ótimos álbuns de Thrash foram lançados, o novo trabalho do Overkill promete se juntar a lista dos grandes lançamentos. Verdade seja dita, há bons anos a banda não decepciona e vem de uma sequência matadora, que venha Novembro!
O Overkill está em estúdio compondo e gravando seu mais novo trabalho, o sucessor do aclamado "White Devil Armory" (2014). A previsão de lançamento do disco é para o segundo semestre de 2016, mas a data ainda não foi estipulada pela banda.
Recentemente, o grupo deu uma pequena paralisada neste processo para realizar um show importante, que inclusive foi registrado para o lançamento de um vindouro DVD e CD ao vivo.
Nesta apresentação, o Overkill tocou na íntegra os álbuns "Horroscope" e "Feel The Fire", o primeiro lançado em 1991, completando 25 anos de existência em 2016, o segundo é o mítico debut da banda, gravado em 1985, portanto com 30 anos completos.
Importante ressaltar que não se trata de uma turnê comemorativa ou algo assim, a apresentação foi única e ocorreu no dia 16 de abril na casa de shows Turbinenhalle 2, na cidade de Oberhausen, na Alemanha.
Um dos melhores e mais importantes trabalhos da carreira dos norte americanos do Overkill completa hoje o seu 30°aniversário, o brilhante e incendiário “Feel the Fire”, lançado em 15 de abril de 1985, através da gravadora Megaforce Records. Dono de uma singela, porém emblemática e imponente capa que já aponta o que ouvinte tem em mãos, “Feel the Fire” é um registro impecável do primeiro ao último acorde.
Esse petardo se inicia lenta e progressivamente, até que os alto-falantes explodem com “Raise the Dead”, uma faixa de abertura que é um legítimo arrasa-quarteirão, com seus “riffs” afiadíssimos, levada extremamente empolgante e vocais fenomenais. Nesse “debut”, já é totalmente perceptível as influências do Metal tradicional concebido por monstros como Judas Priest e Iron Maiden, bem como do Punk Rock setentista na sonoridade desenvolvida pelo quarteto. Logo em seguida, temos um tremendo hino, “Rotten to the Core”. Seus “riffs” marcantes e o nome da canção cantado em uníssono ao longo da música possuem um poder descomunal e que não deixa nenhum ouvinte indiferente. Um verdadeiro espetáculo!
O Speed/Heavy/Thrash de “There’s No Tomorrow” dá continuidade ao disco com seus andamentos vertiginosos e seus trechos marcantes, permeados por sábias mudanças de andamento nos momentos propícios. A fabulosa “Second Son” é a quarta música do registro e recheada de sentimento em cada acorde. A voz sempre impecável de Bob “Blitz” Ellsworth transmite uma energia contagiante a cada estrofe cantada.
Sem fazer o ouvinte perder o interesse, a intensa e devastadora “Hammerhead” não deixa pedra sobre pedra e entrega mais uma enxurrada de “riffs” implacáveis. A faixa título, “Feel the Fire”, por sua vez, possui uma qualidade igualmente inquestionável, trazendo um baixo pulsante de D.D. Verni e alternâncias vocais fantásticas de “Blitz”.
Trazendo ainda mais velocidade e fúria, “Blood & Iron” incinera ainda mais os alto-falantes com um desempenho descomunal dos músicos, assim como a esmagadora “Kill at Command”, que na minha humilde opinião, é uma das melhores composições desse trabalho incorrigível, brindando o ouvinte com “riffs” excepcionais e portentosos, coros muito bem inseridos e que proporcionam um clima surreal e solos de guitarra alucinantes e repletos de “feeling”.
Para finalizar, “Overkill”, a faixa que batiza o nome da banda, encerra esse grandioso álbum de estreia de maneira formidável, com um desempenho extraordinário de todos os integrantes, trazendo mais um belíssimo trabalho instrumental e um refrão sensacional. É importante mencionar que essa composição ganhou mais quatro sequências produzidas nos lançamentos posteriores. Com o relançamento de “Feel the Fire”, foi incluída uma esmagadora faixa bônus, o excelente “cover” para “Sonic Reducer”, da banda de Punk Rock The Dead Boys. Essa releitura criada pela banda trouxe ainda mais peso, velocidade e energia para uma música que já era ótima em sua versão original.
O Overkill é dono de uma discografia repleta de grandes álbuns e “Feel the Fire” indubitavelmente é um dos trabalhos mais relevantes e essenciais de sua carreira. Aliás, de alguns anos para cá, a banda lançou uma sequência realmente invejável de trabalhos de estúdio, demonstrando que estão em plena forma e com muito poder de fogo. Quem não conferiu, deveria separar um tempo livre e dar uma conferida nesses trabalhos mais recentes, pois vale e muito a pena! E que continuem com todo esse pique! Os fãs e apreciadores agradecem!
O Thrash Metal é um dos estilos mais marcantes e adorados do Metal. Surgido nos anos 80, teve o seu ápice e o seu crescimento nessa década sempre amada e idolatrada por todos os headbangers de plantão, teve uma queda na década de 90, com o surgimento de movimentos como o Grunge o Nu Metal e finalmente teve um retorno devastador em meados dos anos 2000. Ainda que tenha passado por altos e baixos, existem bandas desse gênero que nunca sofreram prejuízos ou decepcionaram os seus fãs a cada novo lançamento. Bandas como Exodus, Slayer e Overkill, dentre as mais conhecidas, certamente lançaram discos e trabalhos realmente bons mesmo nos momentos mais conturbados para o Thrash. Das bandas mencionadas acima, vamos falar agora sobre os thrashers nova-iorquinos do Overkill. Possuindo invejosos 34 anos de carreira, a banda retorna mais uma vez com um voraz apetite de devastação sonora com o seu décimo sétimo álbum de estúdio, “White Devil Armory”, lançado no dia 18 desse mês, através do selo da Nuclear Blast. Mantendo a mesma pegada e sonoridade dos extraordinários “Immortalis”, de 2007, “Ironbound”, de 2010 e “The Electric Age”, de 2012, a banda volta com tudo e não desaponta em momento algum!
