segunda-feira, 24 de abril de 2017

Undrask​ - "Battle Through Time" (2017)

Independente

Mundo Metal [ Resenha ]


Amigos, ano passado, desde janeiro, fomos surpreendidos por uma enxurrada de ótimos lançamentos, bandas surpreendendo e destruindo tudo com seus CDs convincentes e bem produzidos, tanto que não é difícil vermos algumas expressões como essa: "2016 foi um ano excepcional para o metal! Vai ser difícil bater de frente com um ano tão bom". Pois bem, eu também pensava assim. Mas serei muito otimista em dizer que este ano já está batendo de frente com ano passado; bandas gigantes e novos novos nomes do metal já lançaram discos capazes de colocar qualquer marmanjo, dito apenas fã dos anos 80, (como nosso caro amigo Régis Bigódon) em posição fetal chorando muito e pedindo arrego pra mamãe.

Claro que medalhões com Overkill, Grave Digger e Kreator, já estão acostumados a lançarem plays que, de comum acordo, são pérolas, mas o que dizer de uma banda que recém lança seu debut, e já me conquista por completo? Sim, em meio a tantos lançamentos a jovem banda Undrask conquistou seu lugar junto ao poderoso hall de 2017, e será difícil tirar o lugar desses americanos!


A banda executa em sua melhor forma, cercado de grande força e técnica, um Melodic Death Metal digno de botar medo em mestres como Children of Bodom, Whispered e Kalmah. Caramba, a faixa de abertura "No Graves for the Dead" é uma aula de Metal! Um riff trabalhado de forma a deslizar pelos nossos ouvidos se inicia repentinamente em conjunto a frases potentes da bateria. Não demora muito até tudo se acertar e as peças separadas se ajustarem e formarem uma grande escultura melódica e com peso digno de um bom Death Metal. O vocal não perde nem um pouco de espaço para o instrumental: com força e rasgado o suficiente para se encaixar em qualquer proposta, ele agrada tanto fãs de um gutural grave quanto fãs de um gutural mais agudo. O solo é outra história; repleto de técnica e feeling, o mesmo se conecta com a 'alma' da música de uma forma muito simples mas também muito convicta. O baixo serve de sustentação para toda a construção, ficando bem suave, mas de fácil percepção.

A segunda faixa desse petardo se chama "Conscripted" e possui o mesmo apelo épico e melódico da primeira faixa. Com riffs poderosos e frases interessantes, a música é de fácil reprodução, simples e muito agradável. "Champion of the Dawn" possui uma fórmula mais clássica do Death Metal mesclada a uma inspiração direta do Power Metal, com bases mais carregadas de riffs e uma letra mais falada - combinando muito com a atmosfera simplória e criativa. Uma coisa que muito me conquistou no álbum foram as introduções das músicas, como nas faixas "Black Ocean", "Longhammer" e "Primal Revelation". Que músicas épicas! Bases mais trabalhadas, baterias simples, vocais sublimes, rasgados e cantados de uma forma que combina com a ambientação das canções. Isso sem mencionar as letras bem escritas, que agregam maior valor ao disco (A faixa 5, que não foi mencionada, é apenas uma ligação entre as músicas sem muita importância para o trabalho).


Em "Faceless Eyes", a máquina de Melodic Death Metal volta a ativa, investindo em estilos mais progressivos com uma bateria bem rítmica e ótima colocação no disco. A música "Final Right" pode ser a que menos me empolgou no disco, mas não deixa de ser uma ótima faixa. Apesar de um pouco maçante e longa, a pepita tem seu charme abrasivo por conta dos riffs muito bem trabalhados, e mostra como o trabalho de duas guitarras pode ser bem produtivo. A faixa título possui 8 minutos de duração, e com passagens em varios estilos dentro do Metal conseguimos distinguir influênciasde  Power, Thrash, Melodic, e, claro, Death. Uma faixa pouco maçante, mas com peso, história e muito feeling. Não tem como descrever a música, ouçam-na e conte para nós o que acha!

Melodic Death, Melodic Power, Prog Death, não importa. Quando se trata de Metal, o que manda é a qualidade sonora, e isso esse play possui, e muita! Rápido, épico e técnico, o único problema é o grande recurso da transparência do baixo, que realmente fica dificil de se notar. Sendo assim, o disco teve um errinho pequeno em meio a um mar de acertos!


Integrantes: 

Darryl Dewitt - Guitarra
Erik Collier - Guitarra
Steve Wynn - Vocal
Daniel McCoy - Baixo
Aaron Schimmel - Bateria

Faixas:

01. No Graves for the Dead
02. Conscripted
03. Champion of the Dawn
04. Black Ocean
05. Embers and Omens
06. Longhammer
07. Primal Revelation
08. Faceless Eyes
09. Final Right
10. Battle Through Time


Nota: 8,4

Por Yurian Paiva

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