terça-feira, 24 de março de 2015

Accept



Sem muito o que contestar, 2014 nos presenteou com uma gama altíssima de lançamentos de muita qualidade. O meu favorito entre todos os álbuns que escutei neste ano foi sem dúvidas, o trabalho do Accept, "Blind Rage".

Um registro que apesar de não mostrar nada de novo, surpreendente ou revolucionário, simplesmente confirma a ótima fase que vive o grupo. "Blind Rage" é o terceiro álbum em sequência que não pode ser chamado de nada menos que espetacular.

Desde a volta da banda, com UDO se negando a ocupar o posto de vocalista e a escolha de Mark Tornillo para substituí-lo, o Accept lançou 3 registros que não posso deixar de associar a série criada pelo grande Gilson, a "Trinca de Ases", desta vez na versão século XXI, com muita propriedade, foi escolhida como a primeira "trinca" do ano.

Vamos a ela:

Blood Of The Nations (2010) - Álbum de estréia de Mark Tornillo na banda, mostra um Accept totalmente renovado e cheio de inspiração, porém sem perder nenhuma de suas principais características. Um retorno digno e que de imediato, rendeu alguns clássicos. "Teutonic Terror", "Pandemic" e "Beat The Bastards" se tornaram obrigatórias nos shows e o registro ainda apresenta outros momentos de grande relevância, como em "No Shelter", "The Abyss", "Bucket Full Of Hate", "Rolling Thunder" e a fantástica faixa-título.

Stalingrad (2012) - Após a excelente repercussão de "Blood Of The Nations", os holofotes se voltaram novamente para o Accept e o anúncio de um novo trabalho gerou enormes expectativas como a muito tempo não ocorria.

O segundo registro depois do retorno, segue o mesmo padrão de composições de seu antecessor, porém com uma dose maior de inspiração. Novamente, algumas faixas se tornaram novos clássicos com imediata aceitação dos fãs. "Stalingrad", "Shadow Soldiers" e "Revolution" são "arrasa-quarteirões", mas o álbum ainda conta com as não menos brilhantes "Flash to Bang Time", "Hellfire", "Hung, Draw And Quartered" e "The Quick And The Dead".

Blind Rage (2014) - Tanto "Blood Of The Nations" quanto "Stalingrad" apresentaram a mesma fórmula e se deram muito bem. Confesso que fiquei com certo receio de ouvir um terceiro trabalho que contasse com as mesmas fórmulas e possuísse exatamente a mesma sonoridade.

Escutei Blind Rage cheio de ressalvas, o que fez com que a audição se tornasse ainda mais minuciosa que o de costume e fui simplesmente obrigado a me render ao MARAVILHOSO 'mais do mesmo' executado com soberania pela banda.

Não me lembro aqui de nenhuma banda já consagrada, lançando 3 trabalhos absolutamente inquestionáveis em sequência e mais do que isso, gerando NOVOS clássicos. Em "Blind Rage" existem mais deles, "Stampede", "Darkside Of My Heart", "Wanna Be Free" e "From The Ashes We Rise" são apenas algumas das candidatas.

Nesta trinca, temos o Accept sendo Accept, com muita inspiração e total soberania na arte de se fazer Metal. Pra mim, a banda mais relevante de Heavy Tradicional da atualidade em se tratando de grupos já consagrados.


Escrito por Fabio Reis

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