segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Lançamento: Amon Amarth - "Jomsviking" (2016)


Existe um certo charme na temática Viking que atrai os fãs de Metal e faz com que queiramos ter uma barba gigante (algumas mulheres sofrem desse desejo também), vestir uma cota de malha e tomar hidromel direto de um chifre. Talvez o tema, quando inserido nos gêneros do Heavy Metal, te dá alguma sensação de poder ou de virilidade, não sei, mas mexe com essa sua cabecinha sofrida com o peso da crise existencial de morar com seus pais depois de 35 anos de idade, isso com certeza. 

O Amon Amarth, banda que você já ouviu falar, pelo menos, é uma dessas que aposta forte na temática Viking e se apega a um Melodic Death Metal bem executado pra contar suas histórias de conquistas e folclore. Jomsviking é o décimo álbum dos queridinhos de Odin, e dessa vez apostam em uma história conceitual sobre os Jomsvikings (duh…), Vikings mercenários dos séculos X e XI. O que temos aqui é uma mistura da força maléfica poderosa vista em With Oden In Our Side (2006) e a sensibilidade melódica de Deceiver of the Gods (2013) que resulta num play interessante e de alta qualidade, seja na produção cristalina, execução dos músicos ou nas letras bem construidas. Tudo o que você já ouviu e gostou na banda esta presente mais uma vez em Jomsviking, dos vocais trevosos e viris de Johan Hegg aos riffs tremidos poderosos e ritmos marcantes e brutais. Obviamente, como estamos falando de Melodic Death Metal, a melosidade é abundante e se mistura bem com a agressividade adotada, ilustrando a história contada de uma maneira saborosa e leve de se absorver. Momentos épicos dignos de você ficar de cueca na sala gritando ‘morte aos hereges!’ são uma constante na pepita, como em “Back on Northern Shores” e “One Thousand Burning Arrows”, que vendem de uma maneira convincente a idéia da temática e mantêm os Suecos num patamar elevado. Claro, se você só apertou o play aqui pra destruir cidades, saquear tavernas e estuprar camponesas não se preocupe: números como “First Kill” e “On a Sea of Blood” vão baixar em você como o Zé Pilintra baixa num umbandista (só que ao invés de um terno e cartola brancos, você vai ficar besuntado em óleo, crescer aquela barba do Gandalf trevosa e um machado vai aparecer milagrosamente na sua mão). 

Jomsviking é um álbum bem divertido; apesar de ser meia mussarela/meia calabresa, é feito com mussarela de qualidade e calabresa nobre. Melódico e pesado na medida certa, com certeza você vai rodar essa bolacha várias vezes e não vai se cansar tão rápido. Afie os machados, faça uma oração a Odin e Freyja, coloque as armaduras, entre no Dracar e veleje até os confins mais sombrios da Terra (ou até o próximo cômodo onde fica seu aparelho de som) com Johan Hegg, Olavi Mikkonen e companhia, na eterna busca à Valhalla.




Nota: 7

Integrantes:

Johan Hegg (vocal)
Olavi Mikkonen (guitarra)
Johan Söderberg (guitarra)
Ted Lundström (baixo)

Faixas:

 1. First Kill
 2. Wanderer
 3. On a Sea of Blood
 4. One Against All
 5. Raise Your Horns
 6. The Way of Vikings
 7. At Dawn’s First Light
 8. One Thousand Burning Arrows
 9. Vengeance Is My Name
10. A Dream That Cannot Be
11. Back on Northern Shores

Por Bruno Medeiros
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