O disco se inicia com a curta “XDᵐ”, que nada mais é do que uma breve introdução de apenas cinquenta segundos que rapidamente abre caminho para “Armorist”, a primeira música do álbum e uma das primeiras faixas liberadas pela banda antes do lançamento oficial do álbum acontecer. Uma sucessão de riffs afiados invade os nossos ouvidos, acompanhados pelos maravilhosamente inconfundíveis vocais de Bobby “Blitz” Ellsworth. Aqui nós temos riffs e mais riffs de primeiríssima um após o outro, grandes vocais, linhas esmagadoras e pulsantes de baixo e um grandioso trabalho de bateria, demonstrando que a banda não está nem um pouco a fim de encerrar as suas atividades. Palhetadas pausadas e uma marcação fenomenal de baixo marcam o início de “Down to the Bone”, uma faixa mais cadenciada, porém que mantém o mesmo clima energético e empolgante que é uma das características principais da sonoridade praticada pela banda.
Uma torrente de riffs vertiginosos convidam o ouvinte a “banguear” logo nos primeiros acordes de “Pig”, a quarta faixa do trabalho e um dos pontos altos do disco. Novamente trazendo um competente e selvagem trabalho de guitarras, desempenho exemplar de “cozinha” de baixo e bateria e grandes vocais de Bobby “Blitz”, que desfila o seu estilo vocal de maneira sempre irrepreensível e altamente impressionante, indo de momentos mais rasgados para versos cantados de forma com a voz aguda, novamente o que se ouve é um excepcional trabalho de uma banda que demonstra que está mais viva do que nunca e que tem lenha de sobra para queimar! Mais cadenciada, porém com bastante peso nas seis cordas, “Bitter Pill” é outra grande faixa e temos novamente em mãos um grande som que representa exatamente o que a banda é, apresentando mudanças de andamento brilhantemente empolgantes e bem construídas, riffs implacáveis, um esplêndido trabalho de baixo e bateria e vocais extraordinários do início ao fim. Outro grande destaque do disco! “Where There’s Smoke” vem logo após e é a típica faixa de Speed/Thrash à lá Overkill, com riffs e solos absurdamente explosivos, “cozinha” incrivelmente veloz e matadora, acompanhados por um trabalho vocal realmente monumental. Uma das melhores e mais empolgantes faixas do álbum, com certeza!
O baixo de D.D. Verni ecoa pelos autofalantes e logo dá espaço também para as guitarras de Dave Linsk e Derek “The Skull” Tailer, marcando assim o início da sétima faixa do álbum, “Freedom Rings”, que tem um início lento e progressivo e logo brinda os ouvintes com mais uma aula do mais genuíno Thrash Metal nova-iorquino. “Another Day to Die” é a música que dá continuidade ao disco e mais uma vez temos um som com um ritmo mais contido e pausado, porém jamais menos empolgante ou interessante por isso. Temos aqui mais uma boa dose de grandes riffs e solos, baixo e bateria muito bem encaixados e trabalhados e vocais potentes. A grandiosa “King of the Rat Bastards” vem em seguida e outro ponto realmente grande do álbum, entregando arranjos e alternâncias rítmicas geniais, um vistoso e sublime trabalho de guitarras, uma “cozinha” de baixo e bateria sempre vistosa e grandes e jamais maçantes vocais de Bobby “Blitz”, que surpreende o ouvinte a cada verso cantado. Simplesmente animal!
Riffs portentosos abrem a cadenciada “It’s All Yours”, a penúltima faixa do álbum. Marcação fantástica e pulsante de baixo, bons riffs, levadas bem construídas de bateria e mais um grande desempenho vocal é o que se ouve nessa faixa. O “grand finale” fica reservado para “In the Name”, que pessoalmente considero a melhor faixa do álbum. Aqui nós nos deparamos com o grande destaque do disco, uma típica composição com arranjos épicos e grudentos, contando com uma fantástica marcação de baixo (destaco as linhas de baixo no fim da música, influência total de Iron Maiden!), riffs truculentos e pegajosos, bateria muito bem conduzida e um refrão poderosíssimo e duro como uma rocha. Uma tremenda forma de encerrar mais um grande trabalho de estúdio dessa banda que jamais decepciona e apenas enche cada vez mais os seus fãs de orgulho. Vale comentar que a versão limitada do álbum inclui também um cover do Nazareth, “Miss Misery, onde o vocalista Bobby “Blitz” Ellsworth divide os vocais com o também excepcional Mike Tornillo, do Accept. Sucintamente, o Overkill acertou em cheio mais uma vez e o que temos em mãos é simplesmente um dos grandes lançamentos de Metal desse ano!
Tracklist:
01. XDᵐ
02. Armorist
03. Down to the Bone
04. Pig
05. Bitter Pill
06. Where There's Smoke...
07. Freedom Rings
08. Another Day to Die
09. King of the Rat Bastards
10. It's All Yours
11. In the Name
Lineup:
Bobby "Blitz" Ellsworth (Vocal)
D.D. Verni (Baixo/"Backing Vocals")
Dave Linsk (Guitarra/"Backing Vocals")
Derek "The Skull" Tailer (Guitarra/"Backing Vocals")
Ron Lipnicki (Bateria)