segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Exodus: "Zetro" fala sobre novo álbum e compara a sua posição na banda com a de Bruce Dickinson no Maiden


Em uma recente edição do "The Classic Metal Show", o entrevistado foi Steve "Zetro" Souza, o vocalista do Exodus. O cantor explicou a quantas anda o processo de composição do novo álbum do grupo, como está o cronograma da banda para o lançamento, comentou sobre como foi a recepção dos fãs após sua volta e traçou um interessante comparativo entre a sua situação e a de bandas como Anthrax e Iron Maiden. Abaixo estão os melhores momentos desse bate papo.

Novo disco e cronograma para os próximos meses:

"Eu não posso dizer que nós não vamos fazer mais nenhuma turnê, se surgir, nós podemos fazê-la. Até porque nós nunca fizemos realmente uma turnê de "Blood In Blood Out" como headliner, mas posso te garantir que estamos escrevendo novas músicas. Após o primeiro dia do ano temos nos falado, falamos com nossa gestão, nossos agentes e entendemos a posição em que estamos. Sabemos o que timing e cosias assim significam, entao eu na estou dizendo isso pra deixar as pessoas ansiosas. Nós iremos para o Japão, vamos tocar no Loud Park, que está entre a turnê europeia com o Obituary, Prong e King Parrot, mas chegaremos em casa no dia 27 de novembro. As pessoas vão provavelmente relaxar durante os meses de Natal, mas com o mês de janeiro chegando ao fim, eu tenho certeza que Tom Hunting e Gary Holt vão estar juntos e será quando todo o processo começará. Nós estamos apostando que no próximo outono o disco deverá ser lançado. Estou pronto para trabalhar e tenho certeza que todo mundo na banda está bem, já discutimos sobre isso e definitivamente, algo como "Nós queremos tirar uma folga" não acontecerá, este não é momento de tirar uma folga, estamos tocando muito bem juntos e como uma unidade, a nossa música está soando realmente boa agora. As outras bandas que estão junto com a gente e tocando o mesmo estilo musical também estão indo muito bem, então eu acredito que todos nós precisamos nos manter capitalizando e continuar tocando. Enquanto vocês estiveram lá para nos ouvir, nós estaremos fazendo isso cara!"

Aceitação dos fãs após seu retorno:

"Bem, tenho que dizer que com muito amor, se houver ódio é mínimo. Quero dizer, apenas para ser honesto com você, eu não estou aumentando. Eu ainda consigo... acho que com duzentos e quarenta e poucos shows desde que voltei, em uma noite dessas, em Frankfurt, e eu ainda estou conseguindo um: "Estou feliz que você está de volta. É tão bom que você esteja de volta a banda". Eu ainda ouço isso toda noite. Então, eu os aprecio."

Seu papel no Exodus traçando um comparativo com outras bandas:

"Eu sou um fã de bandas onde no início da carreira, a formação era uma, eu entendo isso, eu realmente entendo. Eu não estou dizendo que John Bush não fez um grande trabalho com o Anthrax, ele fez um um trabalho infernal com o Anthrax, mas eu amo Joey Belladonna cantando no Anthrax e "For All Kings" é incrível. Eu acho que é assim que os fãs do Exodus viram a situação. Os caras ouviram e apesar de Paul Baloff ter sido responsável por uma parte muito grande do som Exodus, da direção do Exodus e da atitude do Exodus, eu acho que as pessoas olharam para mim como, 'Bem, isso cara é como uma espécie de.. é como Paul Di'Anno foi o primeiro vocalista do Maiden, mas Bruce Dickinson é a voz. Não estou dizendo que os registros com Blaze não eram bons, porque os álbuns que Blaze Bayley fez com o Iron Maiden, acredito que foi um tempo muito escuro e pesado para a banda, se você ouvir essas músicas, elas são boas músicas e eu acho que talvez seja isso o que aconteceu no meu caso."