terça-feira, 16 de maio de 2017

Lich King - "The Omniclasm" (2017)

Independente

Mundo Metal [ Lançamento ]



Oriunda dos Estados Unidos, a banda faz parte da geração do Thrash Metal que explodiu no começo dos anos 2000, junto de várias outras que buscavam resgatar o estilo "old school" que andava meio escasso até então. Já não tão novatos assim, eles contam com vários discos na bagagem e eis que agora em 2017 lançaram de forma independente seu sexto trabalho de estúdio.

"The Omniclasm" conta com uma novidade, pois Mike Dreher assumiu o Baixo da banda, fazendo Joe Nickerson voltar a tocar guitarra. Quem conhece o som desses caras já está familiarizado com a pegada rápida que dá muita enfase nos riffs, ora eles soam mais Thrash, ora pendem para o Crossover e o mesmo acontece com as letras e a postura escrachada.


O álbum começa com a boa introdução "Weapons Hot", um prenuncio do que está por vir. Na sequência, a matadora "Lich King V: Stalemate" mostra uma banda que não veio para brincadeira, tudo aqui funciona muito bem, vemos muito entrosamento e um som que consegue soar bem porrada, porém sem atropelos, sendo muito bem executado.

A terceira faixa é "Preschool Cesspool" e já demonstra bem a veia Crossover que os caras tem, uma faixa rápida, direta e reta, com um refrão fácil e marcante como o estilo pede. O mesmo ocorre com a próxima faixa, a ótima "Cut The Shit", que inclusive rendeu um videoclipe muito legal. Chegando a metade do disco (você nem percebe o tempo passar) e sem a peteca cair, somos presenteados com mais um petardo, "Our Time To Riot", que até aqui é a faixa mais longa e mais trabalhada, tem passagens rápidas, outras mais cadenciadas, riffs certeiros e um ótimo solo. Aproveito pra destacar também o trabalho do baixo que é um show a parte, com linhas extremamente técnicas.


"Crossover Songs Are Too Damn Short" como o próprio nome sugere é uma daquelas clássicas faixas, curtas e diretas, bem na pegada "old school" e que se torna uma deixa pro próximo som,  "Take The Paycheck", particularmente, é uma de minhas preferidas, o trabalho de riffs aqui é coisa de louco, um som pra bangear até o pescoço pedir arrego!

"Civilization", a oitava composição do álbum, é a mais longa de todas com seus sete minutos e meio de duração, é a única também com uma levada quase que totalmente lenta. Aqui fica claro que quiseram arriscar, fazer algo diferente e até mais melódico, provando que a banda não é só porradaria desenfreada. Definitivamente não é uma música ruim, mas para o contexto do trabalho, ficaria melhor se tivesse sido alocada como a última faixa do disco ou até mesmo uma "bônus track", pois fica meio deslocada.


Voltando a programação normal, chegamos a penultima música, "Offense", mais uma com a pegada Thrash caracteristica e pra fechar, a que considero outro grande destaque, "Lich   King VI: The Omniclasm", apesar de ser também um pouco longa, é uma ótima música, muito bem construída, com partes mais rapidas, outras mais cadênciadas, uma boa dose de melodia nos solos, terminando assim a audição com chave de ouro.

A sensação que tive ao ouvir o registro é a de uma banda bem mais madura, sem medo de arriscar, porém se mantendo firme na proposta. "The Omniclasm" passa de ano com louvor e é indicado não somente aos "Thrashers" fanáticos, mas a qualquer fã de Metal.


Nota: 8,5


Formação:

Tom Martin (vocal)
Joe Nickerson (guitarra)
Nick Timney (guitarra)
Mike Dreher (baixo)
Brian Westbrook (bateria)

Faixas:

01. Weapons Hot
02. Lich King V : Stalemate
03. Preschool Cesspool
04. Cut The Shit
05. Our Time To Riot
06. Crossover Songs Are Too Damn Short
07. Take The Paycheck
08. Civilization
09. Offense
10. Lich King VI: The Omniclasm


Redigido por Leonardo Aguiar