segunda-feira, 18 de julho de 2016

Accept: "Mark pode cantar qualquer coisa que eu componha. Com Udo, era muito mais limitado"


O lendário guitarrista Wolf Hoffmann, foi entrevistado pelo "One On One With Mitch Lafon" e conversou abertamente sobre diversos assuntos referentes ao Accept. Abaixo, os trechos mais relevantes da conversa.

Sobre o novo álbum:

"Bem, nós estamos agora trabalhando duro para chegar a um número de canções suficientes para preencher um álbum. Peter está compondo o tempo todo, e nós estamos apenas passando por algumas ideias que temos recolhido ao longo do tempo e estamos escrevendo coisas novas sempre. Quando tivermos o suficiente, aí sim, vamos chamar Andy Sneap (produtor), chamar os outros caras, Mark e todo mundo, juntá-los e começar a trabalhar na gravação do novo álbum, acredito que vamos gravá-lo este ano, é este o objetivo, e então nós vamos lançá-lo no próximo ano, em 2017."

Como o Accept encara o lançamento de seus mais recentes álbuns:

"Para nós, é um processo muito importante, especialmente desde que escolhemos fazer a nossa reunião com Mark, o novo vocalista, nós realmente queríamos mostrar para os fãs e para nós mesmos que ainda poderíamos escrever novas canções relevantes, e é por isso que nós fizemos três álbuns em cinco ou seis anos, realmente os botamos pra fora, um após o outro e esses três álbuns são, de acordo com o ponto de vista de diversos fãs, tão fortes como a maioria das coisas que fizemos na década de oitenta, se não mais fortes, então eu acho que é muito importante para nós chegarmos a novas canções, porque você sabe, uma vez que você parar de tentar ou ficar apenas vivendo no passado, isso não seria  bom, tentamos permanecer relevantes e os fãs realmente apreciam isso."

Sobre Mark Tornillo e o produtor Andy Sneap:

"Ele nos inspirou muito a escrever canções, porque de repente, ele pode cantar muito bem qualquer coisa que eu componha. Com Udo, era muito mais limitado, tanto o que funcionou como o que não funcionou e Mark, cara, tudo que Peter e eu mostramos, ele pode executar e com isso, abriu muitas portas musicalmente, nos inspirou totalmente. Mas como eu disse antes, nós sempre nos manteremos perto do que os fãs do Accept estão querendo ouvir de nós, poderíamos escrever um monte de material que iria por outras direções e gêneros, mas nossos fãs realmente não apreciam muito e isso é também onde Andy Sneap entrou, especialmente durante a gravação de "Blood of The Nations" (2010). Ele de alguma forma, nos fez permanecer fiéis a nosso estilo, porque ele cresceu sendo um fã do Accept e ouvia nossos velhos álbuns, então ele entrou com a expectativa de "Tudo bem, vamos fazer mais um grande álbum do Accept, mas quero que soe como o que um fã do Accept gostaria de ouvir." Hoje é até que a morte nos separe, Andy Sneap é o cara (risos) Bem, ele é parte da família agora. Nós queremos que ele seja o produtor sempre, está definitivamente a bordo. Se ele tem tempo, nós definitivamente queremos que ele seja o único produtor, absolutamente."

Sem dúvidas, o Accept vive um grande momento e a sequência de lançamentos atuais, é das mais respeitáveis, dignas e competentes. "Blood Of The Nations" (2010), "Stalingrad" (2012) e "Blind Rage" (2014), é talvez a maior trinca lançada por uma banda veterana e conseguiu o que muitos grandes nomes tentam e poucos conseguem, apresentar novos clássicos. Nestes três discos, temos uma seleção de excepcionais composições que hoje em dia, são indispensáveis em uma apresentação da banda.