sexta-feira, 14 de abril de 2017

Resenha: Mechina - "As Embers Turns To Dust" (2017)


Após um 2016 de muita qualidade para todo o metal, eis que começa 2017 com previsões ainda mais otimistas. Grave Digger, Overkill, Kreator, Sepultura, Accept, Saxon, Rocka Rollas, Blazon Stone e até Gangrena Gasosa. Logo no primeiro dia do ano, eis que minha banda favorita, Mechina, nos presenteou com "As Embers Turns To Dust", o seu sexto álbum conceitual e possivelmente o trabalho mais melódico da banda.

"Godspeed, Vanguards", que foi disponibilizada previamente em 2016 como single, abre o álbum de forma magnífica, com o seu clássico toque de sintetizadores ao fundo, seu coro sublime e muito peso nas guitarras, a música é toda voltada para vocais limpos, engrandecendo mais o arranjo construído. Na sequência dessa maravilhosa audição, temos "Creation Level Event", que possui em sua introdução toda melancolia dos vocais líricos de Mel Rose e então assume, de forma abrupta, um som mais rápido e pesado, com bases cavalgadas, vocais guturais e uma bateria extrema. As bridges da música, são totalmente melódicas e clássicas, uma música linda. 

"Impact Proxy" não faz rodeios e após uma pequena introdução de 21 segundos, já assume sua característica poderosa, uma música com bases mais rítmicas e firmadas em 0, com uma bateria novamente pesada e muito constante. Os vocais são urrados de forma simples e miscigenados com refrões limpos. "Aetherion Rain" é uma faixa de transição linda e clássica, com toques ambientados e muito classe. Em "The Synesthesia Signal" encontramos uma das faixas totalmente cantadas por Mel Rose, bases pesadas e cavalgadas, bateria carregada de passagens com pedais duplos e efeitos sonoros épicos. Uma faixa muito linda e empolgante.


"Unearthing The Daedalian Ancient", esse é o nome da faixa mais lenta e cheia de toques clássicos, com bases que os acompanham, uma bateria mais suave, porém com passagens extremas e vocais fortes e habilidosos de Hotch. Quem gosta de um som mais suspense, a Bridge dessa música é totalmente suspense/terror, com coros amedrontadores, sintetizadores potentes e guitarras que acompanham tal toque! Um som virtuoso e muito forte. "The Tellurian Pathos" segue os mesmos passos de 'The Synesthesia Signal', porém totalmente cantada pelos vocais de Hotch, alternando para vocais limpos em uma facilidade imensa.

"Thus Always To Tyrants" é uma faixa de transição, também melancólica, (como a outra do CD), que nos ambientaliza pra a música "Division Through Distance", onde conta com grande influência Progressive em sua composição, com bases mais fraseadas e vocais cantados lindamente por Mel. Para minha surpresa, a faixa de término do álbum, "As Embers Turns To Dust" foi totalmente ambiental, repleta de melancolia e pesar. Uma das faixas ambientais que mais gostei.

Realmente este ano tem muito a passar e apresentar ainda, mas um dos discos mais legais do ano, foi lançado ainda no início dele. Imagina o que vem por aí ainda!


Integrantes:

Mel Rose (vocal) 
Joe Tiberi (guitarra, pragramação)
David Holch (vocal)

Faixas:

 01. Godspeed, Vanguards 
 02. Creation Level Event 
 03. Impact Proxy 
 04. Aetherion Rain 
 05. The Synesthesia Signal 
 06. Unearthing the Daedalian Ancient 
 07. The Tellurian Pathos 
 08. Thus Always to Tyrants 
 09. Division Through Distance
 10. As Embers Turn to Dust


Por Yurian Paiva