sexta-feira, 1 de maio de 2015

Benediction


Oriundos de Birmingham, Inglaterra, o Benediction é um dos maiores representantes do Death Metal mundial. Nesse ano, a banda completa 26 anos de carreira e em todos esses anos, lançou excelentes e influentes trabalhos e é exatamente sobre isso que irei abordar. 

Contando inicialmente com um "line up" encabeçado por Paul Adams (baixo), Peter Rew e Darren Brookes (guitarras) e Mark "Barney" Greenway (vocais), a banda foi formada em fevereiro de 1989 e nesse mesmo ano lançaram a demo "The Dreams You Dread". Vale mencionar que a banda chegou a gravar um álbum com esse mesmo título anos mais tarde, em 1995. Após o lançamento da demo, os britânicos assinaram com a poderosa gravadora Nuclear Blast Records e através do selo lançaram o clássico "debut" "Subconscious Terror", em 2 de setembro de 1990. O que dizer sobre essa maravilha? É um verdadeiro massacre sonoro, recheado de pedradas que abrem um sorriso de orelha a orelha em qualquer admirador de música extrema, esteja onde ele estiver.


A malevolente introdução "Intro - Portal to Your Phobias" abre a bolacha, emendando com a voraz faixa-título, um legítimo hino do Death Metal! Outras composições, como a sensacional "Artefacted Irreligion", a arrastada "Grizzled Finale", a instrumental "Suspended Animation" e a destruidora "Spit Forth the Dead" fazem desse disco uma obra indispensável! A primeira baixa do grupo foi a saída do exímio "frontmen" Mark "Barney" Greenway que se juntou para o Napalm Death logo em seguida, aonde permanece até os dias de hoje. Sem perder o pique, os músicos recrutam o igualmente monstruoso Dave Ingram para assumir os vocais à partir daquele momento e embarcar em uma devastadora turnê, ao lado do Bolt Thrower e do Nocturnus.


Sem perder tempo, em 10 de outubro de 1991, a banda retorna com o excelente "The Grand Leveller", registro que pessoalmente considero o melhor da carreira da banda. Esse petardo reúne composições pesadíssimas e muito bem construídas, repletas de "riffs" e alternâncias de andamento bem encaixadas, aliadas a uma atmosfera mórbida e sinistra que cativa e encanta qualquer fã de Death Metal que se preze. Impossível ficar indiferente em meio a preciosidades como "Vision in the Shroud", "Graveworm", "Undirected Aggression" e as maravilhosas "Jumping at Shadows" e "The Grand Leveller", a fantástica faixa título. 

Aqui já é bastante perceptível a evolução da banda, tanto na construção das músicas como nas letras, o que proporcionou um entusiasmo internacional muito grande. Durante o início da década de 90, com a constante ascensão do cenário do Death Metal, o nome Benediction se tornou uma espécie de "figurinha carimbada" para quem curte som extremo, ganhando, inclusive um apelido bastante carismático, "Benê"! 

No período de lançamento de "The Grand Leveller", o Benediction caiu na estrada mais uma vez, realizando uma turnê europeia ao lado do Massacre e excursionando ao lado do Dismember. Pouco depois, o baixista Paul Addams deixa a banda e em 13 de dezembro de 1992, os ingleses entregam um breve, porém esmagador lançamento, o "EP" "Dark Is the Season", que conta com o guitarrista Darren Brookes tocando guitarra e baixo. Novamente, a banda retorna para a Europa, tocando novamente ao lado do Bolt Thrower e também do Asphyx. Mais tarde, naquele mesmo ano, a banda recruta o seu novo baixista, Frank Healy, que na ocasião era guitarrista do Cerebral Fix e foi um dos fundadores da lenda viva do Death/Grind mundial Napalm Death. Assim que Healy se juntou ao grupo, a banda realizou alguns shows em Israel, em Tel Aviv.

Como diria o saudoso Freddy Mercury, "O show deve continuar" e em 10 de agosto de 1993 é a vez de "Transcend The Rubicon" ser lançado. Marcando a estreia de Frank Healy nas quatro cordas, esse terceiro álbum de estúdio é tal qual aos dois antecessores um deleite do mais alto nível, desde a sua envolvente e hipnotizante ilustração de capa até o âmago de suas composições. Abrindo com a fabulosa "Unfound Mortality", seguida das empolgantes "Nightfear" e "Paradox Alley", esse terceiro álbum de estúdio mantém o padrão "Benediction" em alta, jamais decepcionando o ouvinte em momento algum, entregando exatamente o que ele deseja ouvir. Existem algumas prensagens que ainda incluem o "medley" "Artefacted Irreligion / Spit Forth", uma vistosa e deslumbrante regravação de duas faixas matadoras do registro de estreia desses britânicos talentosíssimos.


O lançamento de "Transcend The Rubicon" deu início a mais uma extensa turnê, a "World Violation Tour", onde a banda viajou ao lado do Cemetery e do Atheist pela Europa, Estados Unidos, Canadá e Israel. Infelizmente, após o encerramento da turnê, o excelente baterista Ian Treacy deixou a banda, alegando diferenças pessoas. Posteriormente, ele foi substituído temporariamente por Paul Brookes no "EP" "The Grotesque / Ashen Epitaph (1994) e em seguida, por Neil Hutton, um jovem baterista de 18 anos, a partir do álbum "The Dreams You Dread" (1995). Hutton permaneceu na banda até o então último álbum lançado por eles, "Killing Music" (2008). Atualmente, o Benediction está sem um baterista permanente, contando apenas com músicos convidados.

Elogiar uma banda do porte do Benediction chega a ser extremamente desnecessário e repetitivo, uma vez que todo fã de Metal Extremo reconhece o trabalho criado por eles. Em se tratando de uma "trinca de ases" do Benediction, esses são realmente os álbuns que não podem deixar de ser ouvidos em hipótese alguma! 

Escrito por David Torres